18 cidades no Brasil que se parecem com a Europa

18 cidades no Brasil que se parecem com a Europa



O nosso país é mesmo muito diverso. Se ainda restam dúvidas de que aqui tem de tudo um pouco, talvez está faltando conhecer essas 18 cidades no Brasil que se parecem com a Europa. Seja na arquitetura, na gastronomia e nas tradições, garantimos que existe sim um cantinho europeu para chamar de seu, sem precisar colocar os pés no Velho Continente.

A região Sul é bastante conhecida por preservar as culturas alemã e italiana. Não à toa é lá onde fica o Vale Europeu, região turística do Vale das Águas que reúne os municípios de Apiúna, Ascurra, Benedito Novo, Doutor Pedrinho, Indaial, Pomerode, Rio dos Cedros, Rodeio e Timbó em seus 200 km. De bike ou a pé, o circuito reúne paisagens bucólicas que relembram a Europa, além de passeios de trem, gastronomia e turismo religioso.

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Muitas cidadezinhas carregam consigo um ar europeu, que também se espalham por outras regiões do Brasil, chegando até o Nordeste. Vamos conhece-las?

Região Sul

Pomerode – Santa Catarina

Colonizada por alemães, a cidade no Vale Europeu é rodeada pela cultura germânica em todos os seus cantos. A arquitetura ao estilo enxaimel dá o primeiro sinal de que existe um pedacinho da Alemanha dentro do Brasil. A presença também em forte na gastronomia, no artesanato e nas tradições. Além disso, 85% dos moradores falam a língua de Goethe.

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Treze Tilias – Santa Catarina

Berço da cultura austríaca no Brasil e a única colônia da Áustria presente no país, a cidade carrega consigo a arquitetura, os trajes, a comida e as paisagens que revelam um pedacinho da região do Tirol. Construções típicas feitas com entalhes em madeira costumam encantar os turistas que estão distantes da Europa. Não deixe de incluir Banberg no roteiro, uma pequena porém significativa comunidade alemã.
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Blumenau – Santa Catarina

Outro trecho dominado por alemães, Blumenau é famosa por abrigar a 2ª maior Oktoberfest do mundo, ficando atrás apenas de Munique, que exportou a celebração regada à cerveja. Os edifícios da cidade revelam a arquitetura típica da Alemanha, especialmente na Rua XV de Novembro, onde estão alguns dos principais marcos locais.

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Timbó – Santa Catarina

No Vale do Itajaí está a charmosa Timbó, a 184 km de Florianópolis. Rodeada de cachoeiras e cânions, a cidade agrada não só os aventureiros, mas quem gosta de clima de interior e quer conhecer os costumes europeus sem sair do Brasil. Colonizada por alemães e italianos, é marcada pela Festa do Imigrante, que traz bailes, comida típica e artesanato dos dois países.

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Gramado – Rio Grande do Sul

Também colonizada por alemães e italianos, a romântica Gramado mantém suas raízes europeias por meio da arquitetura bávara, da vegetação e da gastronomia. O clima predominantemente frio da cidade a 120 km de Porto Alegre ajuda os brasileiros a acreditarem que, por um momento, sequer estão em seu país tropical. Saiba mais sobre Gramado aqui.

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Colônia Witmarsum – Paraná

A paisagem pitoresca, rural e tranquila da Colônia de aproximadamente 1.500 habitantes mostra um pouco do clima dos campos europeus. Colonizada por alemães, a cidade no município de Palmeira é conhecida pela gastronomia tipicamente alemã, que inclui opções caseiras de apfelstrudel (torta de maçã), eisbein (joelho de porco) e chucrute.

Foto: Luiz Costa / La Imagem

Foto: Luiz Costa / La Imagem

Prudentópolis – Paraná

A 173 km de Curitiba, a cidade de Prudentópolis preserva a cultura trazida por imigrantes ucranianos ao Brasil. A presença deste trecho europeu é vista na arquitetura; na mesa, com pratos típicos como o khrin (conserva de raiz-forte e beterraba), ospierogi (pastéis recheados com batata e nata) e a famosa borcht (sopa de beterraba); no artesanato, incluindo pêssankas, ovos pintados à mão; e nos costumes, que mantém até hoje a reza da missa da principal igreja em ucraniano.

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Castrolanda – Paraná

Fundada por imigrantes holandeses, a colônia no município de Castro é um importante pólo agrícola. Para resgatar e reviver as origens neerlandesas, a comunidade fundou o  Grupo Folclórico Holandês de Castrolanda em 1953 e o Museu dos Imigrantes, em 1991. Além de conservar o artesanato típico da região, também possui um dos maiores moinhos de vento do mundo, assinado pelo arquiteto holandês Jan Heijdra.

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Bento Gonçalves – Rio Grande do Sul

Com paisagens que lembram a região da Toscana, na Itália, Bento Gonçalves foi, por acaso, colonizada por italianos. Conhecida por suas vinícolas (saiba mais sobre elas aqui), a produção artesanal e as charmosas casas de pedra que cercam o roteiro Caminhos de Pedra, a cidade também promove passeios de Maria Fumaça rumo a Garibaldi, fornecendo uma verdadeira viagem no tempo.

Região Sudeste

Domingos Martins – Espírito Santo

A 80km de Vitória, a charmosa cidade foi colonizada por alemães, que deixaram para trás algumas histórias e tradições, eternizadas no Museu da Colonização Alemã. Mas, também carrega consigo parte das culturas portuguesa, francesa e italiana, sendo esta última a que mais faz sucesso dentro da gastronomia local. É muito procurada por seus produtos rurais e também pelas atividades que oferece aos aventureiros, como rafting no Rio Jucu e passeios a cavalo.

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Paraty – Rio do Janeiro

Réplica do bairro Almada em Lisboa, Paraty é um destino charmoso onde parece que o tempo parou. Casarões coloniais típicos dos portugueses, igrejas dos séculos 18 e 19, e calçadas com pedras são parte do charmoso centro histórico. Praias, piscinas naturais e cachoeiras coroam o passeio com recursos naturais, além da programação recheada, que conta com o Festival da Cachaça e a Feira Literária Internacional, Flip, lotando a cidade.

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Holambra – São Paulo

Nem parece que Holambra fica em São Paulo. A apenas 130 km da agitada capital, a cidade das flores encanta a todos com sua variedade botânica, além da arquitetura e cultura inspiradas na Holanda. O Moinho Povos Unidos é exatamente igual aos holandeses e, dentro da gastronomia, se encontram pratos típicos como joelho de porco, purê e torta de maçã. É um lugar tranquilo para quem ama passear, contemplar e, é claro, presentear com belas flores.

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Campos do Jordão – São Paulo

Com arquitetura ao estilo alpino – de influência suíça e alemã -, muitas boutiques, restaurantes aconchegantes e baladas animadas, Campos do Jordão é um dos principais refúgios dos paulistanos quando as temperaturas caem.  É na pequena cidade que acontece um dos maiores festivais de inverno da América Latina, em julho.

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Penedo – Rio de Janeiro

Essa cidadezinha carioca é a principal colônia finlandesa no Brasil, com cultura que se espalha por sua arquitetura no estilo escandinavo e pelas ótimas opções para os chocólatras. Dentro da chamada Pequena Finlândia está a Joulupukin Suklaa (Chocolate do Papai Noel), onde há chocolates de tudo quanto é tipo, incluindo mini fondues, que fazem um sucesso danado.

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Região Nordeste

Penedo – Alagoas

Além do Rio de Janeiro, o estado de Alagoas também tem uma cidade chamada Penedo, que foi o primeiro povoado local. Igrejas dos séculos 17 e 18 junto com alguns museus formam o charmoso centro histórico de uma das cidades mais belas do Nordeste. Um dos grandes atrativos é o passeio de barco até a vizinha Piaçabuçu, onde há lagoas de águas azuis e dunas.

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Garanhuns – Pernambuco

Conhecida como “Suíça Pernambucana”, a cidade a 240 km de Recife é famosa pelo relógio de flores na Praça Tavares Correia, criado em 1979. Apesar de estar em território nordestino, tem clima ameno, que pode chegar a 5ºC durante o Festival de Inverno, e está sempre rodeada de flores, um dos cultivos principais da cidade. Um dos principais pontos turísticos é o Santuário Mãe Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt, réplica do santuário de Schoenstatt, na Alemanha.

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Gravatá – Pernambuco

Mais um reduto europeu em pleno Nordeste, Gravatá está a 450 metros acima do nível do mar, resultando em temperaturas amenas e baixas, que podem chegar a 10ºC. A apenas 80 km de Recife, está marcada por fazendas e edifícios históricos charmosos, e pela gastronomia italiana, suíça, gaúcha e regional. Mas o lugar encanta mesmo pelos recursos naturais, como piscinas naturais, mirantes e cachoeiras. Não à toa por lá se destacam esportes radicais como alpinismo, rapel e mountain bike.

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Guaramiranga – Ceará

É inacreditável o quanto o Ceará consegue ser multifacetado. Pouca gente sabe, mas no Maciço de Baturité tem uma cidade nordestina que, apesar de ser colonizada por portugueses, é apelidada de “Suíça cearense” e “Cidade das Flores”. Guaramiranga é uma região serrana onde os termômetros marcam entre 15ºC e 23ºC, muito mais amenas do que o litoral. Para quem quer curtir o visual e relaxar, é o lugar ideal. Agraciado pela natureza, o lugar também é propício para o ecoturismo.

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Foto: Otavio Nogueira

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Post por Brunella Nunes
Fotos: reprodução

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4 comentários

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    • 2
      Redação QCV

      Que legal saber disso, Cleo! Estamos aqui para incentivar os viajantes a desbravarem novos horizontes 😀
      Entre no nosso site e comece a planejar sua próxima parada!

      Abraços!

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