O Brexit parecia quase impossível, mas aconteceu. Desde o dia 31 de janeiro, o Reino Unido não faz mais parte da União Europeia. Nesse pacote, se vão Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.

Mas afinal, o que muda para os brasileiros que pretendem viajar para a região nos próximos meses ou anos?

As mudanças envolvem principalmente questões políticas e econômicas, mas também podem afetar o turismo no país. Fica com a gente para entender tudo que pode mudar.

O que muda para os brasileiros com o Brexit?

Alguns pontos ainda são incertos nesse primeiro momento. Até 30 de junho, a relação entre a União Europeia e o Reino Unido passa pelo chamado “Período de Transição“, que pode ser (e provavelmente será) estendido até 31 de dezembro.

Antes desse prazo, os britânicos continuarão seguindo regras da UE e a relação comercial entre ambos deve permanecer igual. É como um teste para estabelecer o que ocorre após esse período.

Isso quer dizer que, pelo menos por enquanto, nada muda para quem tem passaporte brasileiro e pretende visitar o Reino Unido a turismo. A previsão é de que tudo permaneça igual mesmo após passado o período de transição, o que significa que as regras não mudaram.

Mesmo assim, é importante ficar atento, pois a imigração no Reino Unido sempre foi (e deve continuar sendo) bastante rígida. Portanto, é imprescindível contar com todos os documentos em dia para visitar o país.

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Documentação para viajar para o Reino Unido a turismo

Brasileiros não precisam de visto para viajar a turismo para o Reino Unido por um período de no máximo seis meses.

Entretanto, é obrigatório portar os mesmos documentos que seriam necessários para aplicar para um visto, pois eles podem ser solicitados pelos oficiais na fronteira.

A papelada indicada é a seguinte:

  • Passaporte válido, com ao menos uma página em branco;
  • Documentos que comprovem fundos para viagem (extrato bancário, dinheiro, contracheque, etc.);
  • Confirmação de residência legal;
  • Detalhes sobre atividades de estudos ou trabalho com as quais você esteja envolvido no país de origem.

Embora esses sejam os únicos documentos listados pelo Reino Unido em seu site oficial, é recomendado ainda ter consigo seus planos de viagem, reserva de acomodação para todos os dias, passagem de retorno, seguro viagem e uma boa quantidade de dinheiro.

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A imigração costuma ser bastante rígida no país e quanto mais provas você tiver de que está ali apenas a turismo, maiores as chances de passar sem problemas pelos oficiais.

Além disso, pode ser interessante aplicar para um visto com antecedência em casos de pessoas que possuem registros criminais ou que já tiveram sua entrada negada no Reino Unido.

O que muda para brasileiros com cidadania europeia?

Por enquanto, não há restrições para cidadãos de outros países da União Europeia viajarem para o Reino Unido. Antes do Brexit, eles também possuíam facilidades para trabalhar no país legalmente, o que deve mudar com a saída do bloco.

Embora nada esteja definido até o momento, acredita-se que o governo do atual primeiro-ministro Boris Johnson deva criar um sistema de pontos baseado na qualificação dos imigrantes. É algo semelhante ao que já é feito no Canadá e na Austrália.

Se essa for a alternativa seguida, cidadãos europeus passarão a ter menos regalias na hora de migrar para o país. Caso você já viva no Reino Unido, poderá ser necessário solicitar a permissão para continuar no país. Veja como fazer isso.

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Outras mudanças possíveis com o Brexit:

📱 Telefonia

O sistema de roaming gratuito na Europa não deve ser alterado até o final de 2020. Ao menos por enquanto, continuará sendo possível comprar um chip de celular em um dos países do continente e continuar a usá-lo sem taxas no Reino Unido.

A partir de janeiro de 2021, terá fim a garantia de roaming gratuito na UE, Islândia, Liechtenstein e Noruega. Com isso, a manutenção do benefício dependerá de cada provedor.

Entretanto, uma lei nova garante que não sejam realizadas cobranças superiores a £ 45 (R$ 255) sem o consentimento do usuário – o que não chega a ser um grande alívio.

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🛂 Fronteira entre Irlanda e Irlanda do Norte

Atualmente, não há fronteira entre a Irlanda (independente, parte da UE) e a Irlanda do Norte (que forma parte do Reino Unido).

O atual primeiro-ministro britânico afirma que os dois países deverão permanecer sem controle aduaneiro, o que pode causar dúvidas quanto ao que irá ocorrer com os viajantes que cruzam esse limite.

Brexit: o que é isso?

Brexit foi uma sigla criada para abreviar a expressão “British exit“, ou seja, a “saída britânica” da União Europeia.

Foto: Fred Moon

A decisão de deixar o bloco ocorreu em um plebiscito realizado no dia 23 de junho de 2016. Na ocasião, os eleitores britânicos puderam decidir se queriam ficar na UE ou não.

A maioria pendeu por sair do bloco, com uma pequena vantagem: foram 52% de votos pela saída, contra 48% por ficar.

Desde então, os países da comunidade europeia vinham buscando um acordo para entender como ficaria a vida do continente pós-Brexit. O primeiro prazo para saída havia sido marcado para o dia 29 de março de 2019, mas, depois de ser adiado três vezes, o divórcio finalmente aconteceu em 31 de janeiro de 2020.

Histórico

Essa é a primeira vez que um país decide deixar a União Europeia desde que o bloco foi criado, em 1993. E, de certa forma, faz sentido que o Reino Unido tenha sido o pioneiro a dar esse passo.

Em todo o tempo que participou da UE, o país sempre se negou a adotar o euro, moeda usada por grande parte dos países do continente, e também evitou fazer parte do Tratado de Schengen, que permite o livre trânsito nas 26 nações signatárias do acordo.

Ou seja, os britânicos sempre estiverem com um pé fora e outro dentro da União Europeia, mas agora eles estão definitivamente “saídos” do bloco.

Com informações de BBC, Governo do Reino Unido e Viagem e Turismo.

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