A Serra da Canastra está localizada entre o final de uma extensa área da Mata Atlântica e o começo do Cerrado – e graças a essa fusão é dona de um bioma surpreendentemente rico e diferente de outros presentes no estado. A região possui mais de 200 mil hectares e abrange seis municípios mineiros: Capitólio, Delfinópolis, Glória, Sacramento, São João Batista e São Roque de Minas.

É verdade que as estradas de terra batida não são as mais fáceis de serem percorridas. Porém, elas podem te levar a lugares que fazem valer todo o balanço da lenta viagem. Nos períodos de chuva, entre os meses de novembro a março, o caminho pode ficar ainda mais complicado e até perigoso. Durante essa época, é recomendável que se faça a travessia em um carro 4×4.

O Parque Nacional da Serra da Canastra foi criado em 1972 com o propósito de proteger a nascente do Rio São Francisco, e é um dos mais importantes locais de preservação ambiental do nosso país. Durante décadas o local esteve abandonado e era desconhecido pela população brasileira, e o turismo se propagava de boca a boca. Hoje, o ecoturismo atrai turistas sedentos por aventuras.

Um dos destinos mais famosos da Serra é a Cascata D’Anta, conhecida por ser a primeira grande queda do “Velho Chico”. Outras centenas de cachoeiras estão espalhadas pela área do Parque, e elas existem graças a grande quantidade de rios que ali habitam. A Serra da Canastra possui um formato de baú, e por isso foi chamada assim. Nela é possível encontrar planaltos mais áridos, de vegetação rasteira, como também picos íngremes e úmidos.

Foto: ground.zero – Flickr, CC BY 2.0

Sabor mineiro

Apesar da região ser dona de paisagens de tirar o fôlego, quem acabou fazendo a fama desse lugar não foram as águas ou a terra: foi o queijo. Nacionalmente conhecido (e reconhecido!), o queijo Canastra foi considerado Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo IPHAN em 2008. Produzido com leite cru, o queijo tem um sabor forte e levemente picante, e é feito do mesmo jeito há quase 200 anos.

Só é possível encontrar a receita original na região da Canastra, e alguns produtores são tão bons que foram premiados internacionalmente. Um passeio interessantíssimo a ser feito é visitar uma fazenda produtora de queijo para acompanhar a produção, fazer uma boquinha e escolher a sua própria peça de queijo – e ainda pagar mais barato.

Mas, apesar do queijo ser divino, outras iguarias mineiras merecem a sua atenção, como o pão de queijo recheado de pernil, leitoa à pururuca,  galinhada, os vários tipos de compotas e claro, muita goiabada e doce de leite. Uma viagem a Minas é sempre uma viagem gastronômica.

Onde ficar
No site http://www.serradacanastra.com.br é possível buscar as melhores opções de hospedagem na região. Há diferentes categorias, como pousadas rurais, pousadas urbanas, casas, fazendas, chalés e campings nas dez cidades que estão próximas à Serra da Canastra. As opções de preço e de comodidade são bem variáveis, mas em todos os estabelecimentos é possível desfrutar da calmaria e da beleza presentes na paisagem mineira.

Quando ir
Apesar do período de chuva ser o momento menos propício para a visitação, já que as estradas ficam ainda mais desafiadoras, durante todo o ano o destino é certo para os amantes da hospitalidade, da boa comida e dos passeios na natureza. Porém, durante a primavera, pequenas e coloridas flores colorem a paisagem, tornando o horizonte ainda mais bonito.

O que levar
Nos meses mais quentes há muitos insetos, e por isso, tenha sempre um repelente a mão. Também não esqueça de um par de tênis confortável para as trilhas, uma capa de chuva, roupas para o frio e para o calor – pois as temperaturas tendem a oscilar bastante. E não esqueça de levar uma sacola plástica para recolher o seu lixo. A natureza agradece.

Texto por Daniela Fescina

Imagem destaque: Por KarlosAlmeyida – Obra do próprio, CC BY-SA 3.0

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