Visitar o Mercado Central de Santiago é um passeio clássico para quem está de passagem pela capital chilena. O prédio construído em 1872 e tombado como Monumento Histórico da cidade por si só já é uma grande atração, mas quem tem a oportunidade de ir pessoalmente ao mercado consegue saborear a típica culinária chilena, além de encontrar produtos fresquinhos caso queira preparar um jantar especial no hostel.

Bem no coração da cidade, pertinho da Plaza das Armas, o Mercado Central de Santiago tem dois andares e 240 boxes comerciais, incluindo barracas, peixarias, padarias, mercearias, restaurantes, lojas de artesanato e até açougue.

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Como chegar ao Mercado Central de Santiago

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Foto: Wikimedia Commons

De maneira geral, a região onde fica o Mercado Central de Santiago é considerada perigosa e ponto de batedores de carteira. Por isso, o ideal é cuidar de seus pertences e evitar usar joias ou relógios caros no dia que resolver fazer o passeio.

O fato de ser em uma área com gente esquisita não deve te afastar do tour, ok? Basta ficar atenta e observando tudo ao seu redor como todo bom e velho brasileiro já é acostumado a fazer.

Para chegar até lá, você pode ir de Uber e descer praticamente na porta de entrada. De metrô, basta pegar a Linha 2 e descer na Estação Cal y Canto, a mais próxima do mercado. Por ser pertinho da Plaza das Armas (quatro quadras de distância) e bem no centrão de Santiago, você pode ir a pé, apreciando a arquitetura ao redor.

Novamente, só fique atenta, porque as ruas são estranhas e geram essa sensação de insegurança. O percurso é feito pela Calle Veintiuno de Mayo.

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O que fazer no Mercado Central de Santiago

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Foto: Davidlohr Bueso

O Mercado Central de Santiago é amplamente frequentado por moradores locais que vão até as peixarias (o carro-chefe do mercado) para comprar produtos para cozinhar em casa. Se você não for comprar carnes e verduras para preparar algo no hostel, a caminhada pelos boxes será rápida e muito mais a título de curiosidade do que garimpando coisas para comprar.

As lojinhas de artesanato possuem itens bonitos, mas nada muito diferente do que você encontra em outros cantos da cidade — vale mais a pena ir à feira em frente ao Cerro Santa Lucía. A grande atração é se jogar na gastronomia em um dos mais de 50 restaurantes na praça de alimentação, no segundo andar.

A maioria dos estabelecimentos terá opções com peixes, tábua de mariscos, ceviche e outros frutos do mar. As refeições não são requintadas, apesar de que muitas podem ser acompanhadas de um vinho chileno maravilhoso, e os restaurantes nada mais são do que tendas com mesinhas.

Foto: CucombreLibre

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Vale a pena dar uma olhadinha no menu do Donde Augusto, estabelecimento famoso por servir centolla, um tipo de caranguejo gigante que só se encontra no Chile — se gostar da iguaria, faça o possível para saboreá-la. O preço não é dos melhores, na faixa de R$ 400 uma centolla inteira, mas que experimenta diz que vale o preço (e você pode pedir só um pedaço).

O El Galéon e o La Joya del Pacífico também têm pratos com centolla, além do clássico “locos a la ordem” à base de frutos do mar. Para tentar economizar, já que esses três restaurantes citados anteriormente são os mais caros e tradicionais, dê uma passadinha no Rincón Marino, também com pratos à base de frutos do mar, só que mais em conta.

O Emporio Zunino, que fica na parte de fora do mercado central, é bem conhecido por conta de suas empanadas com recheios variados. Se quiser só fazer um lanchinho, faça sua pausa nele. Dê a volta em torno do prédio, pelo lado de fora, que irá encontrá-lo!

Já adiantamos que um almoço não será barato, mas tudo é tão tradicional e preparado aos moldes clássicos da cidade que, se tiver graninha no orçamento, se permita durante sua viagem — quando será a próxima oportunidade que você terá de visitar Santiago? Pense nisso!

Foto: Wikimedia Commons

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Outro probleminha, além do preço altos de qualquer refeição feita lá dentro, é que os funcionários dos restaurantes são chatos e ficam quase te puxando pelo braço para entrar em um dos estabelecimentos. É uma caça ao turista que muitas vezes dá nos nervos.

Diferente do Mercado de Belo Horizonte, do Mercadão de São Paulo ou do Mercado Municipal de Curitiba, por exemplo, que são bons exemplos aqui no Brasil bem organizados e limpinhos, o Mercado Central de Santiago é undergroung, sujão com o piso molhado pelo gelo derretido e tem cheiro forte de peixe. Mesmo assim, o lugar é um clássico na cidade e faz parte do roteiro de muitos passeios.

Nós não o consideramos como um tour obrigatório, ainda mais pelos preços “pega turista”, mas sem dúvidas rende um olhar diferente sobre a cidade de Santiago.

Se for só conhecer, um giro de 30 minutos será suficiente para dar uma olhadinha na construção e também nas esculturas presentes dentro do mercado. Se resolver almoçar por lá, reserve pelo menos duas horas do seu dia.

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Mercado Central de Santiago

  • Endereço: San Pablo, 967
  • Metrô: Pegue a Linha 2 e desça na Estação Cal y Canto
  • Horário de funcionamento: aberto todos os dias, das 6h às 17h

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