Quem visita Buenos Aires hoje talvez não esteja a par da história de seu bairro mais moderno e elegante, o Puerto Madero.

Puerto Madero visto de cima, com a Puente de la Mujer bem ao centro. Foto: Deensel

Puerto Madero fica em uma zona privilegiada da capital argentina: às margens do rio da Prata e próximo a região central da cidade. A Reserva Ecológica de Buenos Aires ocupa grande parte do bairro, sendo que sua maior parte fica em uma área insular, ligada ao continente por seis pontes.

Uma das pontes tornou-se o ponto mais conhecido do local desde de sua inauguração. Finalizada em 2001, a Puente de la Mujer foi projetada pelo multipremiado arquiteto espanhol Santiago Calatrava, responsável, entre outras obras, pelo Museu do Amanhã, no Rio, e pelo Palau das Artes, de Valência. A ponte portenha é uma passarela de pedestres que possui um sistema que a faz girar para liberar a passagem de embarcações de grande porte. Seu design modernoso emula um dos grandes orgulhos locais, o tango: o mastro representa um homem sustentando sua parceira de baile, representada pela curva central da construção, numa bonita dança arquitetônica.

A Puente de la Mujer, obra de Santiago Calatrava que marca a paisagem de Puerto Madero, é uma homenagem ao tango. Foto: Denise Mayumi

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Depois de passar pela construção, dá para conhecer a Fragata Sarmiento, bonita embarcação do fim do século 19 que depois de ter dado cerca de 50 voltas ao mundo virou um museu interessante estacionado no dique 3 de Puerto Madero.

A Fragata Sarmiento, hoje um museu, fica estacionada no dique 3.
Foto: Andrew-Milligan-Sumo

O porto nos moldes de hoje (e inspirado nas docas de Londres) começou a ser pensado na década de 1880, quando o governo da cidade entendeu que a construção de um porto resolveria os problemas que as embarcações que chegavam a Buenos Aires pelo rio encontravam. Com o advento de embarcações ainda maiores, o porto logo tornou-se obsoleto, o que obrigou o município da remodelá-lo. A área, no entanto, só superou a degradação que o tomava na década de 1990, quando o projeto de reurbanização da área, finalmente, vingou. O investimento foi alto: ruas e largas avenidas foram abertas e lotes que passariam a receber construções luxuosas foram criados — os novos arranha-céus que ainda hoje apontam naquele cenário, ano a ano, não deixam dúvidas do sucesso do projeto; o novo bairro em uma cidade que se orgulha de sua face antiga atraiu hotéis, centros culturais, teatros e diversos restaurantes.

Coleção de Arte Amalia Lacroze de Fortabat fica bem ao lado do rio da Prata. Foto: Divulgação

Um dos museus que se instalou ali foi a Coleção de Arte Amalia Lacroze de Fortabat, que guarda a coleção de arte daquela que chegou a ser a mulher mais rica da Argentina no século 20. Amante das artes, a empresária Amalia Fortabat (1921-2012) foi retratada por Andy Warhol — o quadro, claro, pode ser visto no museu que leva seu nome.

A vista dos diques e dos barcos, do segundo andar do bonito prédio onde fica o acervo, impressiona. A construção se beneficia (e muito) da luz natural, graças a seu teto abobado, uma enorme claraboia bem ao lado do rio da Prata.

O bairro é muito procurado por turistas e locais à noite. Foto: Damian Almua

Puerto Madero é também um dos melhores lugares para se curtir a “movida” argentina. O bar Johnny B. Good é legal para quem gosta de noites embaladas com muita música, enquanto o The Library Lounge, que fica no elegante Faena Hotel, oferece drinques clássicos em um ambiente mais intimista.

Já quem procura um ótimo asado argentino, encontra nas casas especializadas em carne Cabanã Las Lilas, Estilo Campo e La Caballeriza boas opções tanto para o almoço quanto para o jantar.

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Jornalista, escreve sobre viagens há seis anos. Ama viajar e compartilhar experiências e vivências

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