Ler é uma das coisas mais deliciosas para se fazer durante as infinitas horas de avião e no tempo livre da viagem. Para renovar seu arsenal, sendo de quebra sustentável, inclua uma parada na Brattle Bookshop, em Boston. O sebo a céu aberto é um dos maiores e mais antigos do Estados Unidos, chamando a atenção entre dois edifícios industriais da 9 West Street.

Foi ano de 1825 que a livraria se instalou no endereço. A partir de 1949, passou para as mãos da família Gloss, que a mantém em intensa atividade até hoje. George e o filho Kenneth trataram de colecionar muitos títulos usados nas prateleiras, resultando em um dos antiquários mais volumosos do país.

Ocupando um espaço equivalente a três comércios no coração de Boston, a loja tem um arsenal de mais de 250.000 livros, mapas, gravuras, cartões postais e outros itens que dialogam com o universo da literatura. Como haveria de ser, ali é um cantinho de itens raros, colecionáveis, primeiras edições e fora de série.

Foto: divulgação/Brattle Bookshop

Desde que herdou do pai a paixão pelos livros, Ken Gloss segue desde 1973 na administração ao lado da esposa Joyce Kosofsky, mas também já exerceu outras funções importantes, como consultor e curador para as bibliotecas de renomadas universidades, como Harvard, Boston University, Boston College, Simmons e até para o escritório do FBI. Além disso, também dá aulas sobre a era New England para grupos e pesquisadores.

Com tanta bagagem familiar e conhecimento no mundo editorial, Ken não costuma hesitar convites para falar sobre as variadas vertentes da literatura e o empreendedorismo no setor.

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Foto: divulgação/Brattle Bookshop

O catálogo segue em constante atualização. O terreno é fértil para encontrar uma nova companhia de estrada e ainda economizar um troco, já que existem títulos a partir de US$ 3. Para os turistas, além de encontrar títulos em inglês, vale a pena dar uma olhada no acervo de revistas Life, uma pérola do fotojornalismo, que captou grandes imagens durante o século 20, além de agrupar inebriantes reportagens.

Além da sessão ao ar livre, dedicada aos itens com desconto, que tem um charme único, existe a loja fechada, com três andares de tesouros literários. Cabem mais livros do que pessoas ali, é verdade…mas quem se importa? O último piso é dedicado a raridades, que dão fama ao local desde os primórdios. Surpresa boa dos sebos em qualquer lugar do globo é encontrar nas primeiras páginas frases e dedicatórias. Curioso vê-las e imaginar outras histórias antes mesmo de começar a ler uma.

Livro de 1806 já esteve entre as relíquias da loja. Foto: divulgação/Brattle Bookshop

Numa entrevista ao The Guardian, Ken recorda algumas das principais relíquias, como a primeira edição de O Grande Gastby, de Fitzgerald, com direito a dedicatória do próprio autor ao poeta T.S. Elliott. Há também algumas edições do século 19 e do início do século 20, como The Orchard Keeper de Cormac McCarthy, que custa US$ 2.500 por ser a primeira edição impressa da obra.

Na reportagem, ele recordou ainda de um cliente que passa por lá todo dia há 50 anos, um cara totalmente dedicado a leitura. Quando está doente, liga dizendo que não poderá ir. Por outro lado, há também uma frequentadora que dá prejuízo. Segundo o dono do sebo, ela sempre arranca uma página das bíblias e a come! Vai ver ela quer, literalmente, digerir a história toda.

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Foto: divulgação/Brattle Bookshop
Foto: divulgação/Brattle Bookshop
Foto: divulgação/Brattle Bookshop

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