Saiba por que mesmo sendo alvo de atentados, é possível viajar ao país com tranquilidade. Diferente do que muitos pensam, o Egito não é um país perigoso e o governo tem fortalecido a segurança em áreas turísticas.

Uma das grandes questões que passam pela cabeça antes de comprar os tickets para conhecer as pirâmides é: mas será que é seguro? Instabilidade política e atentados nos últimos anos fizeram com que o país saísse um pouco das revistas de viagem e aparecesse com mais frequência nos noticiários internacionais – com uma pitada de sensacionalismo da mídia ao retratar o mundo árabe. O resultado foi uma redução drástica do turismo desde a Primavera Árabe, em 2010. Mas o que não sai nos jornais é o esforço que o Egito tem em reforçar sua segurança, garantindo uma estrutura superior a muitos países da Europa para evitar atos de terroristas.

Segurança reforçada

Desde o aeroporto, é obrigatório passar por um detector de metais. E isso não é só na sala de embarque e desembarque, é na entrada principal do aeroporto mesmo, ninguém entra sem passar por essa revista. Há também detector de metais no metrô, nos pontos turísticos como o Museu Nacional, no Cruzeiro, em igrejas cristãs, em muitos Cafés e nos principais hotéis – nos de 4 e 5 estrelas há ainda a presença da Polícia Turística, que inspeciona todo veículo que se aproxima. Durante a minha viagem a Dahab (550km de Cairo, na fronteira com Israel) o nosso ônibus foi checado oito vezes pela polícia local, um procedimento rotineiro para quem faz esse trajeto. Não só passaportes e vistos eram checados, mas também malas e bolsas eram revistadas pelo menos uma vez.

Para entrar em atrações turísticas, como a famosa mesquita Citadel, é necessário passar por um detector de metais e ter bolsas revistadas.

Há risco de atentados?

Claro que sim. Assim como existe na Europa e nos Estados Unidos – e eu tenho certeza que você não deixa de ir para lá por causa disso. Mas o país tem cada vez mais aumentado a segurança nas áreas turísticas para garantir com que pessoas como eu e você se sintam tranquilos para aproveitar as belezas egípcias. Cuidados extras são sempre bem-vindos, por isso eu evitaria qualquer viagem a zonas de conflitos como o Norte do Sinai.

O Egito é perigoso?

Não. A chance de você ser assaltado fazendo turismo no Egito é muito pequena. Furtos e roubos são pouco frequentes no país, o que te permite ficar despreocupado quanto a isso. Andei tranquilamente pelas ruas de Cairo diversas vezes à noite sem medo – há pessoas a todo momento pela cidade e é possível até cortar o cabelo de madrugada!

Mesmo na capital do Egito, é possível andar sem se preocupar com roubo ou assalto.

E o assédio?

Há sim assédio verbal nas ruas, principalmente, a mulheres desacompanhadas. Não só os egípcios vão olhar e soltar cantadas (como no Brasil), mas as egípcias também vão reparar no seu cabelo, na forma de vestir, em toda aparência que for diferente das delas. Antes de ir ao Egito, estava muito preocupada com a forma de me vestir e me portar. Tinha lido em muitos blogs para nunca falar com egípcios ou se quer trocar olhares – ainda bem que não segui nenhum deles, e tive o prazer de ser ajudada nas ruas por vários deles. É importante respeitar a cultura e se vestir de forma adequada com os padrões locais, mas não precisa se cobrir inteira loucamente, pois nem todas as egípcias o fazem também.

Quer ficar despreocupado?

Vá com uma excursão ou contrate um guia. Com a barreira da língua e o assédio de ambulantes para superfaturar os preços, a melhor forma de garantir uma estadia sem estresse é estar com alguém de lá. Eu nunca contratei guia nas minhas viagens e sou adepta a fazer mochilão independente, mas no Egito sempre estava com algum amigo e egípcio e, sim, faz bastante diferença!

Confira diversas opções de pacotes de viagem para o Egito.

Post e Fotos por Yula Marjorie Ribeiro

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2 comentários

  1. Olá Yula, por acaso você fez essa viagem sozinha? Recomenda o Egito para uma mulher fazer essa viagem de forma independente?

    1. “Vá com uma excursão ou contrate um guia. Com a barreira da língua e o assédio de ambulantes para superfaturar os preços, a melhor forma de garantir uma estadia sem estresse é estar com alguém de lá. Eu nunca contratei guia nas minhas viagens e sou adepta a fazer mochilão independente, mas no Egito sempre estava com algum amigo e egípcio e, sim, faz bastante diferença!”

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