“O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher”, escreveu a poeta Cora Coralina. É com uma premissa assim que você pode encarar uma trilha de 3 mil km na Mata Atlântica, que liga o Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul. Numa longa jornada no meio da natureza selvagem, com certeza você voltaria para casa com uma bela bagagem de histórias!

Batizada de Caminho da Mata Atlântica, a megatrilha irá percorrer a extensão da cadeia montanhosa da Serra do Mar, do Parque Nacional dos Aparados da Serra-RS ao Parque Estadual do Desengano-RJ, passando por mais de 70 municípios. A infraestrutura turística estará alinhada com a preservação dos encantos naturais das regiões, afinal, essa é a graça de tudo!

A inspiração para criar o longo trajeto veio da terra do Tio Sam, mais precisamente a Appalachian Trail, que permeia 90% das unidades de conservação norte americanas por meio do litoral leste dos EUA.

Os trechos irão conectar trilhas e travessias históricas, envolvendo traçados já existentes, como as trilhas em Florianópolis, Caminho de Itupava (PR), a TransPetar (SP), a Volta da Juatinga, a Transcarioca, o Caminhos da Serra do Mar (RJ), entre outras. No meio de tudo isso estão ramificadas 20 mil árvores e arbustos típicos, mais de mil espécies de aves, 340 anfíbios e 270 espécies de mamíferos.

O objetivo é, além de ampliar as fronteiras da visitação, aprimorar o sistema de trilhas e opções de lazer ao ar livre no Brasil. A conexão com a Mata Atlântica, que é reserva da biosfera pela UNESCO, expande a consciência ambiental.

Ela ocupava 16% do território nacional, permeando 17 estados do Sul ao Nordeste. Mas, para se ter uma ideia, o bioma de 235 km² foi tão suprimido ao longo dos anos que atualmente restam apenas 8,5% de sua área remanescente, sendo este o mais ameaçado do país. É, a coisa é séria!

A iniciativa, que começou a ser sonhada em meados de 2012, é fruto de um trabalho coletivo entre WWF Brasil, ICMBio, CBME, Abeta, Federações de Montanhistas Regionais, órgãos estaduais, grupos locais e voluntários. O caminho está em constante evolução, com a instalação de placas de sinalização, mutirões, entre outros, para receber o público cada vez melhor. E aí, já se planejou para desbravar um pouco desse Brasil maravilhoso? 

Fotos via Caminhos da Mata Atlântica

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