O nome em homenagem ao santo padroeiro revela a vocação para o turismo religioso. Mas a cidade de São Miguel Arcanjo, no interior de São Paulo, é conhecida como a capital da uva, muitas vezes transformadas em vinho. Entre vinícolas e aventuras na natureza, saiba como se divertir por lá.

A cerca de 143 km de distância da capital e a 659 metros de altitude acima do nível do mar, o município é propício pra o cultivo de uvas, que teve início na década de 50 por meio da família Masato Fujiwara. Este foi o primeiro passo para que a uva Itália se tornasse símbolo e a principal fonte de renda em São Miguel Arcanjo.

Com forte presença de vinícolas, foi criada a Rota do Vinho dentro dos atrativos turísticos, englobando passeios em produtoras, adegas e alambiques, que complementam o setor. As principais são: Boa Vista, Bonjour, Leoni, Torre Alta, Monte Alto, Zafalon e Saint’Arcanjo

Foto: SETUR/São Miguel Arcanjo

A imigração japonesa foi intensa na cidade, que tem hoje cerca de 60 famílias orientais. Não por acaso é lá que se encontra a maior biblioteca com acervo de obras em japonês do Brasil.

A iniciativa começou com Tetsuhito Amano, que chegou aqui em 1960 e encontrou uma maneira de matar as saudades do país de origem reunindo materiais. Hoje são 75 mil itens, com livros e vídeos de diversos assuntos da terra do sol nascente.

Foto: divulgação

Outro ponto importante, que deu origem à cidade, é o legado religioso. O nome veio de uma pequena capela em homenagem ao santo, erguida em 1886. Dela se originou uma nova obra, um santuário muito maior, que demorou 17 anos para ficar pronto: a Basílica Menor de São Miguel Arcanjo.

Atualmente é um dos principais atrativos do município. A arquitetura imponente em estilo neogótica inclui uma torre de 31 metros e cobertura piramidal. Vitrais, colunas ornamentadas, arcos e abóbadas formam o visual interno.

Foto: Eigi Iwasaki

Ecoturismo em São Miguel Arcanjo

Com natureza abundante, que pega trechos remanescentes da Mata Atlântica, o município também é uma boa pedida para aventureiros e pessoas em busca de conexão com o meio ambiente.

O Parque Estadual Carlos Botelho abriga importantes rios em sua área de mais de 37.000 m². A primeira parada é o museu de zoologia, que educa os visitantes sobre as variadas espécies do entorno. Depois podem optar por uma das 10 trilhas disponíveis, cada qual com seus encantos. A Trilha das Bromélias foi criada para permitir o acesso de pessoas com mobilidade reduzida.

No alto da Serra de Paranapiacaba, divisa com Tapiraí, se encontra o Parque do Zizo, com uma pousada e 300 hectares de floresta, preservando especialmente nascentes de rios importantes na região. As oito trilhas levam até lindas cachoeiras, mirantes e árvores centenárias. A observação das coloridas aves é uma das atividades promovidas pelo local, que pertenceu a um militante, apelidado de Zizo, morto pela ditadura militar.

Foto: divulgação/Parque da Onça Parda

Apelidado de “Pop”, o Parque da Onça Parda é outra maravilha natural para conhecer. Funcionando dentro de uma propriedade particular, esse trecho de Mata Atlântica vivia sob constantes ataques de devastação até ser adquirida em 2004. Hoje é protegida e promove o ecoturismo de forma sustentável.

Cortado pelos rios Monjolinho e Ribeirão Bonito, o parque é habitat de muitas espécies da flora e da fauna brasileira, como o macaco prego, a anta, o mono-carvoeiro (maior primata das Américas) e a onça parda. O público pode desfrutar de uma área de lazer, tomar banho na refrescante piscina natural, percorrer trilhas e acampar por lá. O Day Use custa R$ 25 por adulto. Confira outros preços e faça sua reserva no site oficial.

Foto: divulgação/Parque da Onça Parda

Onde comer

Casa do Bolinho de Frango da Rose: o nome é autoexplicativo. O estabelecimento em plena rodovia da Serra da Macaca ficou famoso com o bolinho de frango da Rose, acompanhado de molho de gengibre. Menos conhecida, a bolinha de queijo tamanho família também merecia o mesmo sucesso. Cheio de charme, o local virou ponto de descanso de viajantes e parada obrigatória para quem ama salgados.

Foto: divulgação

Cervogia: produzida na cidade e premiada em Blumenau, a cerveja artesanal sai da fábrica nas versões Pilsen, Black Ipa, American Ipa, American Pale Ale, Weis, Oktoberfest e Stout Oatmeal. As visitas podem incluir degustação e devem ser agendadas previamente pelo site oficial.

Foto: divulgação

Onde ficar

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