Se você é daquelas pessoas que basta avistar um matinho para querer explorar, precisa pegar essa dica valiosa. Os aventureiros de plantão podem retirar gratuitamente o Passaporte das Trilhas de São Paulo, que tem como vantagem centenas de roteiros prontos dentro de áreas verdes protegidas do Estado, visando a aproximação e a conscientização do público.

“É vivendo, de perto, que se aprende a importância da preservação!”, se lê no site oficial da iniciativa. O guia de áreas protegidas conta com mais de 150 opções abertas à visitação, passando por categorias distintas, como viveiro florestal, reserva de desenvolvimento sustentável, floresta e estação ecológica.

Foto: divulgação/Gustavo Pedro de Paula

O passaporte das trilhas de São Paulo teve início em 2008 e lançou sua segunda versão em 2018. A publicação da Secretaria do Meio Ambiente e da Fundação Florestal funciona como meio de registro de experiências ao longo das 22 trilhas em 18 Áreas Naturais Protegidas. O intuito é que funcione como um passaporte de viagem, no qual as pessoas podem ir ganhando um carimbo novo nas páginas a medida em que desbravam as maravilhas naturais paulistas.

O ecoturista pode fazer uma verdadeira imersão entre os 477.000 hectares remanescentes da Mata Atlântica e do Cerrado, percebendo os diferentes tipos de biomas que as compõem. Na nova publicação, o foco é atrair um público mais familiar, expandindo as experiências para quem não está acostumado a embarcar em grandes aventuras.

Foto: divulgação/Guia Trilhas de SP

O pequeno livreto de 80 páginas traz caminhos bem demarcados e sinalizados, separados por regiões turísticas e parques, tornando a organização de roteiros mais simples e acessíveis. Algumas opções estão preparadas para receber pessoas com mobilidade reduzida e todas podem ser encontradas no site oficial do projeto.

O primeiro roteiro tem início na região turística Lagamar, que cobre os municípios de Cananeia, Iguape, Ilha Comprida, Pariquera-Açu e Pedro de Toledo. O percurso passa por cachoeiras, espécies da fauna e da flora e ruínas do período pré-colonial. E nem é necessário tanto fôlego! A Trilha da Brejaúva, no Parque Estadual Campina do Encantado, em Pariquera-Açu, tem apenas 1 km de extensão, por exemplo.

Foto: divulgação/Adriana Mattoso

Mas também é possível encontrar bosques, cavernas de variados tamanhos, rios, piscinas naturais, poços, nascentes, córregos, paredões rochosos, montanhas, monumentos históricos, sítios arqueológicos e mirantes panorâmicos nos trajetos dentro e fora da capital.

Em São Miguel Arcanjo está uma das trilhas adaptadas para cadeirantes. A Trilha das Bromélias fica dentro do Parque Estadual Carlos Botelho e fica suspensa entre as araucárias. É semelhante à Trilha da Nascente, dentro do Jardim Botânico de São Paulo, que percorre o caminho do Riacho Ipiranga.

Foto: divulgação/Guia Trilhas de SP

O passaporte das trilhas de São Paulo pode ser retirado na portaria dos parques ou na Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, localizada na Av. Professor Frederico Hermann Junior, 345 – Alto de Pinheiros.

Antes de completar as páginas, certifique-se da necessidade de agendamento e horário de funcionamento de cada trilha. Em algumas situações, é necessário o acompanhamento de um monitor. Informe-se sobre a disponibilidade e formas de contratação diretamente no centro de informações turísticas dos parques.

Foto: divulgação/Ives Arnone
Foto: divulgação/Sonia Souza
Foto: divulgação/SIMA-SP

Trilha de 3 mil km na Mata Atlântica liga o Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul

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