Se você é daquelas pessoas que comem os pratos salgados apenas para compensar a injeção de açúcar depois, bem-vinda ao clube. Selecionamos 10 doces deliciosos de origens diversas para experimentar mundo afora, porque a vida é muito curta para poupar tais calorias.

O açúcar surgiu na Índia a partir do século V, quando inventaram uma técnica de solidificar o melado da cana-de-açúcar. Na época, ficou conhecido como “sal indiano” pelos ocidentais que se maravilharam com a invenção. Depois que virou mercadoria, inclusive próspera no Brasil, começaram a desenvolver o que hoje chamamos de sobremesa.

Já a ideia de adoçar o paladar após a refeição tem origem ítalo-francesa. Uma das teorias é a de que a italiana Catarina de Médici, ao se mudar para a França, onde se tornaria rainha consorte ao lado do rei Henrique II, levou consigo na bagagem algumas receitinhas. 

Por meio desta revolucionária figura feminina, as mulheres passariam então a acompanhar os homens da corte à mesa de fartos banquetes, passando a comer com garfos e, de quebra, ter um agrado doce para finalizar a ceia. 

A partir do século XIX os cozinheiros passaram a montar menus que seguissem uma ordem básica, hoje conhecida como “três tempos”: entrada, prato principal e sobremesa. Apesar do conceito ser utilizado até os dias atuais, sabemos que, no final das contas, podemos ser agraciados com doces deliciosos a qualquer hora do dia e em qualquer parte do planeta Terra.

Doces também são cultura! Confira abaixo algumas delícias para provar na próxima viagem

Strudel de maçã  — Áustria

Chamada de apfelstrudel, a tradicional sobremesa tem origem austríaca, mas acaba sendo popular também na Alemanha. A receita mais clássica é basicamente composta por finíssimas massas em camadas, enroladas com recheio de maçã. Depois de ir ao forno, são servidas polvilhadas com açúcar e podem ser acompanhadas de uma bola de sorvete de baunilha, uma porção de chantilly fresco ou calda de baunilha. 

Foto: banco de imagens/Shutterstock

Dadar gulung — Indonésia

Feita com farinha de arroz, Dadar gulung consiste em um tipo de crepe de massa fininha infundida com folhas de pândano, que dão um tom de verde bem vivo ao prato. Depois é recheada com coco ralado, canela e açúcar de coco, chamado de “gula melaka”. Essa delícia da Indonésia também pode ser encontrada com outros nomes na Malásia, Cingapura e Sri Lanka.

Foto: banco de imagens/Shutterstock

Namura — Líbano

O saboroso e melado doce árabe ganha muitas nomenclaturas entre os doces do Oriente Médio, como babousa no Egito e revani na Turquia. A receita se desenvolve a partir de uma massa de sêmola, água, manteiga e fermento. Coloca-se no forno e depois é finalizada com uma calda generosamente doce de mel, deixando-a com aspecto de bolo úmido. Amêndoas e coco ralado podem compor a cobertura.

Foto: banco de imagens/Shutterstock

Pavlova — Nova Zelândia/Austrália

Existem teorias que alimentam a origem dessa sobremesa, que fica entre os neozelandeses e os australianos. O nome, porém, presta homenagem à bailarina Anna Pavlova, famosa pela interpretação solo de ‘A morte do Cisne’. Tão delicado e elegante quanto a dançarina, o doce é composto por uma crosta de merengue com creme de chantilly ou coalhada de limão, coberto por frutas. 

Pavlova é também um dos doces mais bonitos – Foto: banco de imagens/Shutterstock

Yakgwa — Coreia

Com apenas farinha de trigo e óleo de gergelim se tem uma milenar sobremesa coreana. Os biscoitinhos em formato redondo ou de flor são fritados e mergulhados em um xarope adoçado com mel, o que lhe resulta num aspecto mais suculento ainda.

Foto: reprodução/creative commons

Torta Tres Leches — Chile

Os chilenos se deliciam com o bolo carregado de lactose. Como sugere o nome, na receita se usam três tipos de leite: creme de leite, leite condensado e leite evaporado. A cobertura da massa de pão de ló é uma farta camada de chantilly fresco. Pode ou não levar manteiga na composição, o que altera o aspecto do doce. Outros países latino-americanos acabam entrando na disputa sobre sua origem.

Foto: banco de imagens/Shutterstock

Umm Ali — Egito

A sobremesa egípcia, também chamada de Om Ali, tem várias facetas de acordo com a receita, mas numa comparação, seria como um pudim de pão. Mas geralmente é elaborada com pão ou massa folhada em pedaços, misturada ao açúcar, leite e flocos de coco. Antes de ir ao forno é adicionado passas, pistache e canela na cobertura. No Egito, pode ser servida quente ou fria.

Foto: reprodução/creative commons

Baba au Rhum — França

Nem só de macaron ou éclair vivem os franceses. Com origem polonesa, tradição italiana e nome russo, o doce que rodou diversos países faz sucesso na confeitaria da França desde a época de Luís XV. Os bolinhos pequenos e esponjosos são embebidos em xarope de rum. O furinho que existe no meio dele é preenchido com creme de confeiteiro, frutas frescas ou chantilly.

Foto: banco de imagens/Shutterstock

Cannoli siciliani — Itália

Crocantes, os cannolis fizeram sucesso na Sicília e, para a nossa sorte, migraram para o Brasil junto com os italianos. A sobremesa é feita a partir de uma massa frita em formato de tubo, recheada originalmente com creme de ricota. Depois acabou ganhando outros tipos de recheio, incluindo creme de confeiteiro e creme de avelã. O doce foi desenvolvido quando a Itália estava sob domínio árabe, no século IX, ficando marcado no país ao longo das gerações. 

Foto: banco de imagens/Shutterstock

Red Velvet — Estados Unidos

O clássico bolo americano tem feito a cabeça dos brasileiros nos últimos anos. Servido tradicionalmente no Natal e no Dia dos Namorados, o inconfundível bolo vermelho costuma ter uma massa bem alta e fofa, recheada e coberta com creamcheese ou creme de manteiga (buttercream). Originalmente, a cor era obtida a partir da beterraba, mas hoje em dia é provável que seja incorporada a partir do corante artificial mesmo.

Foto: banco de imagens/Shutterstock

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