Isolada no Pacífico, pouca gente no Brasil já ouviu falar dela. A discreta ilha das Marianas Setentrionais surge no meio do encantador mar azul claríssimo que engloba as Filipinas. Embora pertença aos Estados Unidos, está a muitas milhas de distância do continente, o que a torna um dos paraísos mais remotos do mundo.

São apenas 20 km de território em toda a sua superfície, tomada por paisagens magníficas, clima agradável o ano todo e praias ideais para a prática de mergulho ao redor de 15 ilhas. Navios naufragados, como Shoun Maru – uma relíquia da Segunda Guerra Mundial, episódio intensamente ligado à história das ilhas -, recifes de corais e paredões submarinos são algumas das atrações debaixo d’água cristalina.

É em Saipan, capital e principal porta de entrada para as ilhas Mariana, que estão concentradas praias muito semelhantes às do Caribe. Com vento agradável, areia branquinha, mar azulão e cristalino, elas fazem a alegria dos viajantes que buscam por uma vida mais relax, especialmente na ilha Managaha. Também se destaca por suas lojas, hotéis modernos, atividades de aventura e várias opções de bares e restaurantes.

O arquipélago com quase 4 mil anos de existência se mantém como lar para as tribos indígenas Chamorro e Carolinan, que espalham seus costumes por festividades ao longo do ano. O Flame Tree Arts Festival é um dos principais acontecimentos do ano, reunindo arte e performances. Se não estiver por lá a tempo de vê-lo, não tem problemas. Vá à feira de rua semanal Garapan Street Market para conferir as produções artesanais e quitutes locais.

Garapan fica animado ao longo dos 365 dias do ano, já que ali é o centro comercial e turístico da região. De lá é possível seguir para todos os atrativos da bela ilha. Alguns de seus principais recursos naturais têm uma narrativa bem triste por trás, como é o caso do penhasco Banzai e o Suicide Cliff, ou Penhasco do Suicídio, onde japoneses se jogavam durante os conflitos de guerra para não ter de se render às forças armadas americanas.

O melhor visual, porém, é a partir do Okso Tapochau, um mirante com vista privilegiada para Saipan, além de ser alvo de peregrinação católica.

Em Rota os visitantes encontram “a ilha mais amigável do mundo“, como ficou conhecida. A hospitalidade carinhosa é uma das principais qualidades dos moradores, que procuram tratar todos como parte da família. Aproveite para se deliciar com boas opções gastronômicas, baseadas em frutos do mar e da terra, como batata doce e caranguejos com coco, chamados de ayuyu.

Seu charme se prolonga por capelas de estilo alemão, um convento espanhol, uma locomotiva japonesa do período pré-Segunda Guerra Mundial, engenhos de açúcar, vilas e aldeias que revelam heranças culturais diversas. As atrações contam um pouco das dominações de território que Mariana passou ao longo do tempo, começando pela Alemanha, Espanha e depois o Japão, até chegar no comando norte americano.

Além disso, existe uma grande variedade de pontos de mergulho, incluindo por paredões, naufrágios submarinos e formações de corais. Nas cavernas Blue Hole e Grotto os mergulhadores encontram mistérios das profundezas aquáticas entre passagens submersas e podem ver várias espécies, como arraias, peixes-palhaço, enguias, peixes-papagaio e tubarões.

Um lugar curioso é a Caverna de Tonga, usada por japoneses como hospital improvisado durante a Segunda Guerra. Depois se tornou abrigo da população contra os temíveis tufões. Em seu interior se vê a beleza natural de estalactites e estalagmites. Já na Marianas Trench Cave Museum, algo mais inusitado ainda: um museu instalado dentro da caverna.

No Santuário de Pássaros Chenchun, localizado numa intocada floresta de calcário, vivem uma porção de aves marinhas, que tornam o parque um ponto de observação de pássaros. Um mirante oferece vista panorâmica para os arredores, tornando-se um dos principais atrativos de Rota.  O passeio pode se estender até o sítio arqueológico de Mochong, onde há formações rochosas com mais de 3 mil anos de idade, chamadas de pedra latte. A maior concentração delas, porém, é na pedreira As Nieves.

Onde ficar

Não há grandes redes hoteleiras nem hostel ao redor da ilha Mariana. Assim sendo, casas particulares, hotéis, resorts e pousadas mais simples são os tipos de acomodações disponíveis. O café da manhã é sempre pago a parte. Entre as opções está o Kanoa Resort Saipan, coladinho com a praia e a 6 km do Clube de Golfe Coral Ocean Point.

O Fiesta Resort & Spa oferece suítes amplas, três piscinas, quadras de tênis, área de recreação para crianças e tratamentos de bem-estar. O Surfrider Resort Hotel se destaca por oferecer café da manhã americano já incluso no valor da diária, além de ser pé na areia.

O Saipan World Resort se assemelha bastante com os grandes resorts ao redor do mundo, cheio de opções de lazer e com quartos deluxe com vistas panorâmicas. O Rota & Resort Country Club é uma hospedagens mais luxuosas da região, oferecendo um campo de golfe próprio, piscina e quartos com vista para o jardim ou para o mar.

Como chegar: os turistas podem chegar tanto por Saipan quanto por Rota. O número mais frequente de voos diretos é para Saipan, a partir de Hong Kong ou Coreia do Sul. Quem vem do Estados Unidos geralmente faz conexão em Guam, a ilha vizinha. De lá é possível pegar outro voo para Saipan ou Rota. Cruzeiros e iates fazem o percurso ocasionalmente.

Fotos: divulgação/Turismo do Estados Unidos

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