Sabia que Portugal tem um museu inteirinho dedicado ao azulejo? O Museu do Azulejo de Lisboa é um programa diferente para conhecer mais da história por trás deste elemento tão característico da cultura e da arquitetura portuguesa.

Além de ser um ótimo passeio para encaixar em um roteiro por Lisboa, o Museu Nacional do Azulejo também é responsável por conservar e estudar a evolução da cerâmica e do azulejo no país. Tudo isso pode ser entendido enquanto percorre-se um acervo de mais de 7.000 peças.

O espaço se encontra no edifício onde antes funcionava o antigo Mosteiro da Madre de Deus, fundado em 1509 pela rainha D. Leonor. Ou seja, espere encontrar-se com muita história durante a visita.

História do Museu Nacional do Azulejo

A semente para a criação do Museu Nacional do Azulejo de Lisboa surgiu durante uma exposição comemorativa aos 500 anos do nascimento de D. Leonor, fundadora do Mosteiro da Madre de Deus. Celebrada em 1957, a data foi marcada por um grande restauro no edifício, graças à Fundação Calouste Gulbenkian, que custeou as despesas.

Foto CC BY 2.0 Matthew Robey

Assim que a mostra terminou, em janeiro de 1958, a sede do antigo mosteiro foi integrada ao Museu Nacional de Arte Antiga, como forma de preservar seu patrimônio. Desde então, começou-se a cogitar a ideia da criação de um Museu do Azulejo, aproveitando os espaços. Em dezembro de 1965, ele foi efetivamente constituído como um anexo do Museu Nacional de Arte Antiga, status que preservou por cerca de 15 anos.

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Museu do Azulejo de Lisboa

Atualmente, a exposição permanente do museu inclui a visita às áreas da igreja, ao coro, à capela de Santo Antônio e à capela da Rainha D. Leonor. Nas alas conventuais do edifício, os viajantes se encontram com um panorama detalhado sobre a história do azulejo em Portugal desde o século 16 até a atualidade. Há ainda diversos objetos de cerâmica que pertencem à coleção e ajudam a entender esta história.

É como se o passado do país estivesse sendo narrado através desta arte tipicamente portuguesa. O passeio começa no térreo, onde se encontram justamente os azulejos mais antigos, além de uma explicação sobre o processo de fabricação deste material. A área é dedicada a exibir desde os primeiros registros de azulejos até aqueles usados no século 17, quando já eram parte fundamental da decoração portuguesa.

Na sequência, o primeiro piso é dedicado aos azulejos mais atuais e inclui até mesmo uma curiosa seleção de cerâmicas contemporâneas. Entretanto, a cereja do bolo está mesmo no segundo piso, onde encontramos um enorme painel de 23 metros que mostra como era Lisboa antes do terremoto que atingiu a cidade em 1755. Tudo feito em azulejo, claro.

Foto CC BY-SA 2.0 Vitor Oliveira

Embora o espaço seja principalmente dedicado aos azulejos portugueses, também podemos encontrar durante a exposição itens feitos em outros países, como Bélgica, Espanha, Holanda ou Inglaterra. É curioso comparar as diferentes técnicas empregadas na fabricação do material.

Ao longo do ano, o espaço recebe ainda diversas mostras temporárias. Para saber qual a programação do museu nas datas em que você vai estar em Lisboa, confira a agenda de exposições.

Onde fica

O Museu Nacional do Azulejo de Lisboa fica um pouco distante da rota turística tradicional. Ele está localizado na Rua da Madre de Deus, 4, no distrito de Xabregas.

É possível utilizar diversos meios de transportes para chegar ao local. De ônibus (ou autocarro, como os portugueses costumam chamar), prefira as linhas 718, 742, 794, que param em frente ao museu. Uma alternativa são as rotas 28 e 759, que deixam você a apenas cinco minutos a pé dali.

De metrô ou trem (comboio),  a caminhada sobe para 20 minutos. Nos dois casos, a estação mais próxima ao museu é a Santa Apolonia. Em compensação, para quem vai de carro, há um estacionamento em frente ao museu.

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Horários

De terça a domingo, das 10h às 18h

Última entrada às 17h30

Fechado às segundas-feiras, no Domingo de Páscoa, nos feriados do Ano Novo, 1º de Maio, 13 de Junho e 25 de Dezembro.

Foto CC BY-SA 2.0 Vitor Oliveira

Bilhetes

Os ingressos para o Museu do Azulejo custam € 5 (R$ 21). Visitantes com idade igual ou superior a 65 anos pagam meia entrada – ou seja, apenas € 2,5 (R$ 11).

Audioguias em português e inglês podem ser solicitados na recepção do museu, sem custo extra. Eles também podem ser baixados através de um aplicativo disponível para smartphones Android.

Para os cidadãos residentes em Portugal, a entrada é gratuita aos domingos e feriados até as 14h.

Quem sempre tem direito à entrada gratuita no Museu Nacional do Azulejo?

  • Crianças e adolescentes até 12 anos
  • Residentes legais na União Europeia em situação de desemprego
  • Pessoas com mobilidade reduzida (60%) e um acompanhante
  • Pesquisadores e profissionais da museologia ou da área de patrimônio
  • Guias turísticos
  • Grupos de amigos de museus, monumentos, palácios, castelos e sítios arqueológicos
  • Jornalistas em exercício de sua função (com comunicação prévia)
  • Professores e estudantes de qualquer nível, em visitas de estudos marcadas com antecedência

Em todos os casos, as condições para entrada gratuita devem ser comprovadas mediante documentação específica. Veja mais detalhes aqui.

Combo de ingressos

Ao adquirir ingressos para mais de uma atração, os visitantes podem se beneficiar das seguintes promoções:

  • Museu Nacional do Azulejo e Panteão Nacional: € 7 (R$ 30)
  • Museu Nacional do Azulejo, Museu Nacional de Arte Antiga  e Panteão Nacional: € 15 (R$ 63)
  • Museu Nacional do Azulejo, Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Museu da Música, Museu do Chiado, Museu Nacional de Arte Antiga, Museu Nacional do Traje, Museu Nacional do Teatro e Panteão Nacional: € 25 (R$ 105)

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Acessibilidade

Segundo o site do Museu Nacional do Azulejo, o espaço é completamente acessível para pessoas com diferentes tipos de deficiências físicas.

Deficientes auditivos podem usufruir de um videoguia disponível em língua gestual portuguesa e no sistema de signos internacional. Pessoas com deficiência visual têm à sua disposição um aplicativo de audiodescrição das exposições, que pode ser baixado no próprio museu ou no Google Play. Há ainda 17 réplicas tácteis dos azulejos para aprimorar a experiência de quem não pode vê-los, mas pode senti-los. Todos os itens são fornecidos gratuitamente.

Cadeiras de rodas são oferecidas aos visitantes que as necessitarem e o museu está todo equipado com rampas e elevador de acesso, incluindo lojas, restaurante, jardins e banheiros. O estacionamento conta também com duas vagas exclusivas para pessoas com deficiência, permitindo que todos desfrutem da visita.

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