Por muitos anos Jericoacoara ou para os mais íntimos, apenas Jeri, ficou conhecida não somente por seus pontos turísticos principais como a Duna do Pôr do Sol e a Pedra Furada, mas também por já ter sido tema de reportagem de viagem em jornais como The New York Times e The Washington Post, sendo este último o primeiro a descobrir Jeri, isso há exatos 30 anos, ou seja, em 1987. Desde então, Jeri deixou de ser aquela vila simples e pacata para se tornar a queridinha da América do Sul conforme eleição feita pelo site TripAdvisor no ano passado, que elegeu a praia como o destino mais desejado da América do Sul em 2017.

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O tempo passa mas Jeri continua em alta, e apesar de não ser mais tão simples como antigamente, pois hoje em dia há opções bem melhores, sofisticadas e caras tanto de pousadas como de restaurantes, suas ruas continuam sendo de areia ou terra (mulheres esqueçam o salto alto). Circular de carro também não é permitido no local (nem necessário), quem chega de carro alugado por exemplo é obrigado a guardá-lo em um estacionamento na entrada da vila.

Mas nesses 30 anos há algo que não mudou, o acesso a Jeri continua difícil. Distante aproximadamente 300 km da capital Fortaleza, são quase 5 horas de estrada sendo parte dela terra e areia, então é bem mais fácil e seguro se estiver com um carro que possua motor tração 4x4 ou um guia local dirigindo.

Para quem gosta de conhecer 7 praias em 7 dias, nem pense em fazer um bate volta desde Fortaleza, a distância é muito longa para passar pouquíssimo tempo conhecendo o local. Jeri merece no mínimo 3 noites, isso para quem não tem muito tempo, porque pra quem tempo não é o problema, não seria nada mal passar uns meses (como fazem muitos) naquele pedacinho de terra que mesmo sendo cheio de méritos, não perde sua essência.

Jericoacoara também é bastante procurada devido à qualidade do vento na região por praticantes de windsurf e kitesurfe, mas a cereja do bolo de Jeri é um espetáculo diário e gratuito: assistir ao pôr do sol. Diariamente, sempre por volta do mesmo horário é como se todos saíssem de suas casas ou parassem tudo o que estavam fazendo. Nesse momento se reúnem pessoas de diversas nacionalidades e idiomas, mas todos com alguma coisa em comum: assistir e aplaudir o sol se por. Talvez essa seja a única obrigação diária de quem visita Jeri, nada mais será tão importante enquanto estiver de férias por ali.

Como chegar

Não era nada fácil chegar à vila cearense até meados de 2017, mas desde então o turista ganhou um help substancial para ajudar no seu dilema de locomoção. Desde junho deste ano está em funcionamento o Aeroporto Regional de Jericoacoara – Comandante Ariston Pessoa, localizado no município de Cruz, que fica distante 32km de Jeri e 12km de Jijoca.

A Azul é a única companhia aérea que opera a rota até o momento, com voos diretos a partir de Campinas e Recife. Para 2018 a empresa também deve começar a voar para Jeri a partir de Belo Horizonte. Outra companhia que vai começar a aterrissar no Aeroporto de Jericoacoara é a Gol, com início previsto para dezembro de 2017 e saídas diretamente de São Paulo (Congonhas).

Mesmo com a facilidade do aeroporto, ele não fica perto da vila cearense. Para sair de lá, o turista pode optar por um transfer privativo, que custa cerca de R$250 por trecho e acomoda até quatro pessoas (o serviço pode ser reservado junto a hotéis, pousadas e agências de turismo locais). Agora se você viaja sozinho ou em casal, a opção é utilizar um transfer compartilhado, que pode ser reservado no desembarque do aeroporto por R$60/trecho por pessoa. Também é possível tomar um táxi até Jijoca, por cerca de R$60, e depois pegar uma jardineira até Jeri pagando mais R$20 por pessoa.

Como ainda não há fluxo diário de voos para a região, quem não puder se enquadrar nas possibilidades do aeroporto local pode ainda utilizar o de Fortaleza, com mais infraestrutura e oferta de linhas aéreas. A partir de lá, o viajante poderá optar por basicamente três formas de locomoção até a sua hospedagem: transfer, carro e ônibus.

A forma mais comum são os transfers, porém o valor pelo carro 4x4 é bem salgado e fica na casa dos R$600 para até quatro pessoas e R$800 para até seis pessoas.

Já para quem vai de carro, a parada final é Jijoca, onde o viajante deve deixar seu veículo (não é possível encarar as dunas até a vila cearense com um automóvel comum). De Jijoca até Jeri, o turista deverá pegar uma jardineira, mas se essa for a sua opção, tenha em vista que você deverá arcar com estacionamento para deixar seu carro em Jijoca durante toda a estadia.

A forma mais econômica para fazer o percurso de Fortaleza a Jijoca é por meio de ônibus, com passagens a partir de R$80/trecho. Porém, nesse caso, o turista novamente deverá pegar uma jardineira na cidade até o seu ponto final em Jeri, sendo essa opção mais barata, porém não muito confortável.

Vida noturna

Apesar de ser uma vila pequena, Jeri conta com um número interessante de estabelecimentos noturnos para fazer a alegria dos turistas oriundos das mais diferentes nacionalidades que optam por conhecer a região.

Para começar a noite, vá em algum dos muitos bons restaurantes instalados por lá (as especialidades são variadas e há opções para todos os bolsos). A maioria deles, mesmo os mais sofisticados, apresenta clima rústico e, inclusive, é bem comum a disposição de mesinhas e cadeiras na areia. Destaque para o Tamarindo, o Pimenta Verde, o Freddyssimo e o Na Casa Dela, todos eles apresentando uma gastronomia de alto nível.

Para começar a animar a sua noite, diversas barraquinhas de bebidas são instaladas no final da Rua Principal. Lá são servidos drinks diversos, sendo os mais comuns o capeta e as caipirinhas de frutas. O pessoal se amontoa por lá em busca de ver gente jovem e, também, conseguir bebidas mais baratas do que as vendidas em bares e baladas.

Outra alternativa para quem está na vila cearense são as casas de forró e samba. Vale dizer que as baladas se revezam e nunca acontecem simultaneamente na cidade. A mais tradicional é o Forro da Dona Amélia, que acontece todas as quartas e sábados, e garante diversão para o turista que pretende praticar o rastapé no clima nordestino. Também é possível sentar e ouvir uma boa música ao vivo em diversos bares e pubs da vilinha. Alguns dos mais procurados pelos viajantes são o Samba Rock, ZChopp e Tortuga.

É importante ter em vista que tanto bares e baladas encerram por volta das 2h da manhã, mas há ainda duas opções para aqueles que não querem voltar para seus hotéis e pousadas.

A primeira alternativa, para os mais animados, é se dirigir novamente para as barraquinhas de bebidas da Rua Principal, que funcionam até mais tarde. Já para quem quiser amenizar os efeitos da bebida, a boa pedida é ir à Padaria Santo Antonio. Super tradicional na cidade, a padaria só abre a partir das 2h da manhã e tem foco justamente no pós balada, servindo muitos pães recheados, bolos e doces. Mas fique ligado: por volta das 3h a fila costuma ser grande e, muitas vezes, antes mesmo das 4h os produtos mais procurados já acabaram, como o famoso bolo de banana.

  • População 17.002 mil

  • Hora local 13:23

  • 1 Real R$ 1,00

  • Temperatura local 32.91º Ver previsão

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Hospedagem em Jericoacoara

menor valor maior valor
Albergue R$ 350,00 R$ 900,00
Hotel R$ 399,00 R$ 800,00
Apartamento R$ 800,00 R$ 1.415,50

Alimentação em Jericoacoara

Média de preços por dia com base em centenas de experiências

  • Café da manhã


    R$ 4,50 R$ 4.50 a R$ 13,96 R$ 13.96
  • Almoço


    R$ 8,56 R$ 8.56 a R$ 20,41 R$ 20.41
  • Jantar


    R$ 15,40 R$ 15.40 a R$ 43,15 R$ 43.15