A Serra Catarinense é um verdadeiro espetáculo! Dirigir pelas curvas da Serra do Rio do Rastro ou sentir aquele frio na barriga ao passar pela Serra do Corvo Branco são passeios inesquecíveis. Se você tem vontade de conhecer essas maravilhas no Sul do Brasil, confira uma sugestão de roteiro de 3 dias em Urubici para curtir toda a beleza e encanto da serra em Santa Catarina.

Roteiro de 3 dias em Urubici

O nosso trajeto foi feito de carro, saindo de Curitiba. A capital paranaense fica a 460 km de distância de Urubici. No total, contando a ida, a vinda e os passeios de carro pelos pontos próximos a Urubici, nós fizemos 1.200 km! Confira o roteiro que seguimos para nos divertir por lá!

Dia 1: diversão no parque

Partirmos às 5h da manhã de Curitiba em direção a Urubici. Antes mesmo de chegar ao nosso destino, já encontramos muita coisa bonita pelo caminho! A primeira parada foi no Mirante da Serra da Boa Vista, em Rancho Queimado.

Dica: se você tiver mais tempo, faça uma pausa de pelo menos 2 dias em Águas Mornas, que fica a 40 km do Mirante da Serra da Boa Vista e a aproximadamente 125 km de Urubici. Águas Mornas possui resorts com águas termais quentinhas e deliciosas para você curtir os dias de frio na região. #FicaDica

Continuando com o Mirante da Serra da Boa Vista, neste local, você consegue ter uma vista privilegiada do município de Rancho Queimado.

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Vista do Mirante da Serra da Boa Viagem. Foto: Andressa Xavier Pellanda

Para chegar até lá, nós seguimos pela BR-282. O acesso ao mirante fica logo depois de uma ponte extensa, mas fique tranquila que existem placas de sinalização na estrada. Você vai precisar parar no acostamento para pode cruzar e pegar o acesso, ok?

A estrada é de terra e carros de passeio podem subir perfeitamente. Porém, se seu veículo for rebaixado, é possível que você tenha dificuldades.

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Saindo do mirante, fizemos uma pausa para o almoço! Seguindo para Urubici, você encontra duas boas opções para sua refeição: a primeira é no Paradouro Battistela, que serve buffet por quilo com preço justo e grande variedade de pratos, e a segunda é o Café do Paradouro km 111, com um delicioso café colonial e opções de lanche.

Após um almoção, seguimos viagem direto para a pousada escolhida como nosso QG pelos próximos 3 dias para deixarmos nossas coisas. Como nós saímos bem cedinho de Curitiba e chegamos cedo em Urubici, ainda no primeiro dia já conseguimos fazer muitos passeios por lá!

O primeiro deles é perfeito para quem gosta de história! Siga de carro em direção às Inscrições Rupestres. Essas inscrições nas rochas foram feitas por povos que habitaram a região há pelo menos 4.000 anos! As inscrições rupestres de Urubici fazem parte do sítio arqueológico do Morro do Avencal e são consideradas uma das mais importantes em território catarinense.

Inscrições rupestres. Foto: Prefeitura de Urubici

Após ver as Inscrições Rupestres, a dica é continuar subindo o morro até chegar no Parque Cascata do Avencal. A entrada do parque custa R$ 5 por pessoa e o local tem um estacionamento amplo, sem custo adicional.

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O parque oferece diversas atrações para os turistas, como os mirantes para ver a Cascata do Avencal, uma cachoeira com 100 metros de altura, que forma o Rio do Funil.

A Cascata do Avencal. Foto: Andressa Xavier Pellanda

Também existem atrações pagas à parte no Parque Cascata do Avencal, como:

  • Tirolesa.
  • Passeio a cavalo.
  • Pedalinho.
  • Arco e flecha.
  • Caminha.
  • Rappel.
Preços de 2018 sujeitos à alteração. Foto: Andressa Xavier Pellanda

A tirolesa é uma das mais procuradas e tem um percurso de 180 metros e garante ao turista uma vista incrível da Cascata do Avencal e também do vale.

A altura quando o visitante está no meio da tirolesa é de 120 metros! O tempo de duração é de 20 a 30 segundos, numa velocidade de 30km/h a 40 km/h.

A 120 metros de altura. Foto: Andressa Xavier Pellanda

O pedalinho é feito no lago do próprio parque, que fica ao lado da entrada, e acaba sendo um passeio bacana para fazer com as crianças. O passeio a cavalo e arco e flecha também são atividades oferecidas aos turistas.

Para ver a Cascata do Avencal sob uma nova perspectiva, faça a caminhada na parte de baixo, uma trilha que leva os visitantes aos pés da cascata. O valor desta caminhada é de R$ 30 por pessoa e os grupos precisam ter, no mínimo, 5 pessoas para partirem para a trilha.

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Grupos de mínimo 10 pessoas também pode fazer rappel, mas essa atividade só é realizada mediante agendamento prévio e custa R$ 240 por pessoa.

Depois de tanta diversão, voltamos para a pousada para descansar!

Dia 2: pelas curvas das serras

No segundo dia, saímos logo após o café da manhã direto para Bom Jardim da Serra, para irmos até o Mirante da Serra do Rio do Rastro, que fica a 1.421 metros de altura. O caminho até o mirante é simplesmente lindo, repleto de árvores de Araucárias e muitas casinhas aconchegantes.

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Chegando no Mirante, reserve um bom tempo lá em cima para admirar do alto a Serra do Rio do Rastro.

Vista do Mirante da Serra do Rio do Rastro. Foto: Andressa Xavier Pellanda
Vista do Mirante da Serra do Rio do Rastro. Foto: Andressa Xavier Pellanda

Quem estiver com uma graninha sobrando, pode fazer um passeio de helicóptero que custa R$ 150 por pessoa. A viagem é super rápida, dura apenas 5 minutinhos, mas permite que você veja o parque eólico, o cânion, a subida do mirante e a parte vertical em cima do Eco Resort.

Saindo do mirante, antes de descer a Serra do Rio do Rastro, fizemos uma pausa no Parque Eólico, que na verdade é uma propriedade particular que comporta tanto o parque eólico quanto o Cânion da Ronda que fica a 1.448 metros de altura.

A entrada neste local custa R$ 10 e a vista, minha amiga: é linda de viver!

Chegando ao Parque Eólico. Foto: Andressa Xavier Pellanda
Vista das pedras do Parque Eólico. Foto: Andressa Xavier Pellanda
Escadinha para ver o cânion da Ronda. Foto: Andressa Xavier Pellanda
No Cânion da Ronda. Foto: Cristiane Bonarde
Vista do Cânion da Ronda. Foto: Andressa Xavier Pellanda
Foto: Andressa Xavier Pellanda

Saímos do Cânion da Ronda com a energia renovada!

Agora: é hora de descer a Serra do Rio do Rastro!

Vamos pegar a estrada e dirigir pelas 284 curvas da Serra do Rio do Rastro, sentido ao município de Lauro Muller. Dirigir por essa estrada é uma das melhores sensações que você pode ter. Ah, no final da Serra, você pode parar para o almoço!

As curvas da Serra do Rio do Rastro. Foto: Andressa Xavier Pellanda
Velocidade reduzida na serra. Foto: Andressa Xavier Pellanda
Um vai, o outro espera. Foto: Andressa Xavier Pellanda
Foto: Andressa Xavier Pellanda
Ao longo da serra, você encontra espaços seguros para parar seu carro. Foto: Andressa Xavier Pellanda

Vá curtindo o visual porque o cenário é espetacular <3

Terminando a serra, seguimos para Lauro Muller com uma pausa na Cervejaria Lohn Bier, inaugurada em 2014 que surgiu como um hobby da família. No local, você encontra um pub para saborear os diferentes tipos de cervejas e ainda conhecer o processo de produção da fábrica por meio de visitas guiadas.

Foto: Cervejaria Lohn Bier

Importante: se beber, não dirija! Defina alguém para ser o motorista da vez, combinado?

Os horários de funcionamento da cervejaria são:

  • Quarta, quinta e sexta: das 19h às 00h.
    Sábado: das 9h às 00h.
    Domingo: das 10h às 19h.

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Após essa pausa estratégica, seguimos viagem para subir a Serra do Corvo Branco, particularmente, a minha favorita — acredito que pela emoção de passar por ela!

O caminho até a serra passou pelos município de Grão-Para e Aiuerê e deixamos para ir nesse horário para pegar o pôr-do-sol lá de cima 😉

A Serra do Corvo Branco tem algumas peculiaridades:

  • Ela é toda de estrada de terra.
  • Possui trechos com inclinações pesadas.
  • Se chover, somente carros com tração 4×4 conseguem subir com segurança.
  • Boa parte da serra não possui guard rail ou mureta de proteção *-*
  • A altitude da serra é de 1.470 metros.
  • A rocha no final da Serra do Corvo Branco possui um corte de 90 metros de altura.
Entradinhas de madeira. Foto: Andressa Xavier Pellanda
Visual antes de subir a Serra do Corvo Branco. Foto: Melissa Oliveira
Começando a brincadeira. Foto: Mabel Pereira S. Brischke
Não tem guard rail em alguns trechos. Foto: Luiz Henrique
Em alguns pontos, um carro espera o outro para passar! Foto: Andressa Xavier Pellanda
Vai levantar poeira. Foto: Andressa Xavier Pellanda

Como comentei anteriormente, a ideia era ver o pôr-do-sol lá de cima.

BICHO, pega esse céu sem filtro <3 e me diga se não é de se arrepiar:

<3 Foto: Andressa Xavier Pellanda
A rocha foi cortada para abrir a estrada. O paredão tem 90 metros de altura. Foto: Andressa Xavier Pellanda
Sendo fofinhos. Foto: Andressa Xavier Pellanda

Só de rever as fotos, eu fico sem palavras de tão surreal que é ver esse paredão e essa serra ao vivo!

Entramos no carro e voltamos para a pousada praticamente em silêncio, ainda digerindo toda a beleza que acabamos de ver.

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Dia 3: tranquilidade e lindas vistas

O terceiro e último dia de viagem ainda reserva bastante coisa bonita para se ver.

Começamos o dia indo até a Gruta Nossa Senhora de Lourdes, um passeio mais tranquilo para um momento mais de meditação.

Espaço para fazer suas orações. Foto: Andressa Xavier Pellanda
Tem uma pequena cachoeira para deixar tudo mais belo. Foto: Andressa Xavier Pellanda

Saindo da Gruta, seguimos para o Morro da Igreja, de onde também podemos ver a Pedra Furada. A altitude do Morro da Igreja é de 1.822 metros e o CINDACTA (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo) de Santa Catarina fica lá em cima.

O Morro da Igreja está fechado para obras do exército. Porém, tivemos sorte de no feriado de 7 setembro, quando estivemos em Urubici, a passagem estar aberta!

Para 2018, o Morro da Igreja estará aberto somente no feriado de 12 de outubro. Depois dessa data, a previsão de reabertura é somente 2019.

Para os carros e motos subirem até lá, é necessário solicitar uma autorização prévia junto ao escritório do ICMBIO, em Urubuci. Se você der sorte e puder visitar o local, recomendo levar uma blusa mesmo que tenha sol em Urubici, isso porque lá em cima bate um ventinho gelado.

Autorização do ICMBIO para subir. Foto: Andressa Xavier Pellanda
Estrada militar. Foto: Andressa Xavier Pellanda
A vista lá do Morro da Igreja. Foto: Andressa Xavier Pellanda
Vista para os cânions. Foto: Andressa Xavier Pellanda
Ao fundo, a famosa Pedra Furada. Foto: Andressa Xavier Pellanda
Ela tem um furo, mesmo, gente! Foto: Andressa Xavier Pellanda
Foto: Cristiane Bonarde

Aos pés do Morro da Igreja, você também encontra a entrada para a Cachoeira Véu da Noiva. A entrada no local custa R$ 10.

Caso a estrada que leva os turistas ao Morro da Igreja esteja fechada, você pode admirar a cachoeira!

Morro da Igreja e Véu da Noiva: tudo pertinho. Foto: Andressa Xavier Pellanda
A Cachoeira Véu da Noiva. Foto: Mabel Pereira S. Brischke

Após o passeio, foi só almoçar e pegar a estrada para retornar para Curitiba.

Esses 3 dias renderam bem em Urubici! Como fomos em setembro, foi uma pena não pegar neve. Mas quem sabe eu volto lá ano que vem e conto como foi essa nova experiência gelada em Urubici!

Onde se hospedar em Urubici

Camping, cabanas ou suítes na Hospedagem Rural Nossa Senhora das Graças. Foto: Andressa Xavier Pellanda

Urubici é uma cidade rodeada por boas opções para se hospedar. Durante a minha viagem, fiquei na Hospedagem Rural Nossa Senhora das Graças. Local simples que oferece espaço para camping e também suítes e cabanas. O café da manhã é DI-VI-NO (um beijo, Dona Ana!)!

Outra opção excelente por lá é a Pousada Serra Bela, que tem até quartos com lareira perfeitos para os dias de frio em Urubici.

Se as duas estiverem lotadas, você pode reservar no Eco Pousada Invernador ou na Pousada Valle do Avencal.

Gostou da ideia de roteiro de viagem por Urubici? Você ainda pode incluir no seu passeio, caso tenha mais tempo, uma visita ao Morro do Campestre e no Cânion das Laranjeiras.

Conte aqui nos comentários como foi sua viagem para Urubici, mas adorar saber a sua experiência!

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