A gente adora olhar e rolar na grama do vizinho, mas se esquece de explorar o território dentro do próprio país. Pois larga mão de invejar a Europa e descubra as viagens de trem no Brasil, que além de lindas paisagens, tem muito entretenimento a bordo, com música ao vivo e até degustação de vinho. Garantimos que entre uma cidade e outra existe uma porção de trilhos para percorrer. Pegue a sua malinha antes do bonde partir!

Infelizmente, o país carece em termos de infraestrutura e manutenção das linhas ferroviárias. A locomotiva a vapor chegou em terras tupiniquins em meados do século 19, tendo expansão por volta de 1900, quando a Revolução Industrial estava em sua segunda etapa.

Boa parte se perdeu, caiu nas mãos do descaso do Poder Público e sequer deu as caras como Patrimônio Histórico, diferente do que aconteceu no Velho Continente, por exemplo, que permite acesso a todos os seus países através dos trens, que tem entre suas vantagens o fato de não poluírem tanto o meio ambiente, menor custo em grandes distâncias e maior eficácia energética.

Ainda temos por aqui 29.800 quilômetros de trilhos, sendo boa parte utilizada para transporte de carga. Há alguns trens de passageiros, ou seja, para cortar caminhos longos, levando pessoas de uma cidade à outra, e outros turísticos, proporcionando viagens culturais em meio aos panoramas brasileiros. Já no século 21, parte deles também acabaram sendo desativados após idas e vindas nas ferrovias, seja por falta de apoio financeiro ou demais adversidades.

A história do transporte ferroviário nacional é preservada nos chamados “museus dinâmicos”, iniciativa privada e voluntária presente nas cidades de Campinas (SP), Paranapiacaba (SP), São Paulo (SP), São Lourenço (MG), Passa Quatro (MG), Rio Negrinho (SC), Piratuba (SC) e Apiúna (SC). São expostas locomotivas, vagões e carros de passageiros históricos.

Foto: divulgação/Giordani Turismo

A Associação Brasileira de Preservação Ferroviária, entidade civil sem fins lucrativos, e a Oscip Amigos do Trem, unem esforços para manter o Brasil nos trilhos, sem deixar a tradição morrer por completo e fazendo um apelo para que se recupere cada vez mais as ferrovias.

Prontas para a viagem? 

Mas antes, lembre-se: boa parte dos passeios acontecem apenas aos sábados, domingos, feriados e datas municipais/federais especiais; ou uma vez por mês ao longo de todo o ano.

Foto: divulgação/Giordani Turismo

Passeios de trem interestaduais:

Minas Gerais ← → Espírito Santo

Outra opção restaurada e comandada pela Vale, o trem liga diariamente cidades entre os estados de Espírito Santo e Minas Gerais por meio de uma estrada inaugurada em 1907. Com 10 vagões disponíveis, passa por 42 municípios, 30 pontos de desembarque e 905 quilômetros, trecho que leva 13 horas para completado totalmente. Pelo caminho se observa belas paisagens e locais de importância histórica.

Operadora: Vale
Quanto custa: pelo trecho ser muito extenso, o valor varia de acordo com o ponto de partida e chegada ao longo do caminho. Para quem vai de Belo Horizonte (BH) a Cariacica (ES), os valores são:
Inteira ida: R$ 73,00 (econômica) | R$ 105,00 (executiva)
Ida e volta: R$ 146,00 (econômica)| R$ 210,00 (executiva)

Entrada gratuita para crianças de 0 a 5 anos mediante apresentação de certidão de nascimento; meia-entrada para crianças de 6 a 16 anos, adultos a partir de 60 anos e estudantes. Consulte demais opções no site oficial da empresa.

Foto: divulgação/Vale

Piratuba (SC) ← → Marcelino Ramos (RS)

Chamado de Trem das Termas, o trem que liga Piratuba e Marcelino Ramos tem 50 quilômetros totais de passeio histórico, inaugurado em 1910, cortando o interior de Santa Catarina a Rio Grande do Sul. Assim que um sino toca na estação, a Maria Fumaça dá seu apito avisando aos passageiros a hora do embarque.

Estão inclusos no percurso as ruínas do extinto complexo ferroviário do Uruguai, as margens do Rio do Peixe, pequenas comunidades rurais e a ponte Belga, erguida sobre o rio Uruguai em 1913, a 455 metros de altura. Ali está marcada a divisa entre os dois estados sulistas. Chegando ao destino final, os visitantes podem visitar o balneário de águas termais. Só tome cuidado para não relaxar demais e perder o trem da volta!

*Tome nota: em feriados prolongados, Piratuba também realiza o passeio Trem do Maratá, um pouco mais curto do que este. São necessárias 1h15 para percorrer 20 km ida e volta até o pátio de manobras de Maratá, com direito a serviço de bordo, monitores e muita música a bordo. Confirme a disponibilidade ao longo do ano antes de se programar.

Operadora: Associação Brasileira de Preservação Ferroviária Regional de Santa Catarina
Quanto custa: R$ 85,00 por passagem do trem.
Entrada gratuita para crianças de 0 a 5 anos mediante apresentação de certidão de nascimento; meia-entrada para crianças de 6 a 16 anos, adultos a partir de 60 anos e estudantes.  Consulte o site da empresa para demais informações.

Foto: divulgação/ABPF-SC

Pará (PA) ← → Maranhão (MA)

O trem de passageiros que liga o São Luís (MA) ao Parauapebas (PA) é operado também pela Vale, cruzando 25 municípios e povoados ao longo da Estrada de Ferro dos Carajás em 16 horas de viagem. Apesar de não ser turístico, os vagões são modernos e confortáveis, com assentos estofados, tomadas e monitores de vídeo, além de lanchonete, restaurante, ar condicionado e outras comodidades. Ainda assim, é um passeio indicado para aventureiros de plantão ou para quem realmente precisa cruzar de uma cidade a outra.

Operadora: Vale
Quanto custa: pelo trecho ser muito extenso, o valor varia de acordo com o ponto de partida e chegada ao longo do caminho. Para quem fará o percurso completo, os valores são:
Inteira ida: R$ 80,00 (econômica) | R$ 150,00 (executiva)
Ida e volta: R$ 160,00 (econômica)| R$ 300,00 (executiva)
Entrada gratuita para crianças de 0 a 5 anos mediante apresentação de certidão de nascimento; meia-entrada para crianças de 6 a 12 anos, estudantes e adultos a partir de 60 anos. Consulte demais opções no site oficial da empresa.

Foto: divulgação/Vale

Passeios de trem municipais

Para quem vai ficar no mesmo Estado e/ou cidade.

São João del Rei ← → Tiradentes (MG)

Imagina pegar os mesmos trilhos que D. Pedro II percorreu em 1881, ano de inauguração do trecho férreo entre São João del Rei e Tiradentes, localizado entre o Cerrado e a Mata Atlântica. A imersão é tamanha, que o passeio é a bordo da Maria Fumaça mais antiga do Brasil (em operação), através dos 12 km da antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas, cheia de belas paisagens. Ao descer em São João del Rei, o turista pode conhecer outras locomotivas de época dentro do museu ferroviário.

Operadora: Ferrovia Centro Atlântica - FCA
Quanto custa:
Inteira ida: R$ 60,00 | Inteira ida e volta: R$ 70,00
Meia ida: R$ 30,00 | Meia ida e volta: R$ 35,00
Entrada gratuita para crianças de 0 a 5 anos mediante apresentação de certidão de nascimento . Consulte demais opções no site oficial da empresa.

Foto: divulgação/FCA

Ouro Preto ← → Mariana (MG)

Duas das principais cidades históricas mineiras podem ser conhecidas numa dobradinha de trem. O trajeto começou a ser feito em 1883 e só foi finalizado em 1914, aprimorando o desenvolvimento econômico da região.

Comandado atualmente pela mineradora Vale, o chamado Trem da Vale segue por um trecho de 18 quilômetros, em cinco vagões com até 240 passageiros no total, além de um vagão panorâmico com 52 lugares. O clima vintage fica por conta da locomotiva, puxada a vapor, remontando o século 19.

Operadora: Vale
Quanto custa: há diferenças de preços entre alta e baixa temporada.
Inteira ida: R$ 50,00/R$ 46,00 | Inteira ida e volta: R$ 70,00/66,00
Carro panorâmico: R$ 70,00 a R$ 76,00 ida| ida e volta: R$ 90,00 a R$ 100,00
Entrada gratuita para crianças de 0 a 5 anos mediante apresentação de certidão de nascimento; meia-entrada para crianças de 6 a 16 anos, adultos a partir de 60 anos e estudantes.Consulte demais opções no site oficial da empresa.

Foto: divulgação/Vale

Rio Negrinho (SC) ← → São Bento do Sul (SC)

O Trem da Serra do Mar é um dos mais interessantes, embora seja um dos menores em extensão. Em três horas, liga a cidade de Rio Negrinho a São Bento do Sul ao longo de 40 quilômetros de trilhos, que chegam a 795 metros de altura acima do nível do mar.

Os passageiros embarcam numa locomotiva a vapor da década de 40 rumo a trechos da Mata Atlântica, túneis, viadutos, pontes e pequenos vilarejos que ainda mantém antigas tradições, além de incluir parada em Rio Natal, onde é servido um almoço típico polonês. Na estação de Rio Negrinho os turistas podem conhecer ainda o Museu Dinâmico da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária.

Operadora: IHTur
Quanto custa: R$ 126,00 por pessoa pelo passeio de trem; há pacotes a partir de R$ 177 por pessoa com almoço típico incluso.
Entrada gratuita para crianças de 0 a 5 anos mediante apresentação de certidão de nascimento; meia-entrada para crianças de 6 a 16 anos, adultos a partir de 60 anos e estudantes.  Consulte o site da empresa para demais informações.

Foto: divulgação/ABPF

Curitiba ← → Morretes (PR)

Um dos passeios de trem mais conhecidos do Brasil, o trecho ferroviário que liga Curitiba a Morretes segue a todo vapor. O Trem da Serra do Mar Paranaense parte diariamente da capital rumo ao litoral, em três horas de percurso onde se avistam paisagens no entorno da serra do mar. O trecho foi inaugurado pela Princesa Isabel, em 1884.

Se destacam a Ponte São João, o Viaduto do Carvalho, que contorna a montanha e o túnel Roça Nova, que chega a até 900 metros de altura. Ao chegar na pacata e litorânea Morretes, fundada em 1791, os passageiros podem conhecer seus encantos e provar o famoso barreado, prato típico a base de carne cozida servido com farinha de mandioca, arroz e banana.
Também é possível agendar o roteiro Morretes e Antonina, que faz uso do mesmo trem, porém incluindo mais uma cidade história paranaense.

Operadora: Serra Verde Express
Quanto custa: R$ 125,00 ida + R$ 125,00 volta na categoria econômica; a litorina de luxo custa R$ 360,00 por trecho. Consulte as tarifas promocionais diretamente com a operadora.

Saiba mais sobre a litorina de luxo entre CTBA e Morretes!

Foto: divulgação/Serra Verde Express

Campinas ← → Jaguariúna (SP)

Percorrer o interior paulista é sinônimo de conexão com a natureza. No trecho que liga Campinas a Jaguariúna há a garantia de cenários lindos a perder de vista, a bordo de uma locomotiva de 1958, apelidada de “MaFu”. Ao longo dos 30 quilômetros de percurso, os passageiros podem ver e saber mais sobre as antigas estações da ferrovia, além de curtir música ao vivo.

No ponto final, acabam conhecendo a feira de artesanato de Jaguariúna. Quem quiser fazer meio percurso pode parar na estação de Tanquinho. Fora isso, há ainda o Museu Dinâmico de Campinas, que resguarda o maior acervo preservado da América Latina.

Operadora: ABPF
Quanto custa: R$ 120,00 ida (ida e volta completo) | R$ 100,00 (ida e volta meio percurso)
Entrada gratuita para crianças de 0 a 5 anos mediante apresentação de certidão de nascimento; meia-entrada para crianças de 6 a 12 anos, estudantes e adultos a partir de 60 anos. Consulte demais informações no site oficial da empresa.

Foto: divulgação/ABPF

Pindamonhangaba ← → Campos do Jordão (SP)

Batizado de Trem da Serra, o vagão que liga Pindamonhangaba a Campos do Jordão é moderno, movido a motor elétrico. Operado apenas durante o inverno, o trecho de 47 quilômetros na ferrovia centenária liga o Vale do Paraíba à Serra da Mantiqueira, garantindo paisagens deslumbrantes, entre vales, parques, vegetação típica e vista para o Morro do Elefante.

Em Santo Antônio do Pinhal há uma parada, na estação Eugênio Lefèvre, para que os visitantes provem o tradicional bolinho de bacalhau e avistem as maravilhas naturais da região do alto do Mirante da Santa Expedicionária. Chegando ao destino final, podem aconhecer o Centro de Memória Ferroviária, o teleférico do Parque do Capivari e também embarcar no bonde turístico de Campos do Jordão, que atravessa a cidade.

Tome nota: Também é possível outros trechos menores por essa mesma ferrovia e operadora. O Trem do Mirante, que sai de Campos do Jordão rumo a Santo Antônio do Pinhal; em Pindamonhangaba é possível pegar trem até o Parque das Águas Claras e Piracuama, distrito rural.

Operadora: EFCJ
Quanto custa: R$ 71,00 ida e volta no trem | R$ 11,00 ida e volta no bonde turístico de Campos do Jordão. Consulte maiores informações no site da operadora.

Foto: divulgação/Prefeitura de Pindamonhangaba

Viagens de trem especiais e temáticas

Trem dos Imigrantes (SP)

O bairro da Mooca, em São Paulo, acolheu um grande número de estrangeiros no passado e não por acaso reúne italianos, croatas e russos em seu território. A antiga hospedaria, que funcionou entre os séculos 19 e 20, é hoje o Museu da Imigração, resgatando um pouco desse passado.

Quem quiser chegar ali em alto estilo, pode optar pelo passeio de Maria Fumaça de 1950 ou de 1928 (são dois modelos), que refaz uma parte do mesmo percurso dos imigrantes. A locomotiva parte do Brás até a porta do Museu, na rua da Mooca. São 25 minutos de muita nostalgia.

Operadora: ABPF-SP
Quanto custa: R$ 20,00 (carro de 1950) | R$ 25,00 (carro de 1928)
Consulte demais opções no site oficial da empresa.

Saiba mais sobre as viagens de trem em São Paulo!

Foto: divulgação/Trem dos Imigrantes

Trem dos Ingleses e Expresso Turístico Paranapiacaba (SP)

Paranapiacaba é uma vila inglesa nos arredores de Santo André, ABC Paulista, e da Serra do Mar. Pitoresca que só ela, tem dois passeios de trem disponíveis. O Expresso Turístico sai da Estação da Luz ou de Santo André, percorrendo 45 quilômetros até o distrito.

O outro é o Trem dos Ingleses, que segue por 2 quilômetros no trecho do antigo pátio de manobras de Paranapiacaba, a bordo de uma locomotiva a vapor de 1867 e de vagões de 1914. Aproveite o ingresso para conhecer o Museu Ferroviário, o centrinho histórico e observar a torre do relógio, que lembra aquela da Inglaterra.

Operadora: ABPF-SP
Quanto custa:
Ida e volta: R$ 44,00 (expresso turístico) | R$ 10,00 (trem dos ingleses)
Consulte demais opções no site oficial da empresa.

Foto: divulgação/ABPF

Trem Turístico de Guararema (SP)

A pequena cidade de Guararema costuma ficar movimentada durante o Natal, quando se enche de luzes. Mas ao longo do ano, também é possível visitá-la com outro propósito: embarcar na maior maria fumaça em funcionamento no Brasil. A locomotiva de 1927 foi restaurada, mas continua com o apelido de “Velha Senhora”.

Os 142 passageiros seguem a bordo em vagões de madeira de 1930, seguindo por 6,8 quilômetros rumo a Luís Carlos, que tem um charme cinematográfico e não por acaso foi cenário de produções audiovisuais. A aventura sob trilhos dura cerca de duas horas e meia, com parada para visitação e retorno.

Operadora: ABPF-SP
Quanto custa: R$ 130,00 (ida e volta)
Entrada gratuita para crianças de 0 a 5 anos mediante apresentação de certidão de nascimento. Consulte demais opções no site oficial da empresa.

Lugares para conhecer no interior de São Paulo em viagens rápidas

Foto: divulgação/ABPF

Trem Turístico Moita Bonita (SP)
*no momento, suspenso para revisões*

Dona Lina é o nome da maria fumaça que sai de Paraguaçu Paulista rumo a Sapezal, seguindo 24 quilômetros dos trilhos da antiga Estrada de Ferro Sorocabana. O passeio embalado por música sertaneja (a caipira, não universitária) conta com monitores que dividem informações histórias sobre a locomotiva a vapor fabricada em 1879 e suas atividades de outrora.

A parada no destino final é de 40 minutos, para que as pessoas façam um lanchinho e conheçam os entornos, como o Memorial “Irmãs Galvão”, dupla sertaneja feminina mais antiga do Brasil.

Operadora: ABPF-SP
Quanto custa: R$ 20,00 (adultos) | R$ 15,00 (crianças)
Consulte demais opções no site oficial da empresa.

Foto: divulgação/ABPF

Expresso Turístico Jundiaí (SP)

Jundiaí está dentro da linha de trem comum de São Paulo, porém é possível fazer o passeio turístico, que parte da Estação da Luz. Uma charmosa locomotiva restaurada da década de 50 conduz os passageiros pela estrada de ferro de 1867 da antiga São Paulo Railway Co., a primeira a ser construída na metrópole, inicialmente para levar café até o Porto de Santos.

O trecho de 60 quilômetros passa por Caieiras, Franco da Rocha, Francisco Morato, Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista. Ao chegar na cidade, o público pode fazer alguns passeios, como no Museu Ferroviário, na Serra do Japi e nas adegas da região, onde podem degustar vinhos e sucos.

Operadora: CPTM
Quanto custa:
Ida e volta: R$ 50,00 (adulto) | R$ 82,00 (um adulto e um acompanhante)
Consulte demais opções no site oficial da empresa.

Foto: divulgação/CPTM

Expresso Turístico Mogi das Cruzes (SP)

Outra opção saindo da Estação da Luz é embarcar no trem rumo a Mogi das Cruzes, cidade próxima à nascente do Rio Tietê, onde se cultivam muitas orquídeas, uma herança da imigração japonesa. Os trilhos seguem 48 quilômetros pela Estrada de Ferro Central do Brasil, construída em 1877 especialmente para ligar o Rio de Janeiro a São Paulo.

O passeio é feito a bordo de uma locomotiva de 1952 e vagões da década de 60. Ao desembarcar no destino final, os passageiros podem conhecer o Parque das Neblinas, praticar rafting no rio Itatinga, conhecer o Museu Guiomar, visitar fazendas, sítios e orquidários, além do Casarão do Chá, com arquitetura tipicamente oriental.

Operadora: CPTM
Quanto custa:
Ida e volta: R$ 50,00 (adulto) | R$ 82,00 (um adulto e um acompanhante)
Consulte demais opções no site oficial da empresa.

Foto: divulgação/Turismo de Mogi das Cruzes

Trem Caipira (SP)

As raízes interioranas de São Paulo afloram no Trem Caipira, que começou a circular em 1912 nos trilhos de São José do Rio Preto. Depois de altos e baixos, foi transformado num VLT - Veículo Leve sobre Trilhos e voltou a operar, levando os passageiros até o município vizinho, Engenheiro Schmitt, num percurso de 10,5 quilômetros.

O acesso é gratuito, porém, um tanto restrito. É preciso ficar de olho na divulgação da Prefeitura da cidade e verificar as datas do passeio (que geralmente é no último domingo de cada mês) para fazer inscrição. Para maiores informações, consulte a Secretaria de Desenvolvimento: 3203–1152

Operadora: Pref. de São José do Rio Preto
Quanto custa: grátis, mas necessita de inscrição prévia. Consulte no site da Prefeitura.

Foto: divulgação/Prefeitura de São José do Rio Preto

Trem do Corcovado (RJ)

Antes mesmo do Cristo Redentor estar lá, de braços abertos, a Estrada de Ferro Corcovado já dava as caras, com o trem turístico mais antigo do país. O trecho iniciou suas atividades em 1884, a mando de D. Pedro II, com intuito de levar as pessoas até um hotel nas alturas, longe das epidemias da época e do calor.

Hoje, o trem tem o propósito de levar os turistas até o monumento, subindo um trecho íngreme no meio do Parque Nacional da Tijuca, a maior floresta urbana do mundo. São apenas 20 minutos de duração, mas vale a pena pegar essa caroninha!

Operadora: Esfeco
Quanto custa: R$ 65,00 (adulto - baixa temporada) | R$ 79,00 (adulto - alta temporada); R$ 51,00 para crianças de 5 a 11 anos; R$ 25,50 para idoso acima dos 60 anos.
O valor inclui acesso ao Cristo Redentor. Confira maiores informações no site oficial.

Foto: divulgação/Trem do Corcovado

Trem das Águas  |  São Lourenço (MG)

Cruze os lindos vales esverdeados entre São Lourenço e Soledade de Minas a bordo de um trem que margeia o rio Verde ao longo de 10 quilômetros. A ferrovia Minas & Rio Railway foi construída por ingleses a mais de 100 anos atrás, quando D. Pedro II e sua comitiva imperial cruzavam as fronteiras em busca das estâncias hidrominerais.

Em duas horas de percurso, os passageiros revivem um pouco o passado, ao som de música ao vivo de violeiros afinados. O final do passeio acontece numa feira de artesanato e quitutes mineiros. No vagão de luxo, a mordomia inclui degustação de vinhos, cachaças, licores, queijos diversos e doces típicos.

Operadora: ABPF Sul de Minas
Quanto custa: R$ 65,00 (adulto - vagão comum) | R$ 85,00 (adulto - vagão de luxo)
Entrada gratuita para crianças de 0 a 5 anos mediante apresentação de certidão de nascimento. Consulte demais opções no site oficial da empresa.

Foto: divulgação/ABPF-MG

Trem da Serra da Mantiqueira  |  Passa Quatro (MG)

Saindo de Passa Quatro rumo a estação de Coronel Fulgêncio, o trem percorre 10 quilômetros de distância por entre a natureza da Serra da Mantiqueira. Antes de subir a serra, há uma paradinha na estação Manacá, onde os passageiros desembarcam brevemente para visitar a feira de artesanato local.

Pela janela se observam as corredeiras do Manacá, a ponte Estrela e muita vegetação. No destino final, que está a 1.085 metros sobre o nível do mar, se encontra uma exposição fotográfica e um passeio cortesia ao túnel histórico da ferrovia, bem na divisa com São Paulo.

Operadora: ABPF Sul de Minas
Quanto custa: R$ 65,00 (por pessoa)
Entrada gratuita para crianças de 0 a 5 anos mediante apresentação de certidão de nascimento. Consulte demais opções no site oficial da empresa.

Foto: divulgação/ABPF-MG

Trem do Forró (PE)

Zabumba, triângulo e sanfona são as três principais companhias dos viajantes a bordo do Trem do Forró, que parte do cais de Santa Rita, em Recife, até Cabo de Santo Agostinho. Festeiro que só, mobiliza quase 1.200 pessoas para dançar o autêntico forró pé de serra a bordo de um trem moderno.

O passeio opera durante os finais de semana do mês de junho, quando são celebradas as festas juninas, que inspiram a decoração dos 10 vagões. A infraestrutura conta com segurança, enfermaria, banheiros, bar e venda de petiscos. Tudo isso para o pessoal animado aguentar as cinco horas de viagem até chegar na grande celebração junina que acontece no destino final.

Operadora: Serrambi Turismo
Quanto custa:
Ida e volta: R$ 130,00 a R$ 250,00 com abadá incluso.
Crianças até 7 anos não pagam; porém, é aconselhável a participação de maiores de 12 anos, acompanhados dos pais ou responsáveis. Pessoas acima de 60 anos tem desconto de 50%. Consulte maiores informações no site oficial.

Foto: divulgação/Trem do Forró

Expresso Forrozeiro (PB)

O forró não para no Nordeste! No mesmo embalo junino, o Expresso Forrozeiro leva os passageiros até a maior festa de São João do mundo. O trem sai de Campina Grande, no interior paraibano, até Galante, onde bandas e trios de forró esperam pelo público.

O percurso de 1h40 pelos 22 quilômetros da linha férrea é embalado por forró pé-de-serra, contando ainda com segurança, enfermaria, banheiros e bares. Os vagões comportam até 800 pessoas. A iniciativa acontece anualmente, porém ainda sem data definida em 2019.

Operadora: Autocar Receptivo
Quanto custa: os preços variam de R$ 110,00 a R$ 300,00
Confira maiores informações no site oficial.

Foto: divulgação/Expresso Forrozeiro

Trem do Vinho (RS)

Viajar sob os trilhos é uma delícia, mas com vinho tudo pode ficar melhor! O passeio que liga Bento Gonçalves - uma das principais regiões vinícolas do Brasil -  a Carlos Barbosa segue por 23 quilômetros da ferrovia de 1909, com paisagens da linda Serra Gaúcha, em locomotivas de 1941 e 1954. O roteiro ainda inclui Garibaldi, um município cheio de charme no meio do caminho.

Ao longo de duas horas de percurso, os passageiros se encantam com as atrações festivas dentro do vagão, com direito a degustação de vinho e suco de uva branco. Ao chegar no destino final, são recebidos para uma confraternização embalada por música tipicamente italiana e danças folclóricas gaúchas.

Operadora: Giordani Turismo
Quanto custa: R$ 114,00 (adulto s e crianças de  6 a 100 anos)
Entrada gratuita para crianças de 0 a 5 anos mediante apresentação de certidão de nascimento. Consulte demais opções no site oficial da empresa.

Foto: divulgação/Giordani Turismo

Trem do Vale Europeu | Apiúna (SC)

Já ouviu falar do Vale Europeu, no Sul do Brasil? Pois então embarque no trem de Apiúna, em Santa Catarina, para conhecer um pouco do trecho brasileiro com raízes europeias. A locomotiva de 1920 à vapor segue pelos trilhos com 2,8 quilômetros de extensão, os únicos desenvolvidos por alemães no país, inicialmente batizado como EFSC, que funcionou de 1909 a 1971.

Pelo percurso há túneis, bueiros, uma ponte em arco românico, trechos da Mata Atlântica, paredões rochosos, as corredeiras do Rio Itajaí Açu e, por fim, a Usina Hidrelétrica de Salto Pilão. Segundo a Associação Catarinense de Preservação Ferroviária, o passeio irá ganhar 14 quilômetros a mais, indo até Riachuelo.

Operadora: Associação Brasileira de Preservação Ferroviária Regional de Santa Catarina
Quanto custa: R$ 35,00 por pessoa ida e volta.
Entrada gratuita para crianças de 0 a 5 anos mediante apresentação de certidão de nascimento. Consulte maiores informações no site da operadora.

Foto: divulgação/ABPF-SC

Trem de Tubarão (SC)

O trem que sai da cidade de Tubarão, em Santa Catarina, tem dois percursos: um que vai sentido Norte, até Imbituba, e outro sentido Sul, até Urussanga. As viagens da Maria Fumaça são comandadas pelo Museu Ferroviário de Tubarão, que organiza a programação a bordo.

Barbacena e Laguna também já surgiram no roteiro, então é preciso ficar de olho na divulgação da instituição que mantém os trilhos na ativa. Os passeios costumam ter de 100 a 300 passageiros, música ao vivo e até degustação.

Operadora: Museu Ferroviário de Tubarão
Quanto custa: R$ 80,00 (adulto - vagão comum) | R$ 100,00 (adulto - vagão panorâmico)
Entrada gratuita para crianças de 0 a 5 anos mediante apresentação de certidão de nascimento. Consulte maiores informações no telefone (48) 3632–3450 ou no site oficial.

Foto: divulgação/ABPF-SC

Molhes da Barra (RS)

Já ouviu falar nos Molhes da Barra de Rio Grande? Considerados uma das maiores obras de Engenharia Oceânica do mundo, os molhes são dois quebra-mares elaborados entre 1909 e 1915 com a junção de pedras gigantescas, que avançam 4 quilômetros adentro do Oceano Atlântico. Tudo isso para ter um certo controle das águas na entrada do porto de Rio Grande do Sul.

É ali, na Praia do Cassino, que estão as curiosas vagonetas, carrinhos movidos à vela que deslizam sobre trilhos a partir do controle de vagoneteiros. Dessa maneira, as pessoas podem fazer um passeio totalmente inusitado, chegando até o oceano. Nos arredores se avistam pescadores, lobos e até leões marinhos.

Quanto custa: grátis
Horário de funcionamento das vagonetas: das 7h30min às 18h diariamente, exceto em dias de chuva.

Foto: Geoexpedições/Marcio Ramos Botelho

Primeiro trem de luxo da América do Sul passa por belas paisagens dos Andes Peruanos

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