Judeus chassídicos, braço do ortodoxismo, mulheres com turbantes, árabes e suas túnicas, jovens que dançam entre as mesas de bares na via Ben Yehuda. Assim é Jerusalém!

A movimentada rua Ben Yehuda. Foto: Nina A.J.G.

Mesmo após séculos de disputas religiosas, Jerusalém tenta seguir sendo uma dezena de cidades diversas que convivem (quase sempre) pacificamente: o forte armênio; os conventos franceses, alemães, belgas; as mesquitas e sinagogas; o Cenáculo dos católicos e dos cristãos sírios.

Vista das duas mesquitas, a de Al-Aqsa e o Domo da Rocha. Foto: Dennis Jarvis

O fascínio da Bíblia e do Corão, a cena noturna que faz frente às das maiores capitais europeias, o extraordinário Museu de Israel que expõe a “edição” mais antiga dos Dez Mandamentos e também uma excepcional coleção de arte contemporânea. A cidade é um lugar que não se termina nunca de descobrir. E onde se entende porque a “modest fashion” não se resume apenas à moda islâmica: armênias, muçulmanas, judias e cristãs se vestem do mesmo jeito em Jerusalém, com as cabeças cobertas, mangas longas e saias que chegam aos tornozelos. Quem visita a cidade percebe grande variedade, mas também harmonia: por lá, tudo é semelhante e é diferente ao mesmo tempo; tudo parece arraigado às tradições, mas com um pé no presente.

A ‘modest fashion’ preza pela discrição. Foto: Muffin

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Mas do que “o que ver” é bom saber como ver Jerusalém. Por exemplo, as mesquitas não podem ser visitadas no sabá, pois o acesso se dá pela passarela ao lado do Muro das Lamentações e não se entra ali enquanto os judeus celebram a data. Em todos os outros dias, os horários são limitados: até as 10h30 e depois das 12h30 às 13h30. O bairro armênio, uma cidadela fortificada por altos muros, não se visita nunca, mas os armênios são conhecidos pela gentileza, por isso, com sorte, em um dia qualquer, talvez você consiga assistir à função religiosa na Igreja dos Arcanjos Sagrados ou até na belíssima catedral de São Tiago.

Sacerdotes no bairro armênio de Jerusalém. Foto: Chany Crystal

O acesso também é vetado nos locais de culto na chamada Esplanada das Mesquitas, ou Monte do Templo. No entanto, vale muito à pena visitar o lugar apenas para admirar a imponência das construções. A Mesquita de Al-Aqsa e Domo da Rocha, duas das mais antigas estruturas do mundo muçulmano, construídas no século 7º, ficam ali.

O Domo da Rocha, que fica na Esplanada das Mesquitas. Foto: Andrew Kalat

Ao sair da esplanada, começa-se a entrar no coração da Jerusalém cristã, apesar de se estar ainda na zona muçulmana. Ficam por lá o monastério de Sant’Ana e o Tanque de Bethesda, localidade que, segundo o Novo Testamento, Jesus curou um paralítico, da Igreja da Assunção e o Jardim de Getsêmani, para onde, diz o Evangelho, Jesus se dirigiu para orar depois da Última Ceia e foi preso pelos romanos.

Ruínas do Tanque de Bethesda. Foto: Larry Koester

Seguindo pela colina se chega ao topo do Monte das Oliveiras, onde igrejas e locais de culto se enfileiram, da Igreja do Pai Nosso à Igreja de Maria Madalena. Mais abaixo, no Vale do Cédron, o antigo cemitério e quatro mausoléus, entre eles aquele que arqueólogos identificam como a tumba de Zacarias, o pai de João Batista.

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