Quer se desligar de tudo? Então vá para a Ilha do Cardoso, que tem praias desertas e muito sossego em plena São Paulo. A 308 km da capital, já quase na divisa com o Paraná, a região sem energia elétrica é parte do município de Cananeia e tem a Mata Atlântica ocupando 90% de seu território, dividindo espaço com pescadores, pesquisadores e índios guaranis.

Neste éden esquecido não entram carros, apenas barcos (escuna ou voadeira), que levam os turistas e moradores até o parque estadual de 130 km². O trajeto já começa com botos aparecendo para dar aquele ‘oizinho’ e, com sorte, golfinhos também dão o ar da graça, deixando o visual rodeado por vegetação e picos de quase mil metros de altura ainda mais surreal. Para quem está em São Paulo, fica realmente difícil de acreditar!

Se não der para vê-los no dia, há passeios em busca destes mamíferos encantadores pelas águas de Itacuruçá, por R$ 100 (com mínimo de cinco pessoas inclusas). Os barqueiros saem do píer da Vila de Marujá, uma comunidade de 51 famílias, onde há mais infraestrutura e atividades que fortalecem o turismo comunitário.

Chegando no Núcleo Perequê, o público é recebido por guias, que explicam e ressaltam a biodiversidade regional. De lá, seguem rumo à passarela de madeira que leva ao mangue, uma das principais atrações locais. Depois de um quilômetro de caminhada, os pés enfim repousam nas areias da praia do Pereirinha, com limite de até mil visitantes circulando no local.

Tudo na ilha é comandado por famílias, como é o caso dos restaurantes e pousadas, que são casas antigas adaptadas e devem ser reservadas com antecedência. A pousada da Teca, na Enseada da Baleia, oferece hospedagem, traslados, refeições e passeios. Na Vila do Marujá, uma das opções é a pousada Beira Mar, que também realiza traslados, e a Recanto do Marujá, que dispõe de all inclusive e camping. As diárias na região ficam entre R$ 50 e R$ 200, dependendo da temporada. Há ainda quem fique em hotéis de Cananeia, aproveitando para conhecer o belo centro histórico.

A simplicidade é uma constante, então não espere nenhum tipo de luxo que seja maior do que o contato com a natureza. A falta de energia elétrica é compensada com o o céu estrelado durante a noite, gerador de luz, água encanada e chuveiros com aquecimento a gás nas propriedades. E isso basta para aproveitar os dias de pura conexão com a tranquilidade, longe do Wi-Fi e do sinal de celular.

Não deixe de conhecer as piscinas naturais nas praias da Laje, Ipanema, Fole Grande e Fole Pequeno, além das cachoeiras Grande, Cambriú, Serra e Ipanema. Alugar uma bicicleta (R$ 30 por dia ou R$ 4 a hora) parece essencial para encurtar as distâncias e aproveitar ao máximo o tempo, que por ali nem corre tão rápido.

Para informações adicionais, entre em contato com as comunidades:

Enseada da Baleia: (13) 3852-1163

Pontal de Leste: (13) 3852-1164

Marujá: (13) 3852-1161 – www.maruja.org.br

Não se esqueça de sempre praticar o turismo consciente!

Confira quais são as melhores praias do litoral paulista

Post por Brunella Nunes
Fotos: reprodução/pousadas 

8 comentários

  1. Não me cabe em palavras a gratidão por cada matéria lida ate agora, tem de tudo, e o melhor, a gente acaba “descobrindo” lugares que muitas vezes está bem do nosso lado.

    1. Que lindo, Dayane! ;~~~~~

      Obrigada por acompanhar o Quanto Custa Viajar! Que você faça muitas viagens legais! 😀

      Abs

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