O país, além de lindo, apresenta um panorama sobre como viver a vida completamente inédito aos nossos olhos.

No dia 1° de janeiro de 1959, uma revolução acontecia em Cuba, a maior das ilhas caribenhas. O guerrilheiro Fidel Castro tirou o ditador Fulgencio Batista da liderança e assumiu o governo do país, que a partir desta data se tornava uma nação anticapitalista e antiamericana. O novo líder cubano deixou claro perante o mundo todo quais eram as novas regras por lá, e quem eram os seus aliados, como a antiga URSS.

Nos anos 60, as sanções e embargos impostos pelos Estados Unidos – o maior desafeto de Cuba – não permitiam que alimentos, remédios, roupas, eletrodomésticos e carros entrassem na ilha. As consequências foram enormes e ainda atingem toda a sociedade cubana, que se debate em uma luta entre a necessidade de se modernizar versus o ideal de manter um padrão de vida independente do capitalismo.

É verdade que o país tem se modernizado, e novidades como a internet e a embaixada americana já são uma realidade. Porém, essas mudanças estão ocorrendo a passos de tartaruga, e quando nós, brasileiros, viajamos para Cuba, há um pequeno estranhamento, e a adaptação pode levar alguns dias.

Essa é uma viagem onde se vai carregando não só a bagagem, como muitas dúvidas e perguntas na cabeça. E acredite: não importa quanto tempo fique por lá, você irá voltar com mais dúvidas ainda. Viajar para o país caribenho é uma experiência complexa e enriquecedora, que demandam uma pequena preparação.

Listamos algumas dicas que podem ajudar a sua viagem à Cuba. Confira:

Apoie o turismo local
Os cubanos alugam apartamentos, casas e quartos para turistas, a um preço bem menos salgado do que os poucos e luxuosos hotéis existentes no país. É possível escolher o lugar antes, em sites espalhados pela internet, ou deixar para decidir na hora, já que não faltam opções. Os preços normalmente variam entre US$15 a US$30 por casal, e alguns locais oferecem café da manhã incluso no preço. Se hospedar na casa de um cubano talvez seja a melhor maneira de entrar em contato com o a cultura e com as tradições locais.

Foto: Daniela Fescina

Não deixe o assédio te paralisar
O turismo sexual é uma realidade inegável do país, e mulheres e homens tentam chamar a atenção dos estrangeiros nas ruas, praças e restaurantes. A abordagem pode assustar, mas em quase todos os casos ela não passa de uma conversa curiosa. Cuba, junto do Chile e da Argentina, possui a menor taxa de homicídio entre os países da América Latina, e por isso as ruas são seguras, mesmo durante a noite. Claro, fique de olho nos seus pertences e tome cuidado por onde anda, mas não fique paranoico. Em Havana, por exemplo, andar despretensiosamente pelas suas ruas pode ser o melhor roteiro.

Se prepare para gastar
As despesas de viajar para Cuba não são as mesmas que se tem viajando por países aqui da América do Sul. Os gastos no país caribenho podem ser equivalentes aos de uma viagem para a Europa. Há duas moedas no país, o peso cubano e o peso conversível, apelidado de CUC. O primeiro é usado basicamente apenas pelos cubanos, e vale muito menos do que o dinheiro de turista. Alguns restaurantes e barracas de comida podem aceitar que um estrangeiro pague com essa moeda, mas é raro de acontecer. Uma dica precisa é usá-las para pagar os taxis compartilhados, que aceitam de tudo.

Já o CUC é equivalente ao dólar americano, canadense ou ao euro. Troque no Brasil o real por uma dessas três moedas (a que estiver mais em baixa) e deixe para trocar pelo CUC em Cuba, em uma casa de câmbio. Mas atenção: grande parte dos estabelecimentos de troca não funcionam depois das 6 da tarde e nem aos domingos.

Foto:  Daniela Fescina

Desbloqueio dos cartões
Por causa do embargo político, quase todos os cartões internacionais precisam ser desbloqueados para que possam funcionar no país. Antes de viajar para Cuba, tire todas as dúvidas no seu banco sobre o que deve ser feito para não correr riscos de ficar sem dinheiro. Os cartões de créditos não são aceitos em todos os estabelecimentos, por isso dê preferência ao dinheiro.

O Visto
Sim, Cuba exige que os turistas de todas as nacionalidades obtenham um visto para entrar no país. Ele pode ser solicitado antes, na Embaixada de Cuba, mas também pode ser requerido na companhia aérea que está fazendo o seu trajeto. Se você vai pelo México, por exemplo, quando estiver no aeroporto mexicano, procure um funcionário da Aeroméxico e se informe onde é possível conseguir o visto. É só preencher o formulário e pagar uma taxa em dólar e pronto, o visto estará em suas mãos.

Pechinche tudo
Não pague o táxi, nem a estadia, nem a comida e muito menos os souvenirs sem antes barganhar. Assim como no Brasil, há muitos vendedores que se aproveitam da falta de informação dos turistas para lucrar cobrando preços mais altos. Cubanos são muito receptivos, mas a malandragem está enraizada na cultura local. Não compre charutos muito baratos e nem entre em um restaurante sem olhar antes o cardápio.

Texto por Daniela Fescina

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