Ao sul de Fortaleza e praticamente no meio do caminho entre a capital cearense e Natal, no Rio Grande do Norte, a cidade de Fortim mantém-se (na medida do possível, claro) como um oásis no nordeste brasileiro, tão visitado e procurado por turistas de todo o país em todas as estações do ano.

Por lá, o sotaque francês divide o protagonismo com o português local: não é raro estar dando uma volta pela praça da igreja e esbarrar em alguém que visitou o vilarejo e decidiu não voltar mais para a casa (Stanislassia Klein, dona da elegante pousada Stella Cadente, e Fany, proprietária do bar que leva seu nome, são apenas dois exemplos de emigradas apaixonadas).

No horizonte, moinhos de vento que geram energia (crédito: Marcelo Isola)

Pequeno e com moinhos de vento geradores de energia elétrica compondo a paisagem, o município tem características diversas, a depender da praia que se escolhe para ficar: há um trecho até que bem badalado e outro mais rústico, com infraestrutura mais acanhada. A praia Pontal do Maceió conserva uma vibe de point meio inexplorado, perdido entre instâncias turísticas mais tradicionais (está a menos de 140 km de Pipa, localidade sonhada por muita gente que pega um avião no sul do país em direção aos paraísos tropicais, quase sempre quentes e ensolarados, que o Nordeste abriga). É em meio ao sossego e entre poucos visitantes que o mar e o rio Jaguaribe se encontram, num cenário único e inesquecível.

O rio é uma das grandes atrações locais: do mirante da Barra, descortina-se um cenário idílico, no ritmo dos barquinhos dos pescadores locais, que atravessam as margens de um lado a outro — foram eles que, aliás, ajudaram a manter tranquilidade no Pontal, reconhecido por seu turismo sustentável. São esses profissionais que abastecem a deliciosa culinária local, que investe pesadamente nos pescados e frutos do mar que chegam frescos aos restaurantes e bares locais – e por preços bastante convidativos. A moqueca de arraia é uma das especialidades de Fortim que vale a pena ser provada.

Dá para alugar um barco ou comprar um passeio de catamarã para navegar no Jaguaribe. Quem escolhe a primeira opção, mais cara, pode combinar quanto tempo levará o tour; já a segunda dura, em média, duas horas. Durante o passeio, dá para se observar as construções cinematográficas que ladeiam a margem do rio, na Barra do Fortim.

Barcos de pescadores “estacionados” no Pontal do Maceió (crédito: Marcelo Isola)

Além de relaxar e contemplar, em Pontal do Maceió pode-se praticar o kitesurfe, modalidade que precisa de ventos que soprem livremente, sem obstáculos, para ser praticada — o Canto da Barra, outra praia paradisíaca local, é um dos principais destinos para a prática do esporte no Brasil. Quem busca mais luxo e comodidade tem no Hotel Vila Selvagem sua morada enquanto estiver em Fortim: à beira-mar, a hospedaria conta com SPA  exclusivo e restaurante instalado no terraço, que conta com uma bonita vista da praia.

Rede nas dependências do Vila Selvagem, que fica em frente ao mar (crédito: Marcelo Isola)

Já no Canto da Barra, um complexo urbanístico turístico e residencial, que chegou para mudar radicalmente a paisagem local, está se expandindo. O Praia Canoé já inaugurou boa parte de seu complexo. O hypado Jaguaribe Logde & Kite, que integra o empreendimento, tem cumprido o que o projeto prometeu desde o início: lazer, diversão e luxo em frente do mar.

Badalação para uns, calmaria para outros: a praia de Ponta das Agulhas é o destino certo para quem busca a paz e a tranquilidade que só uma praia deserta (ou semideserta, vai depender da época do ano) pode proporcionar. Dá para chegar até lá a pé, caminhando do Pontal, quando a maré estiver baixa – o caminho de areia também é vazio e bem selvagem. Quem faz o caminho oposto, em indo em direção ao rio, já na Praia do Forte, se depara com cavernas naturais e falésias superfotogênicas.

Texto por Lívia Scatena, fotos por Marcelo Isola

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