Berço de Cora Coralina, Cidade de Goiás reúne arquitetura histórica e atrativos naturais

Berço de Cora Coralina, Cidade de Goiás reúne arquitetura histórica e atrativos naturais



Já ouviu falar sobre a Cidade de Goiás, no centro-oeste do Brasil? Antiga capital do Estado, o município apelidado de Goiás Velho reúne arquitetura histórica, cachoeiras e paisagem do cerrado a apenas 142 km de Goiânia. Seu legado colonial é tão valioso que é considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.

Fundada no Ciclo do Ouro sob o nome de Arraial de Sant’Ana, a cidade foi erguida entre o Vale da Serra Dourada e o Rio Vermelho durante o século 18, permanecendo com o título de capital até meados de 1930. Tal data justifica as construções preservadas da região, que chegam a ser 90% em estilo barroco-colonial. Tombado, o cenário urbano, bastante simples e interiorano, é semelhante ao das cidades históricas de Minas Gerais, como Ouro Preto.

Nascida e criada nessa terra, a poetisa Cora Coralina teve sua casa transformada em museu, uma das grandes atrações turísticas locais. A antiga doceira teve seu primeiro livro publicado aos 75 anos e foi uma das maiores poetisas e contistas brasileiras. Sua prima, a pintora Goiandira Ayres do Couto, tem obras expostas em um espaço cultural homônimo. Se destacam ainda o Museu das Bandeiras, que ocupa o espaço de uma antiga cadeia, o Museu de Arte Sacra e a Casa do Bispo.

Os passeios pelas pitorescas ruas de pedra se prolongam até as igrejas (Nossa Senhora da Abadia; de São Francisco; Nossa Senhora Aparecida; do Carmo; do Rosário; Sant’Ana e Santa Bárbara), o Palácio dos Arcos, o Mercado Municipal, o Teatro São Joaquim e o Chafariz da Boa Morte. Para quem quer curtir a natureza, a cachoeira das Andorinhas, o Morro dos Lajes, os rios e os balneários são boas opções.

Durante a Semana Santa, a cidade ganha um brilho a mais e recebe turistas do país todo. A Procissão do Fogaréu toma conta durante a “quarta-feira de trevas”, quando todas as luzes se apagam e os caminhos são iluminados com as tochas carregadas pelos Farricocos, homens encapuzados e com roupas coloridas. A tradição festiva e religiosa, que começou em 1745, remete aos tempos medievais, tendo somente a Cidade de Goiás como palco.

A comida típica, com influências indígenas e paulistanas, inclui receitas com pequi, fruto típico do Cerrado, bolinho de arroz doce, angu, leitão a pururuca, galinhada, peixe na telha, arroz de com suã (espinha de porco), arroz de puta rica (com carnes defumadas) e o reconhecido empadão goiano, feito com frango, carne de porco, linguiça, palmito de guariroba e queijo.

Onde ficar: há pousadas, hostels, hotéis e hotéis fazenda na região. Entre as opções está a Pousada do Ipê, sediada em uma casa colonial centenária.

Como chegar: na capital Goiânia, pegue a estrada GO-070 e siga até Itaberaí, onde há a entrada para a GO-164. Precisa de um carro? Alugue aqui!

Vamos desbravar as maravilhas dessa cidade?

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Post por Brunella Nunes
Fotos: reprodução/Goiás Turismo


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