Quanto custa viajar para o Chile?

Quanto é preciso gastar para conhecer o Chile? Bem, essa é uma pergunta bastante comum entre os viajantes, mas a resposta é bem variável e complexa. Isso porque o país – apesar de relativamente pequeno – traz paisagens bastante diferentes, que vão desde desertos a geleiras. Em outras palavras, isso significa que o turista poderá curtir uma vida cosmopolita em Santiago, fazer uma travessia entre os lagos andinos, embrenhar-se na Patagônia, desbravar o deserto do Atacama ou ainda conhecer a longínqua Ilha de Páscoa, por exemplo. E, claro, cada um desses lugares traz uma tabela diferente de valores, afinal estamos falando também de passeios com experiências totalmente distintas.

Guia Chile

Quanto custa viajar para o Chile?

Quanto é preciso gastar para conhecer o Chile? Bem, essa é uma pergunta bastante comum entre os viajantes, mas a resposta é bem variável e complexa. Isso porque o país – apesar de relativamente pequeno – traz paisagens bastante diferentes, que vão desde desertos a geleiras. Em outras palavras, isso significa que o turista poderá curtir uma vida cosmopolita em Santiago, fazer uma travessia entre os lagos andinos, embrenhar-se na Patagônia, desbravar o deserto do Atacama ou ainda conhecer a longínqua Ilha de Páscoa, por exemplo. E, claro, cada um desses lugares traz uma tabela diferente de valores, afinal estamos falando também de passeios com experiências totalmente distintas.

Verdade seja dita, dificilmente você conseguirá conhecer todas as nuances do Chile em uma mesma viagem (a não ser que você passe um mês inteiro por lá!). Assim, é bem provável que você precise desembarcar algumas vezes no país para conseguir cobrir boa parte do território, então o mais inteligente a se fazer é unir regiões de seu interesse que casem em uma mesma viagem. Abaixo, vamos falar sobre as áreas chilenas que você não pode ignorar, tá?

Santiago do Chile e arredores

O que você verá: Cultura chilena na área mais cosmopolita do país

Sem sombra de dúvidas, Santiago é a principal porta de entrada do país. Portanto, voos entre o Brasil e a capital chilena são bem mais baratos e frequentes. Considere sempre dar uma passadinha por lá, independentemente da região que você escolha para fazer a sua viagem. Essa é uma boa região para quem gosta de unir o agito de uma capital, mas também se encanta por belezas naturais não vistas no Brasil, como a Cordilheira dos Andes e o fenômeno da neve. É também um dos melhores lugares do Chile para quem viaja sozinho, pois Santiago não é necessariamente uma cidade romântica (apesar de também ter os seus encantos para quem vai de casal).

Na capital, prepare-se para encontrar muitos museus, parques, restaurantes e barzinhos. Não deixe também de conhecer as estações de esqui (Valle Nevado é a mais alta e popular delas) e de desbravar a área das vinícolas (como a de Concha y Toro, que pode ser acessada facilmente a partir da capital). Para quem escolhe essa região, não podem ficar de fora também os municípios vizinhos de Viña del Mar e Valparaíso, ambos no litoral, que proporcionam ângulos e nuances diferentes da área turística.

Agora se você escolheu essa região e não quer deixar de olhar de perto as belezas naturais do Chile, separe um espacinho no seu roteiro para ir ao Cajon del Maipo e ao Embalse el Yeso. Considerado por muitos o melhor passeio a partir de Santiago, os pontos turísticos que compõem o tour realmente são um espetáculo à parte.

Deserto do Atacama

O que você verá: Paisagens exóticas e desérticas em clima de aventura

Já para quem quer conhecer o deserto mais seco do mundo, a boa pedida é conhecer a região do Atacama. A cidade que funciona como base para esse passeio é San Pedro de Atacama, mas o aeroporto mais próximo fica em Calama (de lá para San Pedro será necessário contratar um transfer). Como não há voos diretos do Brasil para Calama, o viajante precisará fazer um pit stop em Santiago.

Com um dos céus mais estrelados do mundo e paisagens de tirar o fôlego, o Deserto do Atacama é considerado inesquecível para a grande maioria dos turistas. Prepare-se para encontrar paisagens surreais que são diferentes de tudo o que você já viu! Essa é uma viagem para quem ama ecoturismo e não tem muita frescura, afinal San Pedro de Atacama tem seu charme, mas infraestrutura não é o forte do local. Tudo gira em torno de uma única rua e as hospedagens costumam ser bastante modestas.

Ir ao Atacama é também para aquele tipo de pessoa que não tem medo de acordar cedo (o passeio para o Gêiseres del Tatio, por exemplo, sai entre as 4h e 5h da manhã) e, também, para quem não tem medo de fazer atividade física.

Lagos Andinos

O que você verá: Lagos glaciais e vulcões em clima de romance

Já as cidades de Puerto Montt, Puerto Varas e Pucón são uma boa pedida para quem busca um contato mais direto com vulcões, estradas estonteantes, topos nevados e, também, um clima de romance. Isso porque as cidadezinhas são uma ótima pedida para quem quer fazer um passeio de casal, bem aos pés da montanha.

Para quem vai de avião, a porta de entrada é Puerto Montt. Vale lembrar que também não é possível fazer o trajeto de forma direta, sendo necessária ao menos uma conexão em Santiago. Também é possível fazer a travessia de ônibus a partir da capital chilena, mas se prepare para encarar mais de 10 horas de viagem até Pucón (nesse caso, opte por fazer uma trip noturna, pois você poderá dormir boa parte do caminho).

Por ter restaurantes deliciosos e hotéis com boa infraestrutura, essa é uma boa chance para o turista que viaja acompanhado e quer unir o útil ao agradável. Isso porque ele poderá ver as belezas dos lagos andinos, além de também aproveitar as noites em lareiras regadas a taças de vinhos.

Patagônia

O que você verá: Exuberância natural em meia a muita neve

Outro lugar paradisíaco do Chile é a região da Patagônia. Vale dizer que essa área não é exclusividade do país, afinal ela também tem uma parte pertencente à Argentina (caso semelhante ao que acontece com a Amazônia e às Cataratas do Iguaçu para o Brasil e seus países vizinhos).

Por conta dessa particularidade, uma boa pedida é unir uma viagem ao Chile e também à Argentina, de forma a conhecer ambos os lados da Patagônia. É nessa região, inclusive, que fica a atração número 1 do país que beira a Cordilheira dos Andes: o Parque Nacional Torres del Paine, cuja porta de entrada é a cidade de Puerto Natales. Em Punta Arenas fica o aeroporto mais próximo e, assim sendo, também se faz necessária uma conexão em Santiago para os viajantes que partem diretamente do Brasil.

Vale lembrar que a região dos Lagos Andinos também faz parte da Patagônia chilena, então uma possibilidade muito atrativa para os turistas é fazer uma roadtrip passando por todas as cidadezinhas que compreendem a região. Isso, é claro, se você tiver tempo flexível e não tiver medo de se aventurar de carro pelas estradas montanhosas do país.

Agora para quem também pretende ir para a terra dos hermanos, algumas cidades do lado argentino que podem ser visitadas na mesma trip são El Calafate, El Chaltén, Ushuaia e até mesmo Bariloche (aliás, você sabia que essa última faz parte da Patagônia Argentina?).

Ilha de Páscoa

O que você verá: Cultura polinésia

Agora se você é do tipo de viajante que gosta de fazer uma viagem bem diferentona, com certeza a Ilha de Páscoa é o destino chileno mais fascinante para você. Isolada do mundo, essa ilhota que fica no meio do Pacífico faz a divisão entre a América do Sul e o outro lado do mundo. Assim como o Havaí, que fica entre o Estados Unidos e o Japão, a Ilha de Páscoa está entre o Chile e a Polinésia.

Chamada de Rapa Nui em seu idioma nativo, a ilhota é uma boa pedida para aqueles que querem ir para uma das áreas mais isoladas do globo. Por lá, há apenas uma cidade – Hanga Roa – onde ficam concentrados os hotéis, restaurantes, lojas e, também, o aeroporto. Na Ilha de Páscoa, o atrativo principal são as gigantescas estátuas de pedra vulcânica, de 1 a 10 metros de altura e até 80 toneladas, que são o cartão postal do destino turístico!

Se quiser continuar explorando a cultura das ilhas polinésias, a boa pedida é estender sua viagem até o paradisíaco Tahiti, mas para isso você precisará contar com mais dias de viagem (e de dinheiro no bolso!).