A leitura é uma das grandes companhias dos viajantes, seja no avião, no trem, no ônibus ou num café em alguma parte do globo. Unindo duas paixões, selecionamos livros sobre viagem, amores e sonhos para te inspirar, seja em casa ou em qualquer lugar do mundo. 

Com uma variedade de autores nacionais e estrangeiros, os livros sobre viagem abordam diversos aspectos da jornada pessoal de personagens reais ou fictícios. Aqui temos relatos deliciosos de mulheres que decidiram partir rumo ao desconhecido, mudanças de vida, aventuras alucinantes, histórias de perdas e ganhos. 

Há também histórias sobre solidão e imensidão, que caem como uma luva para quem viaja solo ou quer apenas se isolar do mundo. Os livros sobre viagem nos encorajam a partir e a buscar pelo autoconhecimento, a peregrinação que nunca termina, só se renova a cada estação. 

Ninguém melhor para falar sobre viagens solitárias do que Amyr Klink. Fazendo uma travessia no oceano Atlântico pela primeira vez a bordo de um barco à remo, o navegador solo vive momentos intensos, registrados nas páginas do livro, lançado em 1985. Vacinado contra a solidão, ele narra os percalços da experiência que contou com a companhia de tubarões, visões de uma baleia e diálogos com objetos de bordo que ganharam vida na imaginação de Klink. Uma viagem fascinante para mergulhar de cabeça.  

Foto: divulgação

Considerado uma das melhores companhias de viagem, o escritor colombiano passa por quatro cidades em doze contos peregrinos. A coletânea marcada pela sensibilidade e senso de humor do autor foi baseada em mais de 90 histórias e contos sobre a visão de latinos em território europeu, levantadas e reunidas por Gabo. Abordando a solidão através de histórias de amor, morte e poder, o livro se passa em Barcelona, Genebra, Roma e Paris.

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Sabe aquela história de largar tudo e recomeçar a vida num lugar totalmente novo? O autor e sua esposa foram para um dos destinos mais inspiradores do mundo em busca de um sonho. No premiado livro, o ex-publicitário inglês narra as descobertas e surpresas da rotina numa casa rural no sul da França, passando pela gastronomia, a cultura e a adaptação aos hábitos interioranos. Em meio a um cenário pitoresco, a leitura flui deliciosamente e faz qualquer mortal sonhar com um pedacinho de Provence para chamar de seu. 

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  • Queria ter ficado mais
  • Por Barbara Heckler, Bruna Tiussu, Cecília Araújo, Cecilia Arbolave, Clara Averbuck, Clara Vanali, Florencia Escudero, Isis Gabriel, Ligia Braslauskas, Lívia Aguiar, Luciana Breda e Olívia Fraga.

Um dos livros mais criativos, assim como tantos outros da editora Lote 42, a coletânea de cartas é embalada de forma propriamente dita, onde cada uma das 12 autoras compartilha histórias deliciosas de suas jornadas ao redor do mundo. Passando por Istambul, Tóquio, Nova York e Buenos Aires, essas mulheres narram suas vivências como se conversassem com uma amiga por meio de correspondência, junto a belíssimas ilustrações em aquarela de Eva Uviedo em cada envelope. Queria ter ficado mais é também uma ótima opção de presente, mesmo que seja para você mesma. 

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Qual peregrino nunca pensou em fazer o caminho de Santiago de Compostela? Sob o olhar e experiência do renomado escritor, acadêmico e diplomata, o livro relata a própria jornada de Jean no Caminho do Norte, considerado o menos movimentado até o destino final, mas ainda assim longínquo: são 800 km. É claro que depois de andar tanto tenha colhido muitas histórias e reflexões, cheias de humor, personagens inusitados e motivações que surgem não no início, mas no meio da aventura. 

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Alain Botton é um dos grandes nomes da filosofia contemporânea, sempre abordando temas que permeiam a vida cotidiana. Em A Arte de Viajar, aborda a constante busca da felicidade por meio do deslocamento, trazendo uma reflexão sobre motivações para as viagens, o ato de largar tudo para trás ou de enfrentar o desconhecido. Por vezes, não há barreiras de idioma, distâncias e até financeiras que impeçam alguém de simplesmente partir para outra cidade. O escritor passa por lugares mais e menos admirados de Barbados, Amsterdã, Madri, Provence e o deserto do Sinai, com seus apontamentos e descobertas itinerantes.

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Ao embarcar num navio de cruzeiro rumo ao Caribe com os avós, a quadrinista Best Seller do The New York Times encontrou inspiração o suficiente para preparar uma novela gráfica. Ao longo da jornada de sete dias, a autora acaba se deparando com novos aprendizados e descobertas familiares, que a levaram a novas janelas do autoconhecimento. Com graça, narra seus anseios sobre compaixão, amor, cuidado e velhice nas páginas que unem quadrinhos e uma história que dialoga com todos nós.  

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Com apenas 98 páginas, o livro é uma coletânea sobre a relação afetiva do autor com a vida ao ar livre, mais especificamente com a praia. A coletânea de textos curtos revisita anos 1960 e 1970, quando Pauls passava períodos de veraneio entre infância e adolescência no litoral de Buenos Aires. Imerso em lembranças no formato de prosa, recorda dos corpos seminus sob a luz do sol, os livros que leu durante as férias e episódios que marcaram sua vida, como quando quase se afogou. Fotografias impressas despertam ainda mais o cenário na mente do leitor.

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Depois da repentina morte da mãe, a autora viu parte da vida familiar ruir, incluindo o casamento. Aos 26 anos ela decide mudar os rumos da vida e embarca numa aventura: trilhar sozinha a Pacific Crest Trail (PCT), que tem 1.770 quilômetros, atravessando a costa oeste dos Estados Unidos. Sem experiência alguma, Cheryl seguiu por três meses na caminhada mais longa de sua vida até então, que a levou a uma jornada de transformação pessoal. Entre frio, calor, sede, fome, solidão, exaustão e redenção, ela narra os percalços e intensos da viagem que, tempo depois, virou filme estrelado pela atriz Reese Witherspoon.

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Quem já esteve entre os antigos edifícios de BsAs entende como é se apaixonar nas noites de tango e vinho. A capital argentina é descrita em detalhes por Hugo, personagem que deixa o Brasil para viver um romance, que acaba tomando outro rumo. Isso não impede que essa seja uma história de amor e afetos, seja por um lugar, pela comida, pela música, por novos amigos e pela vida ameaçada com a descoberta de uma grave doença. Vale pegar o caderninho para anotar os locais descritos pelo autor, como a Confeitaria Ideal e a Livraria Caligari. 

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O livro premiado conta a trajetória do aposentado Harold Fry, que numa manhã qualquer sai para enviar uma carta de resposta a uma velha amiga, que está sucumbindo ao câncer e não tinha contato com ele há muitos anos. No caminho até o correio, é convencido de que precisa entregá-la pessoalmente e assim inicia uma peregrinação nada planejada, que o leva a cruzar a Inglaterra. O caminho cheio de lembranças, reflexões e encontros traz à tona sentimentos como arrependimento, amor e amizade. E a pergunta: será que ele encontrará a amiga ainda em vida? 

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Da mesma autora de Sob o sol da Toscana, o livro narra outros relatos de viagem em território italiano, mais precisamente dando detalhes sobre o cotidiano na região que conquistou seu coração. São mais de 20 anos vivendo na Itália, mas dessa vez também resgata na escrita as memórias de infância na Califórnia, descrevendo as impressões sobre a arte renascentista, a gastronomia e cultura de Toscana e os afazeres do lar restaurado que comprou, chamado Bramasole.

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Para historiadores de coração e vocação, o livro mostra como Paris influenciou muitos brasileiros que transitaram entre os dois países. Tendo as ruas da capital francesa como pano de fundo, acompanhamos a trajetória de personalidades como Oscar Niemeyer, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Heitor Villa-Lobos e D. Pedro I e II. Da efervescência cultural dos anos 1920 à arquitetura modernista, passeamos junto ao autor por diversos pontos da cidade, com boas doses de descobertas. É um olhar diferente e único para Paris, alimentando a imaginação do leitor que, ao revisitá-la, poderá fazer uma conexão entre personagens icônicos do Brasil e a Cidade Luz. 

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Depois de um ano sabático longe do trabalho, dos amigos e da família, a jornalista descobriu sua verdadeira vocação: viajar. Sem conseguir se readaptar à antiga rotina, pediu as contas no trabalho e planejou uma volta ao mundo, focando em experiências que enriqueçam suas habilidades. Assim ela passa por aulas de culinária no hotel Ritz, por uma oficina de escrita em Praga, pelas danças e a música cubana e chega nas gueixas de Kyoto. A cada aprendizado, surgia uma nova escrita para rechear as páginas do livro. Até que, um belo dia, surge um certo alguém no Japão, que pode inclusive mudar o rumo da história. A autora tem muitos outros livros sobre suas viagens independentes. 

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Um dos romances mais emblemáticos entre todos os viajantes, On the Road segue como leitura obrigatória para quem adora cair na estrada ou tem sede por novas aventuras. Na história acompanhamos a viagem louca de dois jovens amigos atravessando o Estados Unidos pela estrada Rota 66. Fato curioso é que com a obra Kerouac inaugura, de maneira vanguardista, um jeito único de contar uma boa história, captando sons por meio da escrita, o que traz doses de vivacidade, lirismo e transgressão para o livro publicado em 1957, que terminou por influenciar o movimento de contracultura do século 20. 

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