A maior caverna do Sul do país fica no interior de Santa Catarina, mais precisamente na cidade de Botuverá, que reúne ainda outras cavidades subterrâneas curiosas, grutas e produção de vodka. 

O município na mesoregião do Vale do Itajaí se formou a partir de imigrantes italianos vindos dos arredores de Bergamo. Os descendentes seguem até hoje com o trabalho no campo como principal fonte de renda, seja na lavoura ou no pasto.

Da colonização ficou também o legado cultural. Para ter um gostinho de suas origens, a população se organiza anualmente no mês de junho para celebrar a Festa Bergamasca. Na igreja matriz São José acontecem as apresentações de danças e música tradicionais, além de serem servidos pratos típicos, como a polenta gigante, que se torna um atrativo a parte. 

Foto: divulgação/Turismo de Botuverá

Apesar do legado ítalo-bergamasco, é uma bebida tipicamente russa que traz premiações para Botuverá: a vodka. A destilaria blumenauense Kalmae foca a produção no município das cavernas devido a qualidade da água, o microclima e a propriedade familiar que já tinham por lá.

A vodka já foi premiada com medalha de ouro em Hong Kong, além de ganhar competições em Nova York e San Francisco. A empresa também aposta na produção de gim nacional, lançando a mistura de zimbro, coentro, cardamomo, casca de laranja, rosas, melissa, cidrão e angélica em meados de 2018. 

Foto: divulgação/Kalmae

As cavernas de Botuverá

Botuverá conta com várias cavernas abertas à visitação, tendo apoio de guias experientes para tornar a jornada mais segura e proveitosa. A principal delas fica no parque das grutas, em Ourinho, a 15 km da região central da cidade. A cavidade natural que se originou de um córrego tem 1.200 metros de extensão, sendo considerada uma das maiores da América Latina.

Dentro de seu conjunto de enorme beleza estão detalhes formados há cerca de 65 milhões de anos, verdadeiras obras de arte esculpidas pelo gotejamento de água: espeleotemas, estalactites, estalagmites, travertinos, fendas, vielas, cortinas, chão de estrelas e couves-flor, para nomear algumas ornamentações. 

Os cenários adornados da caverna lembram catedrais, com altares, púlpito, candelabros e até um presépio em seus aspectos. O visual ficará guardado apenas na memória, pois fotografias e filmagens são proibidas. 

Foto: divulgação/Turismo de Botuverá

Ao todo são nove salões abertos ao público, com piso de argila e bloco calcário. Os ambientes são todos secos, ou seja, sem curso d’água em seu interior. Um dos mais interessantes é o Salão das Orquídeas, povoado por flores de aragonita, um tipo de pedra, muito bonita. 

Outras seis galerias se mantêm fechadas para preservar os animais em seu habitat. A diversidade da fauna local é considerada alta, com sete espécies de morcego identificadas e 35 animais invertebrados. 

O parque é rodeado pela flora nativa, proporcionando momentos de tranquilidade e contemplação. É possível fazer uma trilha de apenas 400 metros até uma queda d’água, onde o banho é liberado.

O Museu de Imigração Italiana é outro lugar para visitar na área do parque. O acervo reúne artefatos de várias épocas da imigração europeia, com utensílios, ferramentas e objetos que faziam parte da vida dos moradores. Antigos maquinários de madeira, movidos à força da água, compõem parte da exposição.

A infraestrutura conta ainda com restaurante, estacionamento, sanitários e diversas churrasqueiras. Como meio de preservação, a entrada no parque é controlada, permitindo até 195 pessoas por dia.

Foto: divulgação/Turismo de Botuverá
Foto: divulgação/Turismo de Botuverá

A generosa natureza se expande para outras cachoeiras. Uma das mais conhecidas é a Venzon, numa área de lazer particular, com piscinas naturais abertas ao público diariamente durante o verão. O roteiro pode incluir ainda a cachoeira do Bego, a cachoeira Salto do Sessenta e a cachoeira Recanto Feliz.

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Os aventureiros de plantão podem buscar adrenalina no Morro do Barão, pico com aproximadamente 1.100 metros de altitude, que divide os municípios de Brusque, Botuverá e Nova Trento. Lá do alto se vê parte das cidades e até o mar. O acesso é feito por uma trilha difícil, não indicada para iniciantes.

Foto: divulgação/Turismo de Botuverá
Foto: divulgação/Turismo de Botuverá

Quanto custa visitar as cavernas

Ingresso Normal Adulto: R$ 25,00
Estudantes com apresentação de carteirinha: R$ 12,50
Crianças de 4 a 12 anos: R$ 12,50
Melhor Idade (acima de 60 anos): R$ 12,50
Aluguel de calçados e meias: R$ 5,00

*preços consultados para novembro/2020

Foto: divulgação/Turismo de Botuverá

Como chegar em Botuverá

A cidade fica a aproximadamente 65 km tanto de Blumenau quanto de Balneário Camboriú. Para quem vai de avião o ideal é comprar passagem até o Aeroporto de Navegantes e de lá alugar um carro para conhecer a região.

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