No dia 25 de janeiro de 2017, a maior metrópole do Brasil completou 463 anos. Para celebrar o aniversário em grande estilo, reunimos dicas de 15 bares legais em São Paulo onde você pode “bebemorar” o ano todo. Mas, com moderação, tá? Se beber, não dirija! 

Não sei vocês, mas eu amo bares. Eles são cheios de histórias, de risadas, de casos de amor fail e outros tantos que começam ali mesmo, no balcão. Alguns são bem tradicionais, onde o garçom já sabe seu nome e são ocupados por várias gerações, desde a gerência até a clientela. Outros são mais descolados, fazem a gente sair da mesmice. E tem aqueles que prezam pela mixologia original e bem executada, algo ainda a cair nas graças dos brasileiros.

Seja qual for a sua praia, São Paulo tem boemia de sobra e aqui, o boteco cai muito bem, tão bem que a gente não perde o costume de voltar pra ele.

Bar do Luiz Fernandes – Rua Augusto Tolle, 610

A botecagem rola solta entre as mesinhas de ferro do bar do Seu Luiz e da Dona Idalina, que faz bolinhos deliciosos para acompanhar as cervejas geladas e as caipirinhas. De uma simplicidade única, daquelas que trazem memórias afetivas sem precisar de grandes coisas, o estabelecimento traz vida ao local desde 1970, acolhendo os que vão para se divertir, afogar as mágoas e praticar a boa e velha boemia.

Dona Onça – Edifício Copan – Av. Ipiranga, 200 – 27 e 29

No térreo do edifício Copan, um dos mais icônicos da cidade, o bar da Dona Onça é daqueles lugares para se sentar e ver o domingo passar, lentamente. Ali come-se muito bem, da feijoada à coxinha, passando por sardinhas empanadas, cozido português e buraco quente, pão francês recheado de carne. Os donos também comandam o igualmente excelente A Casa do Porco Bar, não muito distante da onça.

Confira nosso post de lugares para relaxar próximo a São Paulo com pensão completa!

Boca de Ouro – R. Cônego Eugênio Leite, 1121

Se resumindo como “Cerveja, Torresmo & Sinuca”, o bar em Pinheiros já ganhou o título de melhor de São Paulo pela mídia especializada. Sob luz baixa, no disputado balcão de apenas 16 lugares são servidas cervejas especiais e drinks clássicos como o Manhattan e o Negroni, que acompanham porções de Bolovo – bolinho de ovo envolto de carne moída – e o torresmo, é claro. Tudo isso embalado por jazz, soul ou rock. O tradicional cai muito bem nesse bar e jamais estará fora de moda.

Que tal fazer um tour de comidas e bebidas tradicionais de Sampa? Confira aqui!

SubAstor – Rua Delfina, 163 1º subsolo

Esse é um dos speakeasies mais famosos da cidade. No subsolo do bar Astor, atrás de cortinas vermelhas de veludo, o Sub é escurinho, iluminado pelo grande balcão do bar, de onde saem drinks bem elaborados por Fabio La Pietra, um dos grandes nomes da coquetelaria nacional, e bem executados pela equipe. A carta tem bastante variedade e não decepciona. Há uma filial no Rio de Janeiro.

Peppino – R. João Cachoeira, 175

Novo no pedaço, o caçula da turma se intitula como o “primeiro bar italiano de São Paulo”. Prezando pelo balcão e um ambiente com cara de taberna, tem drinks elaborados por Fabio la Pietra, o bartender que deixou o SubAstor. Experimente o Salerno, com pinot grigio, gin, essências de jasmim e bergamota, água de amêndoa e tintura de sal; ou o Ramos, com creme de leite, gim, suco e água de flor de laranjeira. O forno a lenha proporciona aperitivos como a salada caprese quente e croquetes de carne de vitela.

 

Riviera – Av. Paulista, 2584

Na esquina entre a Av. Paulista e a rua da Consolação, o Riviera fez história por muitos anos. Reaberto em …, manteve seu charme e suas raízes, sendo um acolhedor bar intimista. O aconchego é coroado com noites embaladas por jazz, ideais para serem acompanhadas por bons drinks, elaborados por Fernando Spolaor e Kennedy Nascimento, vencedor da competição mundial World Class em 2015, que aparece por lá em algumas noites. Já o menu foi elaborado pelo renomado chef Alex Atala, incluindo bolinhos de arroz, tartare e sanduíches.

Kintaro – R. Thomaz Gonzaga, 57

Esse é o tipo de lugar que não agrada todo mundo, porque não é dos mais convidativos, descoladinhos e aconchegantes. Em altos níveis de despretensiosidade desde 1993, o Kintaro é onde o izakaya, bar japonês, se encontra com o boteco. Segundo os próprios, é o lar da “melhor da baixa gastronomia nipo-brasileira”, fato confirmado por críticos da área gastronômica. Especialidades japonesas podem ser acompanhadas por uma cerveja gelada nas mesas da calçada animada.

Bar do Jiquitaia – R. Antônio Carlos, 268

Um dos lugares com melhor custo-benefício para boa comida em São Paulo é também dono de um bar para ótimas pedidas alcoólicas. Na dúvida, comece pelo Detox, com gin, xarope de manjericão e limão, ou pelo clássico dos clássicos, a caipirinha. O Negroni também tem espaço na carta e na casa, com apenas 20 lugares.

Bar do Biu – Rua Cardeal Arcoverde, 772/776

Sabe aquela feijuca (gíria para feijoada) do domingão? Havendo grana no bolso, invista na do Bar do Biu. A cerveja trincando acompanha, assim como as porções bem servidas e igualmente boas. O ambiente é um tanto vintage, sem grandes modificações, e há um balcão do lado de fora. Claro que, estando em São Paulo, esteja ciente de que a espera poderá ser longa.

Bar. – R. Joaquim Antunes, 248

Moderno e um tanto minimalista, do nome ao ambiente, o Bar. (Lê-se bar ponto) tem carta de drinks assinada por Marcos Felix, vencedor da etapa nacional do concurso World Class 2016. Refresque-se com o Mojito de Lichia, ou, para quem quer algo mais forte, o Scarface, feito com Johnnie Walker Black Label, Antica Formula e bitter de laranja.

Drosophyla – R. Nestor Pestana, 163

Pensa num lugar fotogênico e agora multiplica. Ocupando um casarão antigo, o bar de nome exótico tem decoração impecável que une a Belle Époque à detalhes orientais. Para dividir com um amor ou com os amigos, peça o Ponche com Aperol, servido na jarra. Se não tiver companhia, abra-se para novos sabores com o Brasilberg Ginfizz, que leva gin, suco de limão, água tônica e o elixir preparado com ervas aromáticas da Amazônia. Na hora da fome, as Cocas de Lefèvre caem bem: massa crocante a base de cerveja, com recheios nas versões vegana, com abobrinha, e pesto.

Bar do Veloso – R. Conceição Veloso, 54

Pensa num lugar lotado e agora multiplica. Dificilmente você vai passar pelo Veloso e não ver uma muvuca na porta. Isso porque este é um dos endereços com a melhor coxinha de São Paulo, que é a principal porção da casa. Essa que vos escreve comprova a teoria. O quitute paulistano pode ser acompanhado de choppe, entregue em tempo recorde pelos garçons, ou por drinks bem elaborados pelo Souza. Se quiser unir o exótico ao tradicional, pela a caipirinha de physalis, frutinha exótica e medicinal. Saúde!

Bar do Luiz Nozoie  – Av. do Cursino, 1210

Esse é mais dos botecos para ir sem compromisso nenhum. Aberto em 1962, é informal, simples e totalmente fora da rota de bares, tem porções variadas e diferentes das mais convencionais, sendo a de rã um de seus carros-chefe. A cerveja vem trincando e aí é só felicidade. Considero que ainda é um dos segredos paulistanos.

Foto via

Noname Boteco – R. dos Pinheiros, 585

Se você nao curte galera e ambientes mais descontraídos, não vá ao Noname. Pelas mesas e pela calçada o movimento é grande. Comandado por primos sul-coreanos, o boteco gringo descolex tem drinks tradicionais bem feitos, como o Negroni, o Rabo de Galo e o Apple Martini. Além de cerveja, há chope Amstel e porções para matar a fome.

Pitico – R. Guaicuí, 61

Com preços bem amigáveis e um ambiente melhor ainda, o Pitico consegue ser descoladinho sem fazer um estrago na sua conta bancária. Um contêiner faz as honras da cozinha, que serve kebabs no pão Pita, enquanto cadeiras de praia acomodam as pessoas no jardim a céu aberto. É ótimo para tomar drinks como gin tônica e spritz em os dias de sol, sem sinais de chuva.

Fatiado Discos – Av. Prof. Alfonso Bovero, 382

O que era uma despretensiosa garagem de vendas de LPs se tornou em uma das varandas mais gostosas de SP. Além disso, é também um ponto multicultural e de acolhimento, já que às terças-feiras acontece o Jantar dos Refugiados, em parceria com a Ocupação Leila Khaled, comandada por sírios e palestinos que fugiram de conflitos. Saj, Falafel e Zattar são as pedidas de noite, acompanhadas de cerveja gelada. Às quartas, o reggae e suas vertentes aninam mais ainda o espaço.

Elídio Bar – R. Isabel Dias, 57

No tradicionalíssimo bairro da Mooca, também não faltam bares que estão com as portas abertas há décadas. Um deles é o Elídio, que desde 1959 serve boa cerveja e boas porções. Aliás, é ele que carrega orgulhosamente o título de “maior balcão de acepipes de São Paulo”, com mais de 150 itens, à seu dispor.

Depois do bar, corra para uma hospedagem exclusiva em Sampa!

Fotos: divulgação

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