É, meus amigos…os anos não passam, eles voam. Se você já cansou de ver adolescentes e jovens de 20 e poucos com uma mochila nas costas e muitas ideias na cabeça, não se abale. Atualmente existem várias opções para quem quer fazer intercâmbio depois dos 30 anos de idade e ganhar novas experiências. Nos últimos anos, o crescimento de ofertas para quem tem entre 30 e 40 anos aumentou em 80%.

Olha, se tem uma coisa que vai e vem independente de quantas primaveras cada um tem é a crise existencial. É comum notar que, com a ascensão da tecnologia, das startups, do empreendedorismo, do mindfulness venha uma nova leva de questionamentos em relação à tudo o que foi aprendido ou seguido até então. Se você está na casa dos 28-35 anos, sabe do que eu estou falando. Somos aquelas pessoas que estão no meio fio, exatamente no meio dos novos e dos velhos costumes, sem saber exatamente o que fazer ou para onde ir.

Na internet não param de pipocar histórias de pessoas que “largaram tudo” para serem felizes percorrendo o mundo e de outras que sequer tiveram que largar alguma coisa para se tornarem a voz de uma geração. No meio disso tudo, é comum que venha um misto de sentimentos, um embate constante entre empolgação e frustração, afinal, você pode estar pensando que já é “velho demais” para fazer loucura ao mesmo ritmo que nota o tempo passando e a busca pelo viver o hoje, o aqui e agora.

Por mais que seja difícil encontrar um certo equilíbrio na corda bamba, existem lados muito positivos nessa onda louca que chega mais como enxurrada para os desavisados do que aquelas propícias para um surfe. Para cotar alguns benefícios disso tudo, existe a reflexão sobre o que te faz feliz, sobre seu modo de vida e trabalho; sobre as suas escolhas; sobre seus sonhos e coisas que pareciam impossíveis tornar-se tangíveis e até muito mais fáceis do que foram para nossos pais no passado, por exemplo.

A dúvida faz parte da jornada da vida e não ter certeza é também um dos maiores prazeres que há nela, porque é aí que entram as descobertas, as aventuras, as surpresas, as loucuras…O que você precisa pensar é: eu vou ser a pessoa a correr da onda ou vou comprar uma prancha e me arriscar?

Se o seu princípio combina mais com a segunda opção, então é melhor juntar suas economias e se programar para um intercâmbio!
1. Canadá 

Canadá é um paraíso para intercambistas e acaba promovendo uma troca cultural imensa, já que atrai gente do mundo todo, de todas as idades e com uma grande vantagem: costuma ser mais barato do que viajar para a Inglaterra ou EUA. Segura, limpa e organizada, Toronto reúne boa parte dos estrangeiros que buscam aperfeiçoar línguas, trabalhar e viver com mais qualidade de vida. Além disso, é um dos poucos a oferecer programas de Au Pair para pessoas de até 30 anos para a função de babá. Vancouver e Montreal também estão entre os destinos canadenses mais procurados, dando aos estudantes a chance de aprenderem as duas línguas oficiais do país: inglês e francês. Saiba mais sobre morar e trabalhar no Canadá neste post; e quanto custa o intercâmbio aqui.

2. Dublin

A Irlanda costuma atrair muitos jovens, mas também há espaço para quem já deixou os 20 e poucos de lado. A capital, Dublin, é uma das mais requisitadas devido a qualidade de vida, o número de ofertas em escolas e preços mais em conta quando comparada com outros destinos de intercâmbio, como a Austrália e o Canadá, por exemplo. Outro atrativo para o público mais velho é o salário mínimo, o segundo maior da União Europeia, de € 9,15 por hora. A cidade também aceita babás – por meio de Au Pair – com idade máxima de até 30 anos.

Confira quanto custa o intercâmbio para Dublin aqui!

3. Nova York

Esta é uma cidade que dispensa apresentações. Nova York é um mundo, onde dá para encontrar,numa mesma calçada, pelo menos umas três culturas e línguas diferentes. Mesmo que o processo de intercâmbio seja mais burocrático do que na Europa, o destino não deixa de atrair gente de diversos países em busca de oportunidades, novidades e um bocado de diversão. Programas de au pair são oferecidos aos montes, dando a chance de aliar estudo e trabalho para quem tem até 26 anos. Quem já passou dessa idade pode optar por bolsas em universidades, MBA’s, cursos de idiomas, entre outros, para dar um up na carreira.

4. Londres e Bristol

London calling, baby! Talvez esteja na hora de você ir até a capital da Inglaterra para dar uma sacudida nas coisas. O Reino Unido é bem popular entre os intercambistas, mas Londres ganha disparado na lista de interesses. Isso porque a cidade é cosmopolita, dinâmica, cheia de cultura e pubs de qualidade. Ah, como não é pra ir lá à toa, não podemos nos esquecer de mencionar que no país estão algumas das mais tradicionais e renomadas faculdades e escolas do mundo todo, como as Universidades de Cambridge e Oxford, além da London School of Economics and Political Science, a terceira melhor de UK. Vale a pena também consultar oportunidades em Bristol, que está se tornando a nova queridinha dos viajantes.

5. Paris

Ah, Paris…nunca é uma má ideia visitar a cidade do amor. Segundo a Organização Mundial de Turismo, a França é o país mais visitado do mundo e o que não faltam são motivos para essa viagem. Seja pelos negócios, pela cultura ou pela gastronomia, os viajantes adoram ouvir “bonjour” e “merci” no berço da língua francesa. Um dos grandes pólos da moda também atrai um público fashionista, que tem ali algumas das melhores escolas da área, assim como as de confeitaria, que são bastante cobiçadas. Os intercambistas também aprendem e aprimoram o idioma e podem trabalhar meio-período. Desde 2007 não é mais necessário solicitar uma autorização prévia para poder trabalhar, bastando assinar um contrato para formalizar o vínculo.

6. Berlim

Com efervescências culturais, muita informação histórica, atmosfera jovem e moderna, a capital alemã é um dos destinos mais procurados da Europa e atrai pessoas do mundo todo, intercambistas ou não. O ensino na capital alemã é um dos grandes destaques para os estudantes, que ali encontram ótimas oportunidades, como cursos baratos ou gratuitos, além de algumas das melhores universidades do mundo. Em termos de trabalho, é o lar de muitas empresas multinacionais, dando a chance de uma transferência do Brasil para a Alemanha, por exemplo, ou arrumar um trabalho de até 120 dias por ano em período integral ou até 240 dias em meio turno. É também uma boa chance para aprender ou aperfeiçoar a língua local, se enriquecer culturalmente e conhecer os países vizinhos.

7. Nova Zelândia

Quem tem caído nas graças dos brasileiros é a Nova Zelândia, um país tranquilo logo ao lado da agitada Austrália. Designada como “capital mundial da aventura”, ali é o paraíso dos adeptos aos esportes radicais, seja na neve, nos belos lagos ou no meio das montanhas. Paisagens deslumbrantes é o que não falta na ilha vulcânica. Além de atrair jovens e mochileiros, também tem espaço para famílias e pessoas acima dos 30, 40 ou 50 anos. Para pessoas de até 30, é possível tirar o visto Working Holiday, que une “férias” e trabalho por até 12 meses. Saiba mais sobre morar e trabalhar na Nova Zelândia neste post.

8. Buenos Aires

Esse pedacinho de Europa em plena América do Sul já é bem conhecido entre os brasileiros. A capital argentina é rica em cultura, patrimônio e gastronomia, com a vantagem de ser mais acessível do que o Velho Continente. Com a moeda local valendo menos do que o real brasileiro, a situação econômica fica mais fácil, além da adaptação mais fácil e a vantagem de estar “logo do lado” de casa. Os brasileiros não precisam de passaporte para viajar ao país e podem morar e trabalhar em BsAs sem grandes processos burocráticos. Porém, esteja atento ao mercado de trabalho e à inflação atual, que torna a situação um pouco mais delicada e, em certas circunstâncias, até mais caro do que viver no Brasil. Muitos estudantes optam por bolsas em universidades ou pelo aprimoramento da língua espanhola.

Confira nosso guia de Buenos Aires neste link!

 

9. Valência 

A terceira maior cidade espanhola está, enfim, ganhando o olhar de brasileiros. Valência é uma cidade vibrante e litorânea, consolidada ainda como a maior praia urbana da Europa – são 7 km de enseada! E não só isso, também está acostumada a receber intercambistas de todas as idades, que estudam e trabalham na região. Na Espanha, os estudantes internacionais tem a chance de solicitar permissão de trabalho de até 20 horas semanais, desde que esteja relacionado a algum programa de estudo. O mesmo acontece em Málaga, na costa sul do país, que também atrai pessoas do mundo todo.

 

Descoberta há muitos e muitos anos, a Ilha de Malta tem caído nas graças de turistas e intercambistas do mundo todo por vários motivos. Além de ser paradisíaco e ter um clima agradável, o país tem um dos menores custos de vida de toda a Europa, o que o torna ainda mais atraente. Ao sul da Sicília – onde tem casas de graça – o arquipélago permite que brasileiros com cidadania europeia trabalhem no local por até um ano. Fora isso, estudantes não podem trabalhar, apenas fazer estágio não-remunerado e devem no máximo 30 anos. Há escolas específicas para pessoas que já passaram dos 29, formando turmas com idades semelhantes. Saiba mais neste post.

Escolas para buscar informações: STB, CI Intercâmbio e Global Study.

Post por Brunella Nunes
Fotos: divulgação/escolas e agências de turismo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *