Existe um longo caminho que os aventureiros descobriram e não largaram mais. Passando por cerca de 40 regiões em 13 países das Américas, a trilha Gringo Trail atrai mochileiros do mundo todo, especialmente norte americanos e europeus, por isso o nome “gringo”. Cheios de energia, eles chegam para desbravar o México, a América Central e a América do Sul numa só viagem.

O caminho passa pelos principais destinos da América Latina e geralmente as caminhadas são feitas em grupo, por questões de segurança, afinal, uma mão lava a outra. Apesar do nome, a trilha propriamente dita é hipotética. A rota pode ser por ar, a pé, por rio, por estrada ou por alguma trilha mesmo, tudo depende das condições de deslocamento de cada região, mas o fato é que é possível intercalar todos esses destinos. Se não irá dirigir ou voar, provavelmente vai fazer o trajeto de ônibus, pelo menos em boa parte dos trechos.

O itinerário é bem variado, mas geralmente inclui pontos principais de cada país, dos quais iremos falar mais a seguir. Para os/as que desejam fazer uma viagem pelo continente, esse roteiro ajuda bastante, mas exige tempo, afinal…são muitos lugares para ir.

Vamos colocar alguns destaques para você se localizar na “Gringo Trail”:

No Méxicoa jornada costuma passar pela Isla Mujeres, as ruínas maias de Tulum e Chichén Itzá, e Playa del Carmen, uma das praias mais atraentes do país, na península de Yucatán.

Em Guatemalaos viajantes cruzam o sítio arqueológico de Tikal e as ruínas de El Peten, próximas a Belize. Depois seguem para Antigua, cidade fundada em 1543 e um dos principais lugares para estudar espanhol; o Lago de Atitlan, rodeado por vilas maias; Panajachel e San Pedro La Laguna.

Foto: Pasión Fotográfica

Chegando em Belize, destino conhecido pelos paraísos caribenhos, o principais atrativos são Ambergris Caye, próxima à barreira de corais, que é a segunda maior do mundo, e Caye Caulker, ilha com ruas de areia, cabanas rústicas e pontos para mergulho.

Em Honduras, chegam às Ilhas da Baía, Bay Islands, que concentra três cidades: Roatan, Utila e Guanaja. A primeira é a maior delas e tem um aeroporto com voos diretos a partir do Estados Unidos. A segunda é uma das favoritas dos mochileiros, porque é barata, especialmente para quem quer praticar mergulho de cilindro. E a terceira é um ponto fora da curva turística, mas não deixa de ser interessante.

Nicarágua agrada bastante os mochileiros porque é animada, tem coisas interessantes para fazer e costuma ser de baixo custo. A primeira parada é em Granada, onde a arquitetura está muito bem preservada. Depois seguem para San Juan del Sur, paraíso dos surfistas; e as ilhas Ometepe e Flores, ideais para admirar a natureza.

A Costa Rica é interessante para os surfistas, especialmente por causa da Playa Jaco, local de ondas fortes e vida noturna animada. Puerto Viejo também está incluso no roteiro e tem praias remotas belíssimas.

Na América Central está incluso ainda Bocas del Toro, no Panamá. O popular arquipélago tem praias fantásticas para a prática de snorkel e mergulho. Se der tempo de dar uma passadinha pela cidade, saiba que ali poderá encontrar ótimos preços no que quiser comprar, pois trata-se de uma zona franca, ou seja, livre de impostos.

Já na América do Sul, os destinos ficam mais familiares para os brasileiros, pelo menos de nome. Os “gringos” trilham caminhos até as ilhas Galápagos, Cuenca e Quito no Equador; Lima, Cusco, Machu Picchu, Nazca, Arequipa e Iquitos, no Peru; Bogotá, Medellín, Salento, Minca, Cartagena e Parque Nacional Tayrona na Colômbia; Titicaca, La Paz e Potosí, na Bolívia; Deserto do Atacama, Ilha de Páscoa, Valparaíso e Monte Verde no Chile; Buenos Aires, Mendoza, Bariloche e Ushuaia, na Argentina; e Assunção, no Paraguai. 

Dicas

Como falamos anteriormente, a logística de todo esse trajeto costuma variar bastante, de acordo com os interesses dos viajantes. Não é necessário fazer reservas antecipadas em hotéis e hostels, porque a ideia é seguir a viagem de maneira mais descontraída, sem muitos compromissos, porque se quiser mudar de rota ou ficar mais ou menos tempo em alguma cidade específica, está livre.

Se preferir, agende tours através de agências especializadas – que sejam reconhecidas por algum órgão governamental. Há quem faça o percurso em cerca de 100 dias ou divida entre México-América Central/América-Central-América do Sul. Apesar do Brasil não estar “oficialmente” incluso, há quem faça a rota de Lima ou La Paz até o Rio de Janeiro.

Compre mapas, dê uma estudada em espanhol, leia o livro Gringo Trail – de Mark Mann, leve alguns remédios essenciais para a hora de algum aperto e esteja confortável, sem muita bagagem ou roupas que dificultem a locomoção nas longas distâncias. Confira nosso post sobre as mochilas ideais para esse tipo de viagem e partiu!

Post por Brunella Nunes
Fotos: reprodução/agências de turismo

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