A primeira vez que fui a Belém do Pará – como é conhecida – estava bem empolgada, porque essa é a terra de onde sai uma das coisas que eu mais amo no mundo: o açaí. Eis que em 2016 a capital paraense completa 400 anos, destacando-se por suas belezas naturais, seus recursos e ainda acaba de integrar a lista das 47 cidades criativas do mundo da Unesco.

O Pará é uma terra de muita personalidade e acaba nos surpreendendo com seus atrativos. Entre rios e trechos amazônicos, esta é uma viagem de descobertas, desde os novos sabores aos ritmos que não tocam nas rádios. Reunindo antigos traços coloniais e outros tão modernos, Belém é uma cidade fácil de se apaixonar e tem preços convidativos.

Deixe de lado a ideia de que “lá não tem nada pra fazer”, porque esta é uma das maiores injustiças que alguns destinos brasileiros sofrem. No lugar do tédio, a contemplação em cenários tranquilos; ao invés de funk, os movimentos graciosos do carimbó; na mesa, nada do tradicional suco de laranja; o refresco vem carregado de nomes exóticos, como o Taperebá, amarelinho, denso e delicioso. Conheça mais motivos para explorar a capital paraense:

1. A comida

A gastronomia paraense é diferente de tudo e tem sabores fortes, exóticos para o paladar de quem não é de lá. O açaí não é igual ao dos outros Estados; é bem mais encorpado, puro e sem açúcar. Ele acompanha goma de tapioca, peixe, camarão ou charque frito. Vale a pena provar ainda maniçoba, caruru, e o Tacacá, um tipo de “mingau” que leva tucupi (caldo extraído da mandioca), goma de tapioca cozida, jambu (erva que adormece a boca) e camarão seco. Um suco de taperebá, cupuaçu ou muruci caem bem com essas delícias, mas guarde espaço para os sorvetes.

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Fotos: Brunella Nunes

2. A arquitetura

Este é um dos maiores legados de Belém. Um passeio pela Cidade Velha nos leva de volta aos séculos 17, 18 e 19 pelas edificações que se encontram. Às margens do rio Guamá se concentram boa parte dos prédios coloniais, onde predominam azulejos portugueses, coloridas portas, arcos, além de detalhes barrocos e neoclássicos. Próximo ao Mercado Ver-o-Peso, antro do artesanato e dos ingredientes típicos, infelizmente muitos dos edifícios estão se deteriorando, resultado do descaso da Prefeitura. Ainda assim vale a pena visitar os palácios, igrejas, teatro e o forte.

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Belém

3. A paisagem

Um dos grandes recursos de Belém são certamente os naturais. Nisso entram as paisagens que encontramos na capital paraense, como o visual para o rio Guamá, o Mangal das Garças no Parque da Residência e o verde que cerca o Parque Zoobotânico/Museu Paraense Emílio Goeldi. A contemplação nos leva a uma paz indescritível.

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4. As ilhas

Belém é composta por 39 ilhas, que representam 65% do território da capital paraense. Num passeio de cerca de 40 minutos de barco é possível conhecer, por exemplo, a Ilha de Cotijuba. Banhada pela baía do Marajó, tem uma simplicidade deliciosa para quem quer se livrar da vida urbana, com a vantagem de ter praias tranquilas e de água doce, já que são fluviais. No Verão, é um dos destinos mais procurados pelos locais que querem fugir do calor.

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Fotos: Brunella Nunes

5. A cultura

A cultura diversificada do Pará deixa um legado importante no Brasil. Independente dos gostos pessoais de cada um, temos que reconhecer o lado criativo pulsante dos paraenses, seja nas artes, na música, no cinema e até no modo de vida. As danças típicas como o carimbó e o lundu, o folclore com raízes amazônicas, o tecnobrega, o artesanato indígena e tantas outras coisas que marcam a região mostram o quanto temos a aprender e conhecer dentro do país.

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Foto: Brunella Nunes

Post por Brunella Nunes

5 comentários

  1. Além dos motivos citados neste post, acrescentaria mais alguns!

    – a vida noturna: agitada e bem variada! Tem de festas de aparelhagem (que tocam o famoso tecnobrega) até rock bars clássicos. De pocket shows em lojas de discos a festas de lambada/música caribenha.

    – a cultura: a cena musical da cidade vive um momento bem efervescente. Gaby Amarantos é apenas o nome mais conhecido de uma leva de artistas que inclui Dona Onete, Félix Robatto, Felipe Cordeiro, Aíla, Natália Matos, Molho Negro e muito mais.

    Escrevi no meu blog 10 dicas de coisas para fazer em Belém que não costumam estar nos guias da cidade. Espero que sejam úteis para os futuros visitantes deste post! https://www.mochileza.com/belem-guia-da-cidade/

    Abraços!!!

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