Em Turim (Torino, na Itália), a Antiguidade e o Barroco se encontram no museu egípcio mais antigo do mundo.

Esfinge que remonta ao ano de 1180 a.C. está exposta no museu. Foto: Roberto Venturini

O palácio da via Accademia delle Scienze foi terminado no século 17, mas foi ampliado e adaptado anos mais tarde para receber uma das maiores coleções do Antigo Egito de que se tem notícia  — o museu italiano é tido como o segundo mais importante do mundo, atrás apenas da coleção do Museu do Cairo.

Estátua da década de 1.200 a.C. mostra o rei Ramses II entre divindades.
Foto: Roberto Venturini

E como será que arte, arqueologia e história egípcias foram parar no norte italiano? Bem, um pouco antes de 1824, ano que foi aberto o museu, o cônsul da Itália no Egito Bernardino Drovetti vendeu sua coleção de múmias, papiros e estátuas para o então rei da Sardenha, Carlos Felix. Até meados dos anos 1930, o acervo foi crescendo com os passar das décadas graças às escavações comandadas por arqueólogos da península, que transportaram seus achados para Turim. Hoje, o local conta com 3.500 peças, entre elas 24 múmias humanas, 17 animais mumificados, centenas de bustos e fragmentos de estátuas que o tempo despedaçou.

Conjunto de estátuas no Museu Egípcio. Foto: Stefano Merli

A galeria dos sarcófagos expõe os melhores exemplares das tumbas egípcias confeccionados entre 1.100 e 600 a.C. Todos os papiros da papiroteca enfileirados atingem impressionantes 200 metros, sendo que o mais longo deles, o de Iuefankh, chega a 1.847 cm. Já na sala que abriga as estátuas dos reis ficam as representações do faraó Ramsés II e de Sethi II, que pesa incríveis 5 toneladas.

Uma das 24 múmias humanas que fazem parte do acervo do museu.
Foto: Stefano Merli

A última reforma do local durou cinco anos, e desde a reabertura, em 2015, o museu é sinônimo de modernidade e arrojo na Europa. A tumba da rainha Nefertari, que já havia sido saqueada antes de os arqueólogos a encontrarem, por exemplo, foi “reconstruída” graças a um vídeo em 3D, exibido aos visitantes.

O ingresso inteiro sai por 15 euros. Às segundas, o museu abre das 9h às 14h; de quarta a domingo, das 9h às 18h30. No mês de julho, sempre às sextas, o horário é expandido: o local fica aberto até as 22h30. A estação de metrô mais próxima é a de Porta Nuova (linha 1); de lá, chega-se ao museu, a pé, em dez minutos. Dezessete linhas de ônibus e trams têm paradas nas proximidades. Para quem estiver de carro, há um estacionamento próximo, acessado a partir da  Piazza Castello.

  • MUSEO EGIZIO DI TORINO
    Endereço: Via Accademia delle Scienze
    Acessível a pessoas com deficiência
    Possui uma cafeteria, a Pausa caffè

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