O estado de São Paulo é repleto de lugares interessantes para a prática de esportes radicais. Quem deseja fazer rafting em São Paulo encontra destinos próximos à capital perfeitos para curtir o final de semana com bastante adrenalina.

Lugares cercados pela natureza com rios despoluídos, inclusive em trechos de Mata Atlântica paulistana remanescente, são um verdadeiro oásis tanto no interior de São Paulo quanto, acredite: na própria metrópole!

O que é rafting

Rafting é um esporte de aventura no qual equipes de cinco a oito pessoas descem pelas corredeiras de rios dentro de um bote inflável. Exigindo bastante espírito em equipe, cada integrante do bote tem um remo que é utilizado para desviar de obstáculos naturais que podem surgir durante o percurso, bem como pegar ainda mais velocidade nas correntezas.

Foto: Brett Sayles do Pexels

Existe rafting recomendado para todo tipo de pessoa. Características como volume de água do rio, região na qual as águas se encontram, como serras, montanhas ou planaltos, e até como é o percurso influenciam no nível de dificuldade do esporte (que varia de I a VII).

Um mesmo rio pode ter rafting considerado fácil em um período de seca e nível mais acentuado em períodos de cheias. Por isso é bacana ser acompanhado por profissionais experientes para liderarem a descida — um instrutor sempre desce com a equipe e outro bote de apoio vai logo atrás. Mas, em linhas gerais, o rafting pode ser praticado por pessoas iniciantes no mundo da aventura, com idades a partir de 10 anos, e também por equipes profissionais.

Níveis de dificuldade de rafting

  • Nível I: praticado em áreas com pequenas pedras em trechos que não exigem muitas manobras.
  • Nível II: neste nível, as águas dos rios geralmente são mais agitadas. Pode apresentar poucas algumas pedras no meio do caminho, exigindo manobras leves.
  • Nível III: neste nível, os rios já apresentam ondas pequenas e inclusive algumas quedas d’água. A prática de rafting nível III já requer habilidade de manobra.
  • Nível IV: este nível contém ondas médias, poucas pedras pelo caminho e quedas acentuadas. As manobras são mais difíceis.
  • Nível V: neste nível, as ondas, as pedras e as quedas d’água são grandes. Os riscos são maiores e exigem manobras precisas.
  • Nível VI: rafting com nível de dificuldade altíssimo, feito em rios com corredeiras perigosas. Nestes trechos, encontra-se pedras e ondas grandes.
  • Nível VII: o nível mais perigoso de todos, indicado apenas para profissionais habilidosos ou pessoas muito experientes com conhecimento das técnicas, já que o praticante corre o risco de se machucar gravemente.

Rafting: equipamentos

Foto: Manik Mandal do Pexels

Os principais equipamentos para praticar rafting são:

  • Bote: específico para rafting e feito de borracha e material resistente. Quanto maior o tamanho do bote, maior será a estabilidade no rio.
  • Remos: geralmente com 60 polegadas. Eles devem ser resistentes e o mais leves possíveis.
  • Corda resgate: feita com material elástico com aproximadamente 20 metros de comprimento. O cabo é ideal caso algum resgate precise ser feito.
  • Capacetes: item de segurança fundamental para a prática de rafting. O acessório deve ter regulagem interna para acomodar diferentes tamanhos de cabeça.
  • Coletes salva-vidas: deve ter alta flutuação, principalmente para a cabeça, com sistema de fechamento por presilhas.
  • Calçado emborrachado: ajuda bastante o praticamente a não escorregar dentro do bote, já que movimentos de pernas também são constantes no rafting.
  • Roupa de Neoprene: um item não essencial, mas que pode ajudar o praticamente a flutuar mais.

Quando se planejar para fazer rafting, saiba que é interessante levar um par extra de tênis, camiseta, short, toalha, repelente, protetor solar e máquina fotográfica (com proteção contra água) para registrar o momento. Pessoas que usam óculos recomenda-se a utilização de algum tipo de protetor que evite quedas.

É seguro praticar rafting?

Sim, é seguro praticar rafting desde que você procure uma agência especializada que ofereça as melhores condições para realizar a aventura. É fundamental receber instruções de profissionais sobre o rio e sobre como se comportar em situações adversas. Além disso, é essencial fazer rafting com todos os equipamentos de segurança.

Nunca devemos subestimar as corredeiras dos rios! Por isso, é altamente aconselhável fazer rafting monitorado por empresas experientes no mercado. Dessa forma, se eventualmente um participante cair do bote, toda uma equipe estará a postos para auxiliar no resgate.

Quem não sabe nadar também pode praticar rafting, desde que tenha um colete salva-vidas com alta flutuação e procure um local com nível de dificuldade baixo para viver a experiência.

Onde fazer rafting em São Paulo

Rafting em Brotas

Foto: EcoAção

Brotas é conhecida como a capital do ecoturismo no Brasil. Distante 247 km de São Paulo, por lá os visitantes encontram muitos esportes radicais para fazer e um dos principais é o rafting em Brotas. Praticado no Rio Jacaré Pepira, o trecho conhecido como Alto Jacaré é considerado o mais calmo e indicado para quem nunca fez rafting na vida, com percursos que costumam ter 1h de duração.

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Neste local, inclusive, ocorre o minirafting, ofertado por diversas empresas, que consiste em uma descida cheia de segurança para crianças a partir de 3 anos de idade! Os pequenos aventureiros vão adorar o passeio.

Já a área conhecida como Baixo Jacaré é mais agitada, com corredeiras fortes classificadas com níveis de dificuldade de III a V. O percurso nessa região tem, geralmente, 2h30 de duração e requer bastante manobras. Muitas empresas em Brotas ainda oferecem a prática do rafting noturno, que consiste na descida do rio em noites de lua cheia.

Rafting em Socorro

O município de Socorro, a 120 km de São Paulo, é bastante frequentado por pessoas que buscam contato com a natureza e tranquilidade, tornando-se realmente um refúgio para escapar da correria do dia a dia. Apesar desse clima de calmaria, a prática de esportes radicais também acontece com grande intensidade.

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O rafting em Socorro é feito no Rio do Peixe, em trechos de descidas que passam por várias corredeiras. Apresenta percursos com 4 km ou 7 km de extensão que podem durar 2h30, cujo nível de dificuldade varia de II a IV. Socorro é considerado um dos melhores lugares do Brasil para a prática de rafting que pode ser feito por toda a família.

Rafting em Campinas

Foto: Wikipedia

Fazer rafting em Campinas, distante pouco mais de 100 km de São Paulo, também é possível. O esporte é praticado nas corredeiras agitadas do Rio Atibaia, um verdadeiro convite para quem não abre mão de aventura e também curte ficar cercado pela natureza.

Os trechos de rafting no Rio Atibaia variam de 1 km, ideal para iniciantes, a 5 km de extensão, em um percurso com bastante emoção e manobras radicais. O bacana é que o esporte pode ser realizado em todos os dias da semana e os praticantes não precisam saber nadar.

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Rafting em São Luiz do Paraitinga

A pequena estância turística de São Luiz do Paraitinga, a 170 km de São Paulo, é um deleite para os apaixonados por verde. Repleta de verde, o clima gostoso na região atrai todos os tipos de turistas que buscam contato com a natureza. As atividades radicais são bem variadas na cidade, e o rafting em São Luiz do Paraitinga acontece no Rio Paraibuna.

Existem muitos percursos para praticar o esporte na cidade. O trecho com 4 horas de duração é feito dentro do Município de Natividade da Serra, todo rodeado Mata Atlântica, com corredeiras com dificuldade II a IV.

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Outra opção são passeios com 6 horas de duração, que ocorrem somente aos finais de semana, a cada 15 dias. O percurso também desce as corredeiras do Rio Paraibuna, garantindo que o visitante veja de perto a diversidade de espécies vegetais e animais que constituem a riqueza natural da Mata Atlântica.

Rafting em Juquitiba

Foto: Wikipedia

O rafting em Juquitiba é considerado um dos pioneiros no Brasil, já que por lá encontram-se empresas que operam há mais de 20 anos! Apenas 70 km de São Paulo, visitar Juquitiba é um prato cheio para quem a natureza e procura uma aventura de verdade, aquelas que ficam para sempre gravadas na memória.

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O rafting, feito no Rio Juquiá, tem trechos variam entre 6 e 12 km de extensão, com quedas d’água que podem chegar até 11 metros de altura e inclinações de 70 graus. Essas características concedem aos percursos as classificações III e IV+, o que significa passeios cheios de emoção e diversão! Muitas empresas também oferecem o rafting noturno, praticado em noites de lua cheia.

Rafting em Iporanga

A cidade de Iporanga, a 300 km de São Paulo, é considerada a capital das cavernas. É lá que fica o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira – PETAR, onde estão 300 cavernas – 12 delas abertas à visitação. Além de expedições inesquecíveis em grutas e cavernas, também é possível fazer rafting em Iporanga, incrementando ainda mais sua experiência de viagem.

Equipe do QCV fazendo Bóia Cross no PETAR

O rafting na cidade pode ser feito no Rio Turvo, dentro do PETAR, que vem se popularizando de uns anos para cá. O percurso tem 5 km de extensão e passa por trechos com pedras — sempre com um visual privilegiado, cercado pela Mata Atlântica nativa.

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Além da descida tradicional, também é possível fazer o rafting noturno em noites de lua cheia e o Rafting Kids, que são percurso em corredeiras mais leves para crianças entre 5 e 10 anos.

Rafting na capital São Paulo

Foto: divulgação/Parque SelvaSP

Chega a ser difícil de acreditar que sem sair da grande metrópole você consiga se divertir em rios despoluídos. O Selva SP, parque de aventura em São Paulo, oferece rafting, rapel, trilhas e banho de cachoeira sem sair da capital, promovendo atividades de ecoturismo perfeitas para os finais de semana e feriados.

O rafting no Selva SP acontece no Rio Capivari. O passeio tem duração de 2h30, passando por corredeiras e pelas paisagens verdes paulistanas.

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Foto destaque: Tom Fisk do Pexels

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