Tem como não sonhar com uma viagem ao Marrocos? Destinos como Marrakech, Casablanca, Fez, Chefchaouen, Rabat, entre outros, já estão na ponta da língua dos viajantes e prometem um roteiro perfeito pelo país.

Entretanto, há quem se preocupe com a segurança da viagem.

Normalmente, o Marrocos funciona como uma porta de entrada e costuma ser o primeiro destino africano e o primeiro muçulmano que o viajante conhece. Por ser tão diferente e ao mesmo tempo tão próximo da rota tradicional do turismo (da Espanha, a viagem é curtíssima), geralmente o planejamento da viagem é seguido de certa apreensão. Será que vai dar tudo certo por lá?

Felizmente, não há com o que se preocupar e bastam algumas medidas simples para aproveitar o roteiro sem problemas. Descubra abaixo as respostas a algumas das principais dúvidas de quem planeja uma trip pelo Marrocos.

Medina de Fez. Foto: Ben Ostrower/Unsplash

Como se comunicar no Marrocos

Uma das primeiras dúvidas dos viajantes é sobre como se comunicar no Marrocos.

Afinal, é preciso falar árabe?

A resposta é não.

Basta um passeio rápido pela Medina de Marrakech para entender que a comunicação está longe de ser um problema para os marroquinos. Normalmente, quem trabalha com turismo ou comércio irá falar pelo menos francês e inglês. É comum também encontrar pessoas que falem italiano, espanhol, alemão e até português (se isso acontecer, pode considerar o seu dia de sorte). E, quando as línguas não batem, você verá que a mímica resolve muita coisa. 🙂

Foto: Annie Spratt/Unsplash

Segurança no Marrocos

O Marrocos é um país relativamente seguro, com pouquíssimas ocorrências de violência. Cidades turísticas são ainda mais protegidas, visto que o turismo movimenta muito dinheiro no país.

Apesar disso, pode não ser aconselhado caminhar pelas ruas da Medina à noite ou visitar regiões desconhecidas sem o devido acompanhamento de uma pessoa local de sua confiança ou de um guia turístico.

Dito isso, é muito comum que os marroquinos convidem visitantes para suas casas, o que faz parte da hospitalidade local – não é necessário preocupação caso receba um convite do tipo. Se não se sentir confortável, apenas recuse a oferta e explique que já havia combinado outra coisa na ocasião.

Para as mulheres, por se tratar de um país muçulmano, é recomendado ter atenção especial com as vestimentas. Ninguém precisa usar véu (seria um exagero), mas sempre é válido evitar roupas curtas ou muito decotadas. Dica: uma calça jeans e uma camiseta com mangas resolvem qualquer problema de estilo.

Marrakech. Foto: Kees Kortmulder/Unsplash

Casais LGBT podem se sentir constrangidos, visto que a homossexualidade é considerada crime na sociedade marroquina. Demonstrações públicas de afeto, como beijos e abraços, não são comuns nem mesmo entre casais heterossexuais e devem ser evitados.

Comida no Marrocos

Há quem ame e quem odeie. A verdade é que a comida marroquina tem identidade própria e, portanto, gera reações tão diferentes.

Quem adora se apaixona pelo cuscuz, pelo tagine e pela harira, todos muito bem temperados. A mesa sempre acompanhada  de um típico chá de menta com açúcar – muito açúcar. Os pães marroquinos e as enormes azeitonas aumentam a curiosidade dos viajantes e complementam perfeitamente qualquer refeição. E, na hora da sobremesa, não há quem resista aos deliciosos doces marroquinos.

Foto: Mariam Soliman/Unsplash

Fora das áreas das Medinas, as grandes cidades oferecem também boas opções para quem sente saudade de um cardápio mais familiar. Há redes de fast food espalhadas por todos os cantos e muitos restaurantes de comida europeia e norte-americana. Em Casablanca, por exemplo, é fácil encontrar lanchonetes locais servindo pizzas e massas acompanhadas de frango empanado.

[+] Confira dicas de alimentação em Marrakech

A preocupação com a higiene é pertinente e os padrões diferem dos aplicados à mesa no Brasil. Entretanto, cuidados básicos são suficientes para evitar intoxicações. Evite comer comidas cruas e consuma apenas água mineral, nunca da torneira (é indicado cuidado com a água mesmo para beber sucos).

Embora não seja oficialmente proibido no país, o consumo de álcool não é bem visto e sua venda requer autorização especial – portanto, a maioria dos estabelecimentos não serve este tipo de bebida. Nem mesmo os supermercados locais vendem. Apesar disso, não será difícil conseguir um vinho ou uma cerveja em restaurantes mais turísticos e hotéis internacionais, por exemplo.

Locomoção

Há muitas maneiras de se locomover dentro do Marrocos. Entre as principais cidades, há uma boa oferta de trens e ônibus. Para visitar cidades menores, o serviço de táxis coletivos funciona bem, mas o conforto é deixado de lado em carros que comportam até oito pessoas simultaneamente. São chamados de “grand-taxis” em oposição aos “petit-taxis”, veículos menores que circulam nas áreas urbanas.

Alguns viajantes preferem fazer uma road trip pelo país, alugando um carro para percorrer as principais paisagens marroquinas – olha alguns exemplos de roteiros aqui, aqui e aqui.

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Montanhas Atlas. Foto: Ferran Feixas/Unsplash

Dentro das cidades, os táxis são geralmente a melhor alternativa. É indicado combinar o valor da corrida diretamente com o motorista, mesmo quando o veículo contar com taxímetro.

Casablanca possui bondes urbanos de ótima qualidade. Fora isso, é recomendado evitar os ônibus marroquinos, a não ser que você busque viver uma experiência realmente local.

Moeda e comércio

A moeda do Marrocos é o Dirham marroquino, que não possui circulação fora do país. Sua exportação é crime e, portanto, é bastante difícil comprar a moeda antes de viajar. Além disso, o real não será facilmente trocado no local. A dica é levar euros ou dólares.

Existe ainda a possibilidade de sacar dinheiro na chegada ao país, em caixas eletrônicos habilitados para saque internacional. É bom estar sempre com dinheiro em espécie, pois muitos estabelecimentos não aceitam pagamentos em cartão.

O comércio marroquino é conhecido pela barganha. Sabendo disso, coloque à prova suas habilidades de negociação: há quem diga que a sua primeira oferta deve ser de pelo menos um terço do valor do item que se quer adquirir. A partir daí, a negociação é livre!

Clima

Você não vai morrer de calor no Marrocos o ano inteiro. De fato, faz frio no inverno e chega a nevar em algumas regiões (o Atlas nevado em pleno deserto é uma paisagem incrível de se ver).

Deserto do Sahara. Foto: Ferran Feixas/Unsplash

Espere calor durante o dia e frio à noite, independente da época do ano – a grande amplitude térmica é típica de regiões desérticas. Apesar disso, as temperaturas podem variar bastante ao longo do país e, ao mesmo tempo em que faz um calor sufocante em algumas áreas, outras cidades podem apresentar temperaturas amenas. Uma dica é evitar viajar para o Marrocos nos meses de verão (entre junho e setembro), quando as temperaturas podem ser muito elevadas

Felizmente, a chuva não deve ser um problema durante seu roteiro.

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