O Panteão Nacional de Lisboa é um dos edifícios mais emblemáticos da cidade. Mesmo os desavisados que passam por ali enquanto caminham pela zona histórica de Santa Clara dificilmente conseguem resistir a se aproximar da imponente construção, cuja cúpula pode ser vista a centenas de metros de distância.

A história do Panteão chega tão longe quanto sua visão na paisagem, como lembra o site oficial da atração. Em 1682, iniciou-se no local a construção da Igreja de Santa Engrácia, um projeto barroco, de autoria de João Antunes. As obras, no entanto, arrastaram-se no tempo, fazendo com que o edifício só fosse concluído no início dos anos 60, já no século 20.

A ordem para sua conclusão seguia a lei 1916, que determinava que a Igreja de Santa Engrácia fosse transformada no Panteão Nacional. Curiosamente, o símbolo do barroco português foi usado pelo Estado Novo como uma arma de propaganda: ao conseguir finalizar um projeto que havia se arrastado por tantos anos inconcluso, o governo passava a mensagem de ser capaz de solucionar problemas em um curto prazo de tempo.

Graças aos interesses políticos, o Panteão de Lisboa foi finalmente inaugurado em 1966, em celebração ao quadragésimo aniversário do Estado Novo.

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Onde fica o Panteão Nacional em Lisboa?

Quem passeia pelas ruas do Bairro Alto ou caminha pela Baixa-Chiado pode não reparar na imponente construção. Ao conhecer o bairro de Belém, você nem saberá que ela existe. A verdade é que o Panteão Nacional está mais próximo da região de Alfama, na zona histórica de Santa Clara.

Anota o endereço aí: Campo de Santa Clara 1100-471.

Fachada do Panteão Nacional
Fachada do Panteão Nacional. Foto: Divulgação

Uma boa dica é combinar o passeio ao Panteão Nacional de Lisboa com uma caminhada pela Feira da Ladra, a tradicional feira de rua que ocorre perto dali sempre às terças-feiras e aos sábados. Com mantas estendidas pelo chão, os vendedores oferecem aos curiosos itens de todos os tipos: antiguidades, roupas, acessórios, livros e o que mais você imaginar.

Como chegar ao Panteão Nacional

A maneira mais charmosa de conhecer o Panteão é se locomovendo com o elétrico 28E, o tradicional bondinho lisboeta. As paradas mais próximas à construção são Calçada de São Vicente e Voz do Operário.

Há ainda uma série de ônibus urbanos que deixam os viajantes pertinho da atração. São eles: 712, 728, 734, 735, 704, 745, 759, 781 e 782. Para quem é adepto do metrô, a estação mais próxima é a de Santa Apolonia (linha azul), de onde será necessário caminhar cerca de 500 metros, com direito a ladeiras espalhadas pelo caminho.

Detalhe da fachada
Detalhe da fachada. Foto: Divulgação

Quem está de carro pode deixá-lo no Campo de Santa Clara, onde há um estacionamento público. Porém, às terças e sábados, quando ocorre a Feira da Ladra, o local fica interditado.

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Panteão Nacional de Lisboa

Além de ser visto de longe, o edifício também oferece uma visão privilegiada para o Rio Tejo. E, acredite, ele é uma das construções mais instagramáveis de Lisboa, concorrendo com a moderna Lx Factory.

Do terraço do Panteão Nacional, a vista dos edifícios brancos com telhados cor de terra parece não ter fim e oferece um panorama da parte antiga da cidade. Com 40 metros de altura, o local presenteia os visitantes com uma vista única sobre uma das colinas lisboetas.

Uma dica bacana para quem não puder conhecer o Panteão Nacional é recorrer ao Google Arts & Culture, projeto de difusão cultural realizado que permite fazer um tour virtual pelo espaço. Funciona como um Street View, porém dentro do edifício – e é uma boa oportunidade de apreciar cada detalhe da atração. Vem cá ver!

Arquitetura interior do Panteão Nacional de Lisboa.
Arquitetura interior do Panteão Nacional de Lisboa. Foto: Divulgação

Quem está no Panteão Nacional de Lisboa?

O Panteão guarda os restos mortais de muitas personalidades importantes para a história e a cultura portuguesa. Estão sepultados no local os ex-presidentes da República de Portugal Manuel de Arriaga, Teófilo Braga, Sidónio Pais e Óscar Carmona; os escritores Almeida Garrett, Aquilino Ribeiro, Guerra Junqueiro e João de Deus; a artista Amália Rodrigues; o Marechal Humberto Delgado; e, mais recentemente, a poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen, falecida em 2004; e o jogador de futebol Eusébio da Silva Ferreira, falecido em 2014.

Além destas, memoriais fúnebres homenageiam personalidades históricas no país, cujos restos mortais estão em outro local ou têm seu paradeiro desconhecido. É o caso do poeta Luís de Camões, dos navegadores Pedro Álvares Cabral e Vasco da Gama, do Infante D. Henrique, do estadista Afonso de Albuquerque, e do comandante militar D. Nuno Álvares Pereira.

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À esquerda, detalhe interior do Panteão. À direita, estátua de Santa Isabel.
À esquerda, detalhe interior do Panteão. À direita, estátua de Santa Isabel. Foto: Divulgação

Dicas práticas para a visita

Preço do ingresso: € 4 (cerca de R$ 17)
Maiores de 65 anos têm direito a um desconto de 50% no valor da entrada e crianças até 12 anos não pagam

Dias em que a entrada é grátis

  • Domingos e feriados até as 14h (somente para residentes em Portugal)
  • Dia 18 de abril (Dia Internacional dos Monumentos e Sítios)
  • Dia 18 de maio (Dia Internacional dos Museus)

Quem sempre tem direito à entrada gratuita no Panteão?

    • Residentes legais na União Europeia em situação de desemprego
    • Pessoas com mobilidade reduzida (60%) e um acompanhante
    • Pesquisadores e profissionais da museologia ou da área de patrimônio
    • Guias turísticos
    • Jornalistas em exercício de sua função (com comunicação prévia)
    • Professores e estudantes de qualquer nível, em visitas de estudos marcadas com antecedência

Em todos os casos, as condições para entrada gratuita devem ser comprovadas mediante documentação específica. Veja mais detalhes aqui.

Detalhe da cúpula do Panteão Nacional
Detalhe da cúpula do Panteão Nacional. Foto: Divulgação

Horários:
Abril a setembro, de terça a domingo, das 10h às 18h (última entrada às 17h40)
Outubro a março, de terça a domingo, das 10h às 17h (última entrada às 16h40).
Fechado em 1º de janeiro, no domingo de Páscoa, em 1º de maio, 13 de junho e nos dias 24 e 25 de dezembro.

Acessibilidade

Embora conte com elevador, ele não possui espaço suficiente para uma cadeira de rodas, segundo informa a Direção-Geral do Patrimônio Cultural de Portugal. Ainda assim, é garantida a acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida à nave central e às salas tumulares localizadas no térreo.

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