Com o euro custando mais de 4 reais, não está fácil nem pensar em pisar no Velho Continente. Mas calma, nem tudo está perdido e ainda existem boas chances de ir para o outro lado do oceano sem gastar muito. Afinal, é possível sim viajar barato para a Europa.

Algumas cidades se destacam por serem menos turísticas e consequentemente trazem preços mais atraentes. Você duvida? Aqui a gente separou pelo menos 10 delas, fora as do leste europeu, que costumam ser mais amigas dos mochileiros. Em Kiev dá para sobreviver com cerca de R$ 92,22 por dia, já que a moeda local vale menos do que o real brasileiro.

Além disso, existem alguns truques importantes que devem ser levados em consideração por quem deseja poupar e viajar. Vamos às dicas para economizar na Europa:

trem

1. Evite fazer trajetos de avião entre as cidades, já que boa parte delas são ligadas por ótimos e confortáveis trens, e ainda existe o Eurail Pass, um único passe válido em diversos países do continente. Há ainda a opção “hop-on / hop-off”, que permite que o viajante desça onde queira para pegar o próximo trem, dando maior mobilidade. Uma opção ainda mais econômica é ir de ônibus, eles costumam fazer ótimas promoções (já aproveitamos uma Turim-Barcelona por apenas 10 euros!).

2. Fique sempre atento (a) aos rankings anuais de cidades mais baratas para ir, como São Petersburgo, que tem uma média de gasto diário de R$70. Para 2018 (aliás, para quase todos os anos…), algumas das cidades mais baratas da Europa são as leste europeu: Bucareste, na România; Sofia, na Bulgária; Cracóvia, na Polônia e Kiev, na Ucrânia, e anda existem várias outras opções low cost.

Além disso, cheque também os países onde o real brasileiro valem mais e as atrações gratuitas que cada destino proporciona aos turistas. Em Paris, por exemplo, o dia de museus com entradas grátis é sempre no primeiro domingo do mês.

3. Utilize o dinheiro de forma inteligente. Para quê pagar por atrações à mais do que o necessário? Algumas catedrais e torres europeias têm entrada livre, porém cobram preços um tanto salgados caso a pessoa deseja subir mais para alcançar seus mirantes. Evite pagar taxas desnecessárias para sua viagem. Explore a culinária local e coma em barraquinhas de rua, onde a comida é mais barata do que em restaurantes. Aliás, alguns deles têm cardápio especial para turistas, com preços mais abusivos e normalmente o traduzem para o inglês.

euro

4. Hotéis e apartamentos na região central sempre serão mais caros do que nos demais bairros da cidades. Descubra quais são os mais e os menos badalados na hora de pesquisar a hospedagem. Os hostels têm evoluído muito suas infraestruturas ao longo dos anos e são uma ótima opção para quem quer pagar menos, incluindo até café da manhã no valor. Se estiver hospedado em hotel, o ideal é não comer por lá jamais, caso não esteja incluso no diária. Os preços costumam ser superfaturados, exatamente pela comodidade.

5. Fique atento às passagens aéreas baratas no período em que pretende viajar. O Quanto Custa Viajar mostra todos os valores disponíveis de acordo com as datas, no destino que o usuário quer ir. Se a ideia é conhecer Paris, pesquise o preço do aéreo também em seus arredores, afinal, pode sair mais em conta entrar na Europa por outro país vizinho até que se chegue à França de trem. O mesmo é válido para ir embora.

6. Vá de bike! A Europa é tão incrível em termos de mobilidade que existem várias rotas turísticas para fazer gastando combustível zero. Quer dizer, quase zero, afinal, você é quem vai dar a energia necessária pra essa viagem. As bicicletas são grandes aliadas na hora de cruzar fronteiras, e boa parte dos países possuem ciclofaixas, ciclovias e circuitos específicos para bikes. Além disso, não é nada mal fazer paradas pelo caminho, né. Temos alguns posts sobre o assunto, assim você já pode começar a considerar a ideia: rota do Danúbio (passa por 10 países), cicloturismo ao redor do mundo, road trip completa na Bélgica.

7. Couchsurfing é a solução para quem não quer gastar nadinha em hospedagem. O “surfe no sofá” é basicamente uma comunidade global de pessoas que cedem uma cama para os viajantes dormirem em suas casas. A experiência é rica e muito próxima de um intercâmbio cultural, já que você vai conviver com os moradores de forma bem intensa. Claro que, respeitando a privacidade e o espaço de cada um. Entenda mais sobre esse propósito aqui.

8. Estude! Sim, é isso mesmo: dá para ir até a Europa não só adquirir mais conhecimento como também descolar alguns descontos. Neste post aqui a gente explica como funciona o esquema para estudantes, que mediante a apresentação da carteirinha ou documento que comprove ligação com uma instituição ou universidade, garante preços mais amigáveis e até entradas gratuitas em pontos turísticos. Mas, vale lembrar: a medida se aplica apenas para pessoas com até 25 anos. Aqui tem dicas de 7 cidades europeias com descontos para estudantes!

9. Regule a comida. Calma, não é pra passar fome. A gente sabe que os restaurantes/bares são um dos principais gastos de uma viagem. A vontade de sair devorando tudo o que é diferente é absurda. Mas assim, planeje BEM onde e quando você vai investir numa refeição melhor, e em quais momentos do dia dá para tapear o estômago. Geralmente os hotéis oferecem café da manhã, então essa etapa já está mais do que garantida. O almoço pode se transformar num lanche ou num prato executivo, então vale a pena pesquisar em quais locais as pessoas costumam comer em horário comercial. Lembre-se também das barraquinhas de comida de rua, muito úteis num momento como este! E, por fim, a janta pode ser um pouco mais caprichada. Você pode ir alternando a aplicação desse dinheiro ao longo dos dias. O Lidl é um mercado bem famoso na Europa e queridinho dos mochileiros. Verifique se existe uma loja na cidade em que você estará e boas compras!

10. Eu ouvi “grátis”? Tem vezes que sim, você ouviu grátis/gratuito na Europa! As atrações turísticas costumam cobrar entrada e são um tanto salgadas para o bolso brasileiro. Porém, muitas delas possuem dias com entrada livre e é exatamente neste dia que você vai se programar pra ir! Outra opção é já montar um roteiro com os atrativos de livre circulação do público, nos quais você realmente não vai gastar nada independente do dia da semana. Aqui no blog já mostramos algumas  atrações gratuitas em Paris e em Lisboa.

Guia de Paris com pouco dinheiro

Fotos: divulgação

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