Uma pequena cidade com ares de interior, Mendoza fica localizada no oeste da Argentina, mais próxima de Santiago do Chile (360 quilômetros) do que de Buenos Aires (1050 quilômetros), pode ser considerada a capital do vinho argentino pois é o centro viticultor mais importante da América do Sul e possui mais de 1200 vinícolas, entre caseiras e de grande produção,...

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  • População 121.62 mil

  • Hora local 20:48

  • 100 Peso argentino R$ 6,91

  • Temperatura local 29º Ver previsão

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Hospedagem em Mendoza

menor valor maior valor
Albergue R$ 62,88 R$ 221,67
Apartamento R$ 73,99 R$ 419,19
Pousada R$ 75,84 R$ 126,41
Hotel R$ 158,33 R$ 898,33

Alimentação em Mendoza

Média de preços por dia com base em centenas de experiências

  • Café da manhã


    R$ 5,39 ARS 78.00 a R$ 7,97 ARS 115.20
  • Almoço


    R$ 7,88 ARS 114.00 a R$ 11,45 ARS 165.60
  • Jantar


    R$ 10,21 ARS 147.60 a R$ 13,28 ARS 192.00

Guia Mendoza

Uma pequena cidade com ares de interior, Mendoza fica localizada no oeste da Argentina, mais próxima de Santiago do Chile (360 quilômetros) do que de Buenos Aires (1050 quilômetros), pode ser considerada a capital do vinho argentino pois é o centro viticultor mais importante da América do Sul e possui mais de 1200 vinícolas, entre caseiras e de grande produção, todas aos pés da segunda montanha mais alta do mundo, o Aconcágua.

Os vinhos produzidos em Mendoza são reconhecidos mundialmente e o Malbec foi o responsável por essa fama toda. As visitas às vinícolas podem ser feitas com guias ou então individual mesmo e no final do tour sempre há opção de comprar as garrafas de vinhos que o visitante provou. Em algumas é possível almoçar no local, com vista para as parreiras de uva, e claro, tomando um bom vinho.  

Com paisagens magníficas, não é à toa que o filme Sete Anos no Tibet foi filmado na região. São montanhas que em boa parte do ano ficam com o ponto mais alto coberto de neve, e a neve é outro motivo que atrai muitos turistas a Mendoza, durante os meses de inverno as estações de esqui são abertas para alegria dos esquiadores. O Cerro Aconcágua com seus 6.962 metros de altitude atrai escaladores do mundo todo e conquistar seu cume é para poucos, mas apreciá-lo em terra firme pode ser para todos. As águas termais de Mendoza quase não são faladas, mas elas estão lá, piscinas naturais com águas quentes, perfeitas para relaxar depois de já ter provado muitos vinhos durante a viagem.

O centro de Mendoza é pequeno, típico de uma cidade do interior e para conhecê-lo não é necessário muito tempo. A Plaza Independencia é o ponto de partida para uma caminhada pelo centro e nos finais de semana os artesãos montam suas barraquinhas vendendo produtos locais. Caso sobre algum tempo extra na viagem, reserve para conhecer algumas vinícolas caseiras que são mais intimistas e menos comerciais.

Mendoza fica em uma região com clima desértico, quase não chove no local e pode ser visitada em qualquer época do ano: verão, outono, inverno e primavera, independente da época escolhida, é sempre garantia de belas paisagens e ótimos vinhos, difícil saber o que irá agradar mais.  

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Vinhos

Como já dissemos acima, Mendoza é a Capital Internacional do Vinho. Isso nos dá a brecha – ou seria a obrigação? – de ter um tópico exclusivo sobre a bebida quando esse é o assunto. Responsável por produzir mais de 80% dos vinhos nacionais, Mendoza é a área que recebe os maiores investimentos em viticultura do país e, também, comporta as mais tecnológicas vinícolas argentinas. Ao todo, são mais de 160.000 hectares de vinhedos acomodados em cinco sub-regiões: Norte, Leste, Central (ou Rio Mendoza), Valle de Uco e Sul.

Para quem quer explorar a região com vontade, a melhor opção é alugar um carro que garantirá mais flexibilidade para conhecer as bodegas. Além do mais, é fácil e seguro dirigir pelos arredores da cidade, sem contar o ótimo custo-benefício. Para aqueles que não dispõe dessa possibilidade, as agências de turismo e os ônibus aparecem também como alternativas. Se optar pelas agências, você terá comodidade durante todo o traslado, mas os valores finais podem sair bem salgados. Se preferir as linhas de transporte público, saiba que será preciso adquirir uma tarjeta ciudadana e prepare-se para andar, afinal nem sempre os ônibus param perto das vinícolas!

Independentemente do meio de transporte escolhido, o Quanto Custa Viajar dá um panorama geral de cada uma das regiões vinícolas de Mendoza. São elas:

 

Região Norte

Nessa área desértica, a altitude varia entre 600 e 700 metros acima do nível do mar, com predominância de solos arenosos e pouco profundos. É na Região Norte que estão contemplados o departamento de Lavalle e parte de Maipú, Gaymallén, Las Heras e San Martín. É aqui ainda que são produzidos os vinhos considerados mais acessíveis e de larga produção, ou seja, as bebidas de consumo diário. Destaque para os vinhos brancos e tintos jovens.

 

Região Leste

Bastante quente, essa área é considerada uma das maiores potências da viticultura local. Isso porque é no Leste que acontece a maior produção de todos os tipos de uvas, com predominância do Malbec. Com altitudes que vão de 750 a 640 metros, em declive, a região ainda apresenta condições de solo e clima que garantem vinhos mais frutados e maduros. Isso faz com que eles sejam mais adaptáveis ao paladar da maioria das pessoas. A Região Leste compreende os departamentos de Junín, Rivadavia, San Martín, La Paz e Santa Rosa, sendo a Tittarelli uma das vinícolas de maior destaque da região.

 

Região Central (Rio Mendonza)

Essa é tida como a primeira zona dos vinhos argentinos e compreende os departamentos de Luján de Cuyo e Maipú. Localizada ao sul de Mendoza, essa área compreende altitudes que variam de 750 a 1.100 metros acima do nível do mar e os melhores solos para a produção de videiras (pedregosos, organicamente pobres e cheios de calcário). Além disso, o clima é continental seco, com chuvas escassas, ventos e umidade moderada. Aqui estão alguns dos principais vinhos produzidos no país, com destaque para os Malbec. Inclusive, Luján de Cuyo tem a Denominação de Origem Controlada (D.O.C.), que faz com que as uvas do local atinjam cor, concentração e aroma diferenciados. Portanto, o D.O.C. é uma certificação mundial para vinhos com qualidade superior, sendo estes produzidos sob normas específicas de controle desde o plantio da uva até a finalização do vinho. Algumas das vinícolas de destaque da região são a Catena Zapata, Terrazas de los Andes, Trapiche, Santa Julia e Alta Vista.

 

Valle de Uco

A região é a mais nova zona vinícola de Mendoza, vivendo hoje o seu auge com grandes investimentos que visam a produção de vinhos complexos e capazes de maturarem por longos períodos. É a área com maiores altitudes, que variam de 900 a até 1.500 metros acima do nível do mar. O Valle de Uco tem clima ameno, solo organicamente pobre, pedregoso e bem drenado, garantindo condições ideais para vinhos com maior acidez. Compreende os departamentos de Tupungato, Tunuyán e San Carlos e, nada mais nada menos do que a melhor vinícola de 2019: a Bodega Zuccardi Valle de Uco. O prêmio foi concedido pela World’s Best Vineyards, uma premiação que seleciona as melhores vinícolas abertas à visitação do mundo.

 

Região Sul

Com altitudes que descendem de 800 a 450 metros acima do nível do mar, essa área compreende os departamentos de San Rafael e General Alvear. É conhecida como a principal zona de produção de vinhos Chenin Blanc do país, apesar de abrigar vinhedos de outras uvas também. As vinícolas Casa Bianchi e Alfredo Roca são os grandes destaques do Sul.

 

IMPORTANTE:

Vale lembrar que por lei o viajante pode levar até 12 litros de vinhos para o Brasil, ou seja, 16 garrafas. Algumas companhias como a Aerolíneas Argentinas e a Gol permitem que o turista leve até 5 garrafas na bagagem de mão, sendo necessário despachar o restante. Na política da Latam, a indicação é de despachar tudo. De qualquer maneira, informe-se para não ser surpreendido na hora do embarque!

Como chegar

Mendoza está conectada com o Brasil através dos voos de três cias aéreas: Aerolíneas Argentinas, Latam e Gol, sendo que das três, a Gol é a única que oferece voos diretos desde São Paulo até Mendoza, porém a frequência dos voos não é diária e já mudou algumas vezes, então para quem não deseja fazer conexão, a melhor coisa a fazer é verificar a frequência dos voos antes de programar a viagem. Já quem não se importa em parar por algumas horas e trocar de aeronave, tanto Aerolíneas quanto a Latam operam diariamente com voos até Mendoza. O turista pode inclusive aproveitar a conexão em Buenos Aires ou Santiago do Chile, na ida ou na volta, e parar por algumas noites para conhecer ou então fazer uma nova visita às cidades.

Outra maneira comum de chegar a Mendoza, é vir por de Santiago do Chile, de ônibus. Mendoza fica distante de Buenos Aires aproximadamente 1100 quilômetros, e de Santiago, apenas 400 quilômetros. A estrada entre Santiago e Mendoza, apesar de possuir muitos trechos bem sinuosos, contempla o viajante com paisagens belíssimas pois o trecho atravessa a Cordilheira dos Andes. Tente fazer o trajeto de preferência durante o dia para ver as paisagens e melhor ainda se puder sentar na janela do ônibus. Se a viagem for feita durante o inverno, corre o risco de pegar algum trecho da estrada fechado devido às fortes nevascas. A passagem pela fronteira entre Chile e Argentina também costuma demorar um pouco, mas nesse caso, nada que atrapalhe a viagem.

O Aeroporto Internacional Gobernador Francisco Gabrielli, conhecido como El Plumerillo, está localizado a aproximados 11 quilômetros do centro de Mendoza e para sair dele o turista pode pegar um táxi, que embora seja mais caro, é mais confortável, alugar um carro ou então pegar um ônibus que leva até a Plaza Independencia, no centro da cidade. 

Vida noturna

A Capital Internacional do Vinho, como é conhecida Mendoza, ficou mundialmente famosa por produzir vinhos que são considerados um dos melhores do mundo. E o vinho é a cereja do bolo tanto durante o dia, nos passeios pelas vinícolas, como durante a noite, nos bares, restaurantes, casas noturnas e cassinos. A noite começa tarde devido ao efeito da siesta praticada pelos argentinos, quase tudo fecha durante a tarde, então a noite todos já estão recarregados.

Mendoza não é um destino para quem quer curtir baladas, não que não tenha, mas esse não deve ser o foco de uma viagem a Mendoza. As casas noturnas da cidade normalmente enchem somente após as 2 da manhã e funcionam até o sol nascer, antes desse horário turistas e moradores reúnem-se em bares e pubs espalhados pelo centro. A Rua Aristides Villanueva é uma das mais procuradas porque possui uma grande quantidade de bares sempre animados, alguns com música ao vivo, principalmente de quarta à domingo.

Sair para jantar é um programa típico da cidade que é referência em gastronomia. Não faltam opções de restaurantes, e em geral os preços são bem convidativos, até aqueles que parecem ser muito caros acabam sendo baratos em comparação ao Brasil. Na capital do vinho, não pode faltar uma vasta oferta da bebida nos restaurantes e para quem estiver cansado de tanto vinho durante o dia, as cervejas também estão presentes.

Para quem quiser arriscar a sorte em um cassino, aproveite a viagem e conheça alguns deles. No centro há vários, seja para quem quer apenas brincar em um caça níquel até para quem leva o jogo mais a sério e se arrisca nos jogos das mesas.