Já imaginou passar as férias num dos países mais isolados do mundo? Se a sua ideia é se aventurar, aqui vai uma dica de viagem bem diferente e um tanto ousada. A sugestão da vez é que você descubra como é o turismo na Coréia do Norte, destino exótico, socialista e com um bocado de proibições.

Comandado pelo egocêntrico e ditador líder Kim Jong Un, o país – também chamado de RPDC (República Popular Democrática da Coreia) – não é dos mais atraentes, mas aguça bastante a curiosidade de quem ouve falar sobre suas polêmicas. Resguardada contra o resto do mundo, a capital Pyongyang tem feito alguns esforços recentes para atrair turistas, apesar de ser tão difícil esse acesso. Não por questões burocráticas, mas políticas.

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Mesmo que seja para atrair lucros, o turismo ainda assim é interessante. Com paisagens montanhosas, museus, monumentos e praias, a Coréia do Norte tem o que oferecer aos visitantes, que devem cumprir um bocado de normas. Entre elas, não é permitido viajar completamente sozinho pelo país, conversar sobre “questões sensíveis” com os habitantes, tirar fotos somente sob a orientação de um guia e ter a câmera vasculhada em sua partida. É bom evitar discussões com o guia ou quaisquer cidadão. Cumpra e respeite as regras, mesmo que não sejam do seu agrado.

A maneira mais fácil de acessar este canto do mundo é por meio de excursões organizadas por agências de viagens especializadas, que em sua maioria têm a China como ponto de partida. Com pacote (que geralmente inclui hospedagem, deslocamentos e comida por cerca de £519 durante seis dias) e visto pagos, é só partir para a Coreia do Norte. Os turistas fazem passeios intensos, que ocupam metade de um dia inteiro, e são levados às principais atrações, como monumentos e parques, passando ainda por fábricas e fazendas.

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Esse roteiro controlado não é por acaso, servindo para mostrar o quanto essa nação “deu certo” sob o regime comunista. O pagamento de quaisquer coisa é feito somente com dinheiro em espécie, por meio de euros, dólares ou yuan chinês. Não é permitido levar câmera com GPS, livros que falem do país, revistas sul-coreanas ou escritas em coreano, bandeira norte-americana ou sul-coreana e rádio. E ah, não tem internet, tá?

 

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Post por Brunella Nunes
Fotos: Lupine Travel

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