Apenas 18 km de costa acidentada formam um cenário único, belo e particular. Cinque Terre forma-se com a ligação entre cinco pequeninas cidades na vizinhança da gigante (para os padrões europeus, diga-se) portuária Gênova.

A foto clássica de quem visita a região: Manarola vista da Punta Buonfiglio.
Foto: CocombreLibre

Dos anos 1960 até os dias de hoje, negócios locais, hotéis e restaurantes vêm abrindo as portas naquela região, que por séculos só pôde ser acessada por mar ou a pé. A construção da ferrovia que liga Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso al Mare ao “exterior”, no século 19, fez com que as vilas se desenvolvessem; anos mais tarde, os primeiros veranistas italianos aportaram ali; em seguida, vieram os demais europeus e daí para frente viveu-se um boom turístico nas terre, que nunca mais tiveram a mesma paz de outrora — embora sejam, ainda hoje, locais extremamente agradáveis para se ver a vida passar.

Na maior das terre, Monterosso al Mare, dá para se esticar na areia.
Foto: imagea.org

A linha de trem cruza túneis cavados montanha adentro, o que acabou por não alterar muito a paisagem da Riviera lígure. As cidades não mudaram muito desde os tempos mais antigos. Diz-se que Monterosso foi fundada no século 7 e as demais, com suas construções pequenas e coloridas que preenchem a encosta, vieram em seguida.

Detalhe dos predinhos coloridos e muito antigos de Riomaggiore, a terre que mais ferve durante a noite. Foto: Objectif Nantes

De Monterosso, a vila mais ao norte, a Riomaggiore leva-se pouco mais de dez minutos de trem. Um mesmo bilhete, o Cinque Terre Card, permite que se pare em todas as cidades — basta checar os horários dos trens e programar as partidas; a linha abrange o trecho que vai de La Spezia, cidade vizinha das terre ao sul, com melhor infraestrutura turística, até Levanto, ao norte de Monterosso. O bilhete para adultos custa € 16 para um dia ou € 29 para dois na alta temporada.

Vista de Vernazza, a quarta das terre. Foto: Luca Casartelli

Famosas pelas trilhas que ligam as cidades, as vilas sofreram um baque em 2011, quando fortes chuvas atingiram o litoral da Ligúria e provocaram graves deslizamentos de terra. Diversos trechos foram interditados e os caminhos, muito procurados pelos visitantes, passaram meses fechados. Ainda hoje há trechos bloqueados, mas pode-se percorrer grande parte do Sentiero Azzuro, que liga as cinco terre; a Via dell’Amore, entre Manarola e Riomaggiore, é a estradinha mais fácil. Termina-se o caminho todo em cerca de seis horas.

A menor das vilas, Corniglia é a única que não possui acesso marítimo. Foto: Pom’

O melhor jeito de passear por Cinque Terre é, no entanto, pelo mar: o visual é inesquecível. Os barcos partem todos os dias das vilas e de Portovenere, cidade construída pelos antigos romanos e tida como a “sexta terre”. A única cidade que não possui acesso pela água é Corniglia. As embarcações, porém, não funcionam em dias de chuva e na baixa temporada.

Portovenere é considerada a ‘sexta terre’; de lá, partem diversas embarcações turísticas que navegam pela costa de Cinque Terre. Foto: Fedewild

Em terra firme percebe-se as particularidades e características de cada cidade. Riomaggiore é a que tem mais vida à noite; já Manarola é bem pequena e guarda a Punta Buonfiglio, de onde se faz a clássica foto dos predinhos coloridos despontando subida acima; Corniglia, a menor das cidades e a terceira delas, fica cem metros acima do nível do mar e é acessada por uma escada com infinitos 377 degraus ou por um ônibus que liga o trem ao vilarejo; Vernazza é a mais encantadora vista do mar, com seu píer prá lá de fotogênico; por fim, Monterosso, a maior das vilas, oferece ao visitante uma faixa até que considerável de areia, que lota nos dias de verão.


Vernazza vista do alto. Foto: Wellington Rodrigues

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