Ter o selo “made in China” em qualquer coisa que seja é um tanto controverso. O mesmo podemos dizer de Tianducheng, uma réplica de Paris na China. Próxima ao subúrbio de Hangzhou, a mini cidade com ar europeu foi erguida a cerca de 15 anos atrás por um grupo imobiliário que, provavelmente, esperava lucrar com a ideia. Hoje, porém, é um lugar fantasmagórico, onde em cada esquina se vê o investimento perdido.

Edifícios neoclássicos tipicamente franceses se espalham pelos 30 km² de extensão da área ocupada pela chamada “Paris do Oriente”, que funciona como um bairro. O ponto principal é a Torre Eiffel, que tem 108 metros de altura e fica na parte central de Tianducheng. Além dela, também foram copiados habitações, jardins, fontes, estátuas e monumentos da capital europeia, como o Arco do Triunfo e o Jardim de Versalhes.

Os empresários da Zhejiang Guangsha Co. acharam que conseguiriam atrair investidores para a região e subir os números do PIB. O intuito era abrigar uma população de 10 mil pessoas, mas o projeto fracassou, sendo ocupado por apenas 2 mil moradores de classe média. Dizem que atualmente o número subiu para 30 mil, mas não dá para confiar muito nesse dado. Um resort segue em funcionamento para acomodar os turistas, assim como os restaurantes que, apesar de serem semelhantes aos franceses, servem comida típica chinesa.

O local ainda é uma atração turística, especialmente porque quando os chineses não conseguem sair de seu país, gostam de visitar lugares que dão a impressão de que saíram. Assim sendo, é fácil encontrar na China outros clones mundiais, como Londres, Halstatt (da Áustria), Hannover (da Alemanha), Veneza (Itália) e há planos de construir uma cópia de Stratford-upon-Avon, que é o berço do poeta William Shakespeare. Haja tijolo e criatividade, hein!

Fotos: divulgação

Com prédios futuristas e bilhões investidos, cidade fantasma na China não consegue atrair moradores

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