Considerada a cidade mais populosa da América do Sul e o principal pólo econômico do Brasil, São Paulo é um mundo aparte. Dentro do estado cabe até mesmo o maior pórtico de caverna do mundo e a maior porção de Mata Atlântica preservada do país, localizado no PETAR, como é conhecido o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira.

PETAR

O destino cercado de belezas fica entre as cidades de Apiaí e Iporanga, a 318 km da capital paulista. Ao longo de 35 mil hectares se espalham mais de 350 cavernas, dezenas de cachoeiras, trilhas, comunidades tradicionais e quilombolas, sítios arqueológicos e paleontológicos. Há muito o que se contemplar entre os vales e montanhas.

Não por acaso o destino se tornou alvo de aventureiros, que aproveitam a estadia para praticar esportes radicais como espeleo, rapel, bóia-cross no Rio Betari, canyonig, cascading e bike, além de banhos em belíssimas cachoeiras, como a das Andorinhas e das Arapongas. As cavernas, porém, são o principal atrativo e se dividem em vários níveis de dificuldade para alcançá-las. Tudo vai depender da disposição, tempo e experiência do (a) visitante.

O parque, com quatro núcleos turísticos, possui apenas 12 cavernas abertas ao público, nas quais sempre devem estar acompanhados de monitor: Cavernas de Santana, Água Suja, Morro Preto, Couto, Cafezal, Alambari de Baixo e Ouro Grosso, que é a base de apoio local. Cada uma delas tem suas particularidades, com salões gigantes, espeleotemas, estalagmites, dunas, cachoeiras, abismos de até 240 metros de profundidade, ‘quebra-corpos’ e escaladas.

Foto: Clayton Lino

As mais importantes delas é a Caverna Casa de Pedra, que possui o maior portal de caverna do mundo segundo título do Guinness Book, e a Caverna de Santana, a segunda maior do Estado de SP, com mais de 8 km de extensão, considerada também a mais linda do Petar. A primeira não permite a entrada, mas a trilha de três horas de duração até sua porta passa por lugares incríveis.

A 22 km do município, em Eldorado, vale a pena incluir no passeio a Caverna do Diabo, que é a maior em solo paulista. Seus enormes salões apresentam um mundo subterrâneo aparte, cheio de formações curiosas esculpidas nas pedras, lembrando os traços de um elefante, um rinoceronte e o bolo de uma noiva. O rio das Ostras percorre 8 km da cavidade e a evaporação da águas resultou em várias colunas e estalagmites de calcário.

Quanto custa: o ingresso é cobrado apenas nos Núcleos Santana, Caboclos e Ouro Grosso e custa R$ 12,00 por pessoa, pago somente em dinheiro. Maiores de 60 anos e menores de 12 anos de idade são isentos. Estudantes com comprovante escolar possuem 50% de desconto. Antes de ir, consulte o site oficial.

O camping do Núcleo Caboclos, que necessita de agendamento prévio, cobra R$ 18,00 de pernoite por pessoa. O estacionamento do Núcleo Santana cobra R$ 6,00 por veículo. Na Caverna do Diabo, cobra-se R$ 25,00 de entrada incluindo o guia, para pessoas entre 13 e 59 anos. Crianças de 7 a 12 anos e adultos acima de 60 anos pagam R$ 12,00. Gratuidade para pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida, e crianças de até 6 anos.

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Post por Brunella Nunes
Fotos: divulgação/Petar-SP