Ilha de Páscoa: uma joia polinésia em plena América do Sul 

Ilha de Páscoa: uma joia polinésia em plena América do Sul 



A 3780 km de Santiago, capital do Chile, existe um dos destinos mais misteriosos e isolados da Terra. A Ilha de Páscoa, é um anexo do país latino-americano mas possui raízes polinésias, o que justifica sua cultura única e exótica. Aliás, o Taiti está a 4231 km de distância e não por acaso costuma ser incluído no roteiro dos viajantes.

Na língua nativa, é chamada de Rapa Nui, assim como se denominam os povos nativos, a ilha ganha o nome de ” te pito o te henua”, que significa “o umbigo da Terra“. Redescoberta em 1722 por holandeses, a capital e única cidade  Ranga Hoa abriga cerca de 5 mil habitantes, que permeiam entre o oceano Pacífico e os relevos vulcânicos. Assim não fica fácil se perder, afinal, tudo se concentra por ali: hotéis, restaurantes, atrações, operadoras de turismo e passeios. No mês de fevereiro é a sede da festa de Tapati, que promove a cultura local com competições, comida típica, rituais, música e pinturas étnicas.

O que fazer:

O que a torna Patrimônio Mundial da Humanidade e um lugar único no mundo são as estátuas criadas pelos povos ancestrais. As principais são chamadas de Moai, que ao todo, possuem 887 unidades espalhadas pelo território. Porém, as 50 que estão de pé, devidamente restauradas, foram cravadas em pedras vulcânicas entre 1250 e 1500 d.C, chegando a pesar 86 toneladas cada. O maior monumento de todo o Pacífico Sul, de costas para a praia Hotuiti, é a plataforma formada por 15 estátuas Ahu Tongariki, um verdadeiro cartão-portal da ilha, de onde se tem uma exuberante vista no pôr do sol, assim como em Ahu Vai Uri. 

Numa orla no nordeste está Te Pito Kura, conjunto de pedras que fica ao lado de um moai derrubado há mais de 200 anos. Diz a lenda que ao tocar a pedra central é possível sentir uma energia, pois é magnetizada.  Em Orongo, a 1000 metros de altura, está o parque onde acontecia uma competição para ver qual tribo iria comandar o local. Ali ainda há casinhas feitas de pedras encaixadas e uma bela vista para o oceano Pacífico.

Quem não liga para passeios um tanto fúnebres pode conhecer ainda o Cemitério Tahai, que não deixa de ser um atrativo histórico. Próximo a região central, o local ainda guarda sepulturas da primeira metade do século passado. Para entender melhor toda essa história e seus aspectos culturais, não deixe de ir ao Museu Antropológico P. Sebastian Englert.

Outro ponto indispensável nessa viagem são as maravilhas naturais, é claro. Comece pelos vulcões, como Rano Raraku, onde foram esculpidos muitos moais. Inativo, hoje é uma cratera que abriga um lago e mais de 400 esculturas que ficaram por fazer, em diferentes fases. A maior de todo o território está ali, com 21 metros de altura e inacabada. Já Rano Kau é considerado o mais bonito da ilha, com árvores frutíferas ao seu redor, um belo mirante e um lago de 200 metros de profundidade em sua cratera.

A jornada pode seguir rumo às cavernas como Ana Te Pahu, um conjunto cheio de canais abaixo da terra que abriga muitas árvores. Já Ana Kakenga se destaca por ter vista para o mar e não por acaso é conhecida como “a caverna de duas janelas”. Por fim, próximo a Hanga Roa está Ana Kai Tangatacom pinturas rupestres em suas paredes.

Por estar no Pacífico, Páscoa é também um reduto litorâneo, com águas calmas, palmeiras e temperatura ideal para curtir o dia. Na praia de Anakena, a única oficialmente apta para banho, encontram-se moais e um sistema de grutas. Nos quiosques, não deixe de provar as empanadas de atum e o tradicional poe, pudim doce preparado com abóbora e farinha.

Em Ovahe há menos pessoas e areias rosadas em contraste com uma pequena enseada de cor azul turquesa. Falésias ao redor deixam o cenário ainda mais bonito. Para quem gosta de snorkeling, a transparência da água a torna ideal para a prática.

Quando ir: o clima na ilha é agradável ao longo do ano todo, mas para evitar as chuvas de inverno, entre junho e setembro, prefira viajar nos meses de dezembro a março, quando é verão.

Como chegar: prepare-se para uma longa viagem, afinal, estamos falando de uma ilha no meio do Pacífico. Como sugestão, siga rumo Santiago, a capital do Chile, ou para Lima, a capital peruana. Se quiser estender o roteiro, ir até a Polinésia Francesa não é nada mal. Confira nosso guia completo sobre o destino aqui. Confira em nosso site os preços de passagem aérea para a Ilha de Páscoa.


Onde ficar: A hospedagem se resume a hotéis e cabanas, a maioria simples porém um tanto atraentes e com bom custo-benefício, como a casa de férias Hare Natura (a partir de R$ 302 por dia). Quem quer economizar pode optar pelo Hostel Akapu, bangalôs a apenas 7 minutos a pé da praia (a partir de R$ 249 por dia).

Próximo à praia também está o Hotel Tea Nui (a partir de R$ 383 por dia). No centro de Hanga Roa, o Kona Koa Lodge oferece conforto e belas instalações (a partir de R$ 871 por dia). Já o Pikera Uri está a 800 metros da praia Pea, com quartos com vista para o mar e wifi (a partir de 1.463 por dia).

Post por Brunella Nunes
Fotos: reprodução/Visit Chile/Easter Island Tourism

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1 comentário

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  1. 1
    23 lugares imperdíveis para conhecer no Chile - Dicas de viagem

    […] Próxima ao Chile, a ilha polinésia, também conhecida como Rapa Nui, tem como ícone as estátuas Moai, que foram criadas pelos povos ancestrais. Mas nem só delas vive a região, que está repleta de outras esculturas curiosas, paisagens incríveis entre vulcões e praias desertas, além da cultura, bem exótica e totalmente diferente do que se vê na América Latina. Saiba todas as maravilhas desse destino aqui! […]

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